No plano mundial, parece significativo, por exemplo, um artigo recente da revista inglesa The Economist, onde se falava do temor com que o congresso norte-americano olhava para o Bric, um bloco composto por Brasil, Rússia, Índia e China, e que pareceria vocacionado “para anunciar aos Estados Unidos que os maiores países em desenvolvimento têm opiniões próprias”.
Com efeito, aquelas potências europeias, nomeadamente a Alemanha, a França e o Reino Unido, enquanto se relacionam com os outros países da União em termos autoritários ou coercivos, relacionam-se com a Rússia ou a China, os EUA ou o Brasil, em termos negociais.
A força centrífuga da União Europeia, portanto, parece atirar os países do sul da europa para outras galáxias. Tanto mais depressa quanto menor se continuar a revelar a força da gravidade, isto é, a força de atracção que liga aqueles países à zona euro.
Que os grandes líderes europeus não estejam interessados nisso, como se vê todos os dias em declarações, parece confirmar a quem interessam as políticas que prosseguem.
(1)Actualmente o Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, como estados membros, e por Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru como estados associados.
Outros países da região, criaram a ALBA, com um caracter ideológico de esquerda e inscrevendo a solidariedade social como preocupação dominante. Fazem parte Venezuela e Cuba, fundadores, e ainda Bolívia, Nicarágua, Dominica, Equador, Antigua e Barbuda e São Vicente e Granadinas
(2)“Como português, tenho pena, mas passámos a ser uma espécie de protectorado da Alemanha, do ponto de vista financeiro. Mas quando os nativos não se sabem governar, uma boa dose de colonialismo não deixa de ser saudável” – disse Campos e Cunha, antigo vice-governador do Banco de Portugal, professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova e actual presidente da SEDES.