Há quem diga que na guerra-fria entre os Estados Unidos e a Rússia..., ganhou a China.
Na renovada guerra entre os mesmos, ganha o ISIS/DAESH, ao que tudo indica. E desta vez a gravidade é outra.
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2016/12/20
2015/05/10
Jornalismo de conspiração
A jornalista-pivot convidou o historiador e activista político Fernando Rosas, para comentar a celebração da Rússia pela vitória na Segunda Guerra Mundial.
A menina deve ter pensado que o dirigente do Bloco de Esquerda, crítico determinado e qualificado, do regime soviético, iria aproveitar para bater na Rússia, em Putin e no comunismo de uma assentada, juntar a sua voz ao coro dos hipócritas europeus e norte-americanos, apoiar a NATO na reposição em curso da "guerra-fria"...
A parvinha confundiu o professor Fernando Rosas com os companheiros desmiolados e corruptos que a rodeiam, profissionais da conspiração sorridente contra tudo o que mexe em nome do progresso ou do patriotismo.
A "flaca" viu apagarem-se as canas, uma a uma, com que esperava fazer o foguetório provinciano e rasteiro que se habituou a ver brilhar no céu, naquele bocado de céu a que tem acesso e que julga ser o céu todo.
A coitada teve que ouvir, em resposta às suas perguntas envenenadas, que a Rússia tem todas as razões para estar orgulhosa do papel heróico que desempenhou no combate ao nazismo, que não faz qualquer sentido a ausência dos países europeus e norte-americanos naquelas comemorações, que a situação da Ucrânia tem origem num golpe-de-estado contra o presidente legítimo, Viktor Yanukovich, com assumida participação norte-americana, etc., etc, etc.
A ingénua não se dará ao trabalho de verificar se o Fernando Rosas tem razão, como tem, mas que já o arquivou no seu index de convidados a evitar, disso não tenho dúvidas.
Aqui lhe deixo um conselho: não volte a convidar historiadores - são uns desmancha-prazeres!
A menina deve ter pensado que o dirigente do Bloco de Esquerda, crítico determinado e qualificado, do regime soviético, iria aproveitar para bater na Rússia, em Putin e no comunismo de uma assentada, juntar a sua voz ao coro dos hipócritas europeus e norte-americanos, apoiar a NATO na reposição em curso da "guerra-fria"...
A parvinha confundiu o professor Fernando Rosas com os companheiros desmiolados e corruptos que a rodeiam, profissionais da conspiração sorridente contra tudo o que mexe em nome do progresso ou do patriotismo.
A "flaca" viu apagarem-se as canas, uma a uma, com que esperava fazer o foguetório provinciano e rasteiro que se habituou a ver brilhar no céu, naquele bocado de céu a que tem acesso e que julga ser o céu todo.
A coitada teve que ouvir, em resposta às suas perguntas envenenadas, que a Rússia tem todas as razões para estar orgulhosa do papel heróico que desempenhou no combate ao nazismo, que não faz qualquer sentido a ausência dos países europeus e norte-americanos naquelas comemorações, que a situação da Ucrânia tem origem num golpe-de-estado contra o presidente legítimo, Viktor Yanukovich, com assumida participação norte-americana, etc., etc, etc.
A ingénua não se dará ao trabalho de verificar se o Fernando Rosas tem razão, como tem, mas que já o arquivou no seu index de convidados a evitar, disso não tenho dúvidas.
Aqui lhe deixo um conselho: não volte a convidar historiadores - são uns desmancha-prazeres!
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2014/07/31
A tentação da guerra
A NATO percebeu quanta falta lhe fazia a “guerra fria”.
E tratou de retomá-la.
Há demasiado dinheiro envolvido na organização, demasiados interesses pessoais também, para que seja possível diminuir a sua actividade no contexto que se seguiu à extinção da União Soviética. Lá onde lhe "falta trabalho", procura complementar ou rivalizar com a ONU em "acções humanitárias". Além disso, começa a participar de operações militares fora dos territórios de seus membros e em missões não motivadas pela segurança colectiva destes.
O gasto militar combinado de todos os membros da organização constitui mais de 70% do total de gastos militares de todo o mundo. O corpo de funcionários da sede é composto por delegações nacionais dos países membros e inclui escritórios civis e militares e missões diplomáticas e diplomatas de países parceiros, bem como o Secretariado Internacional e Estado-Maior Internacional cheias de membros do serviço das forças armadas de estados membros.
Jugoslávia (1990 e 1999), Afeganistão (2003), Líbia (2011), Síria (sob ameaça), Ucrânia (sob ameaça)… são a matéria-prima da sua obra de destruição.
A intervenção norte-americana no Iraque, para que a NATO foi aliciada mas onde não chegou a intervir, foi um trauma nas ofensivas militares pró-americanas que terá evitado outras aventuras desastrosas. Mas tudo indica que a sede de sangue está aí para aquecer a Guerra Fria.
E tratou de retomá-la.
Há demasiado dinheiro envolvido na organização, demasiados interesses pessoais também, para que seja possível diminuir a sua actividade no contexto que se seguiu à extinção da União Soviética. Lá onde lhe "falta trabalho", procura complementar ou rivalizar com a ONU em "acções humanitárias". Além disso, começa a participar de operações militares fora dos territórios de seus membros e em missões não motivadas pela segurança colectiva destes.
O gasto militar combinado de todos os membros da organização constitui mais de 70% do total de gastos militares de todo o mundo. O corpo de funcionários da sede é composto por delegações nacionais dos países membros e inclui escritórios civis e militares e missões diplomáticas e diplomatas de países parceiros, bem como o Secretariado Internacional e Estado-Maior Internacional cheias de membros do serviço das forças armadas de estados membros.
Jugoslávia (1990 e 1999), Afeganistão (2003), Líbia (2011), Síria (sob ameaça), Ucrânia (sob ameaça)… são a matéria-prima da sua obra de destruição.
A intervenção norte-americana no Iraque, para que a NATO foi aliciada mas onde não chegou a intervir, foi um trauma nas ofensivas militares pró-americanas que terá evitado outras aventuras desastrosas. Mas tudo indica que a sede de sangue está aí para aquecer a Guerra Fria.
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