18/09/2017

"Geringonça" e o futuro


Se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins se manifestam pouco disponíveis para repetir o acordo de apoio ao Governo “socialista” no próximo mandato, é porque prevêem uma maioria absoluta do PS ou uma maioria relativa em que um só dos actuais apoiantes chegaria para viabilizar o Governo. Não é uma zanga, é uma estratégia que faz todo o sentido para todos.

No caso da maioria relativa do PS, porém, os constrangimentos seriam insuportáveis para o PCP mas também para o Bloco de Esquerda e até para para o próprio PS.

O que poderá comprometer este quadro, enfim, será uma nova liderança do PSD tão necessária e desejada pela “maioria silenciosa” deste partido. Mas ainda assim será preciso que ocorra um grave acidente político no actual governo, o que não se vislumbra.


Razões suficientes para as especulações prematuras que vão sucedendo nos orgãos de informação, que os partidos de esquerda não devem alimentar, sabido que tudo será decidido apenas em Outubro… de 2019!

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