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2017/09/18

"Geringonça" e o futuro


Se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins se manifestam pouco disponíveis para repetir o acordo de apoio ao Governo “socialista” no próximo mandato, é porque prevêem uma maioria absoluta do PS ou uma maioria relativa em que um só dos actuais apoiantes chegaria para viabilizar o Governo. Não é uma zanga, é uma estratégia que faz todo o sentido para todos.

No caso da maioria relativa do PS, porém, os constrangimentos seriam insuportáveis para o PCP mas também para o Bloco de Esquerda e até para para o próprio PS.

O que poderá comprometer este quadro, enfim, será uma nova liderança do PSD tão necessária e desejada pela “maioria silenciosa” deste partido. Mas ainda assim será preciso que ocorra um grave acidente político no actual governo, o que não se vislumbra.


Razões suficientes para as especulações prematuras que vão sucedendo nos orgãos de informação, que os partidos de esquerda não devem alimentar, sabido que tudo será decidido apenas em Outubro… de 2019!

2017/08/16

O mito da imparcialidade

Os partidos de esquerda não seriam bem mais agressivos contra o Governo se este fosse de direita? – perguntam recorrentemente os jornalistas a propósito disto e daquilo.

A pergunta pode ser pertinente mas a resposta, digo a resposta adequada é óbvia: “claro que sim!”

A razão está em que uma coisa é criticar os erros de um governo que genericamente prossegue uma política louvável e outra coisa seria criticar um governo que genericamente prossegue uma política reprovável.

Será preciso um desenho para explicar?

2016/05/05

Grande Desinformação

Merece o prémio Grande Desinformação, o esforço de Victor Gonçalves para pescar numa frase, numa palavra, num sinal, qualquer coisa que pudesse ser visto como fragilidade no entendimento das esquerdas que suportam o Governo de António Costa.

Durante todo o tempo da Grande Entrevista desta Quarta-feira – grande pela extenção e não pela qualidade -, o inquiridor, disparou todo o arsenal de suspeitas que a imaginação pode juntar, para ferir a confiança na durabilidade do Governo, sempre centrado num único ponto que não é o conteúdo político do entendimento, mas sim os jogos de poder.

Que importa a validade ou não, a necessidade ou não, a justiça ou não das políticas que unem os partidos de esquerda?! O que importa é arranjar uma cunha que os divida.

Continua, Victor. Sabes que não estás só. O que estás é muito mal acompanhado!

2015/11/12

O medo em promoção


Julgo saber que a Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) é composta por representantes das Confederações Patronais e Confederações Sindicais mas também de um representante do Governo. Logo, não estando empossado o esperado governo de esquerda, como podia este reunir aquela Comissão?


O que podem fazer e fizeram os partidos da Esquerda, foi reunir com as confederações no âmbito da actividade dos grupos parlamentares, estes sim em exercício. E António Saraiva, o representante do patronato, sabe disto. Mas "prontos"..., tinha que dar a sua contribuição para a campanha do medo, em promoção.


Por parte de Paulo Portas que não tem vergonha de continuar a dizer coisas, vimo-lo a dizer, com pose dramática, que está preocupado com os efeitos que terá a governação de esquerda blá blá blá blá. Ainda bem que está. É bom sinal.