02/07/2017

Às armas! Às armas!

O que tem de comum o caso de Pedrógão Grande e o desvio de material de guerra dos paióis de Tancos? 


Qualquer banco, centro comercial ou chafarica tem câmaras de vigilância para alertar ou, pelo menos, identificar as pessoas e as circunstâncias de um crime eventual contra a propriedade.

Além daqueles brinquedos, as grandes empresas são servidas por uns empregados mal pagos mas muito zelosos - é sempre assim - que nos habituamos a designar por "seguranças". Estes têm a vantagem de desencorajar e confrontar eventuais atacantes, prevenindo os crimes.

Só mesmo uma floresta antecipadamente ameaçada e uma unidade militar, porventura a mais perigosa de um país, prescinde de tais aparelhos e de guardas.

Eu sei que que os soldados, pagos ao nível do soldo, fazem falta noutros quartéis para  servirem de criados e de motoristas privados aos respectivos comandantes, mas não sobra um soldado ou um cabo - sargento já seria luxo - para permanecer nas instalações de um grande complexo militar a fim de alertar as "autoridades" em caso de roubo, assalto ou incêndio? 

Aqui fica a sugestão para o caso de nenhum coronel ou tenente-coronel se ter lembrado ainda... Com o devido e merecido respeito, continência e bater de tacão.

1 comentário:

antónio m p disse...

Diz a minha experiência de três anos de Exército com dois de guerra e uns meses de formação em Minas e Armadilhas... em Tancos! que, para desviar em menos de 24 horas as “granadas foguete anticarro”, granadas de mão ofensivas, granadas de gás lacrimogéneo, explosivos, bobines de arame, disparadores e iniciadores”, além de caixas de munições de 9mm... é preciso uma camioneta robusta, talvez uma viatura... do exército! E é preciso sair pela "porta grande" e não por um pedaço arrombado de vedação.