Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens

2023/02/14

Ucrânia vs Rússia etc.

Ucrânia em guerra A ofensiva russa contra a Ucrânia, insere-se no âmbito da lógica geopolítica em que os poderes dominantes de uma região conflituam com os poderes dominantes de outra região.

Quando os recursos naturais ou industriais de um país concorrem com os recursos de outro, no mercado global, estabelece-se um conflito de interesses económicos tendentes a gerar conflitos políticos que podem assumir conflitos militares. A geopolítica é a expressão destes conflitos a nível regional e ocorre quando uma das partes envolve outros países da mesma região – o que resulta da influência política do país dominante da região.

Os EUA representam um polo que tem como antagonista a Federação Russa (FR), sendo que cada um destes, por sua vez, tende a integrar, na sua esfera de poder, outros países. A União Europeia (EU), apesar da sua aparente independência, obedece convenientemente ao poder norte-americano. É irrelevante quem sejam as personalidades que representam as diferentes esferas de poder – elas cumprem a função que lhes conferem os interesses do Estado. Elas nascem da circunstância, muito mais do que a alteram. Na lógica deste conflito de interesses, e da influência associada dos seus agentes políticos, é que aparecem os conflitos militares. Mas o que faz sentido, neste caso, é que as operações militares vão a par de tentativas de soluções políticas.

2023/01/19

Zelensky no seu palco

Quantos mais ucranianos mortos, famílias destroçadas, cidades arrasadas serão necessários para que Volodymyr Zelensky tenha "vantagens" numas conversações de paz com a Rússia? Quantas mais armas para o seu arsenal?
Os governos não são tribunais, não seguem apenas o que é justo: são orgãos políticos que decidem de acordo com o menor dos males. Os juízes decidem de acordo com as leis, mas os políticos decidem de acordo com as conveniências do seu país. Negociar não é um acto de cobardia, é uma acto de inteligência quando não se pode vencer o inimigo pelas armas.

2022/05/29

Porque hoje é domingo (122)

Julgava eu, na minha inocência, que Deus sabia tudo o que eu queria e que tudo fazia para me satisfazer, Ele que é amor e caridade e etc. Mas não, Jesus terá afirmado (João 16,23b-24): "Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa”.

Tantos milhões de crentes se arrastam neste vale de lágrimas e de mortos em guerras e catástrofes, pedindo nada mais do que piedade, e o truque de Jesus não dá resultado.

É o que pode acontecer quando se promete aquilo que não se pode dar.

Post scriptum: As promessas de vitória de Zelensky ao seu povo não são para aqui chamadas. Ou são?

2022/05/05

Nacionalismo dá mais

Não sei o que será o futuro de Zelensky, mas sei que o seu propósito não é dirigir um grande partido, é dirigir o país. Por isso a sua bandeira não é a cruz suástica ou qualquer outra, é o nacionalismo. Tal como Putin, claro, com a diferença de que este não precisa de atrair as tropas, ele tem-nas já.

2022/04/24

Porque hoje é domingo 118

A Igreja celebra hoje aquela noite em que Jesus, que era suposto estar morto, apareceu aos discípulos dizendo: ‘A paz esteja convosco’. (João 20, 19-20; 24-25).

Nenhuma mensagem é mais desejada, nos dias que correm, do que esta. Discípulo assumido de Jesus Cristo, António Guterres vai visitar Putin e Zelensky na esperança de repetir a frase de Jesus. Mas desta vez não será só Tomé a duvidar. Creio que o próprio Secretário Geral da ONU não leva tão longe a sua fé nos homens, depois de a ter perdido em Deus a quem acorre todos os dias, certamente, nas suas orações.

O Futuro, esse único alguém que sabe tudo sobre o que vai acontecer, é quem nos há-de revelar a verdade. Enquanto não falar, desculpem a desilusão, resta aos sobreviventes esperar pelo entendimento entre Deus e o Diabo.

2022/03/06

Putin e Zelensky, a mesma luta!

Ucrânia é o único país a ter nas forças armadas um batalhão neonazi assumido: o Azov.

O Batalhão de Azov – o mais notório agrupamento de neonazis ucranianos que opera sob chancela governamental, mas não o único – foi oficialmente constituído em 5 de maio de 2014, portanto três dias depois do massacre de 42 antifascistas em Odessa, queimados vivos

A primeira ‘façanha’ assumida pelo Azov foi esmagar o levante antifascista em Mariupol em junho de 2014, com cerca de 100 mortos em duas semanas na cidade e arredores. A cidade permanece refém dos fascistas até hoje.

Relatórios do Escritório do Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e da Anistia Internacional ligaram o Batalhão Azov a crimes de guerra, como saques em massa, estupro, sequestros, tortura e execuções.

Fonte: https://horadopovo.com.br/ucrania-e-o-unico-pais-a-ter-nas-forcas-armadas-um-batalhao-neonazi-assumido-o-azov/

2015/08/30

Crise de informação

Já não é só esconder as figuras progressistas e os seus discursos, é subverter os seus argumentos e promover as figuras e os discursos dos ditadores e genocidas. É assim com as notícias sobre a Ucrânia ou sobre a Venezuela, para falar de dois regimes opostos.

«Ao longo das últimas horas, pelo menos sete soldados ucranianos foram mortos e 13 ficaram feridos em confrontos com os separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia». É assim que a Euronews lançava ontem a notícia.

Sobre um confronto entre forças armadas ucranianas e activistas pró-russos, fala-se do número de vítimas das primeiras mas omite-se facciosamente o número de vítimas dos segundos! De resto, valoriza-se sempre a pessoa e as palavras de Poroshenko, como se este não tivesse chegado ao poder na sequência de um golpe de estado que depôs o anterior presidente eleito.

A Euronews é um paradigma. De algum modo se poderia dizer que é a Telesur ao contrário. Mas não se equiparam duas “centrais de informação” facciosas, quando a primeira obedece a padrões neo-liberais e a segunda protege valores socialistas, quando a primeira promove os lucros dos privilegiados, e a segunda promove a justiça social e os interesses populares.


A Euronews e as suas discípulas nacionais substituem descaradamente a legitimidade eleitoral de um país, pela "legitimidade" editorial das suas direcções ideológicas.


A Venezuela é outro caso paradigmático. Pouco importa se Hugo Chavez, antes, e Nicolás Maduro, actualmente, foram eleitos por maiorias expressivas em eleições incontestavelmente democráticas.

Para combater os dirigentes progressistas, a contra-informação ao serviço da Direita, dá notícia da falta de produtos à venda nas lojas venezuelanas, omitindo que isso se deve ao boicote económico promovido pela ultra-direita do país e concretizada por traficantes desses produtos com destino à Colômbia.


Com efeito, os contrabandistas desviam esses produtos para o país vizinho onde os vendem muito mais caro, beneficiando dos baixos preços que o governo da Venezuela pratica a favor da população. Beneficiam os contrabandistas, a Oposição venezuelana… e a má-língua euro-liberal.


De tudo isto, o que vemos na informação europeia é que «falta quase tudo na Venezuela»! Uma espécie de slogan que já se lê há vários anos, nomeadamente na nossa imprensa.

O que não vemos é a notícia de que «Los comerciantes de Cúcuta, al noreste de Colombia, afirmaron este martes que el 80 por ciento de los alimentos y productos que venden llegan desde Venezuela a través del contrabando»

O que não vemos, também, é a notícia de que «Los presidentes de Venezuela y Colombia, Nicolás Maduro y Juan Manuel Santos, respectivamente, llamaron a consultas a los embajadores de sus países en el marco del cierre de la frontera y el estado de excepción para acabar con el paramilitarismo y el contrabando de extracción». 

Em vez disto, a Informação dominante na Europa apregoa: "Agrava-se a crise entre a Colômbia e a Venezuela".

Em contrapartida, Álvaro Uribe, promotor de raptos e massacres enquanto presidente anterior da Colômbia, é agora mostrado e feito ouvir nas televisões de Portugal, no prosseguimento da sua veia conspirativa contra a Venezuela.

E se falássemos da Síria? Teríamos de perguntar quem e quando se ouviu o presidente Assad expor os seus argumentos, lá onde crescem contra si os mesmos movimentos terroristas que atacam na Europa e na América. Disto falaremos num próximo artigo.

2014/07/31

A tentação da guerra

A NATO percebeu quanta falta lhe fazia a “guerra fria”.
E tratou de retomá-la.

Há demasiado dinheiro envolvido na organização, demasiados interesses pessoais também, para que seja possível diminuir a sua actividade no contexto que se seguiu à extinção da União Soviética. Lá onde lhe "falta trabalho", procura complementar ou rivalizar com a ONU em "acções humanitárias". Além disso, começa a participar de operações militares fora dos territórios de seus membros e em missões não motivadas pela segurança colectiva destes.

O gasto militar combinado de todos os membros da organização constitui mais de 70% do total de gastos militares de todo o mundo. O corpo de funcionários da sede é composto por delegações nacionais dos países membros e inclui escritórios civis e militares e missões diplomáticas e diplomatas de países parceiros, bem como o Secretariado Internacional e Estado-Maior Internacional cheias de membros do serviço das forças armadas de estados membros.


Jugoslávia (1990 e 1999), Afeganistão (2003), Líbia (2011), Síria (sob ameaça), Ucrânia (sob ameaça)… são a matéria-prima da sua obra de destruição.

A intervenção norte-americana no Iraque, para que a NATO foi aliciada mas onde não chegou a intervir, foi um trauma nas ofensivas militares pró-americanas que terá evitado outras aventuras desastrosas. Mas tudo indica que a sede de sangue está aí para aquecer a Guerra Fria.

2014/06/12

A solução europeia


O novo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, nomeado a 7 de Junho no parlamento, disse que espera assinar o Acordo de Associação com a União Europeia antes do dia 27 de Junho.

Foto original: REUTERS

2014/04/09

O poder "democrático" de Kiev

Não é demais reproduzir aqui uma imagem muito elucidativa de como funciona o novo poder imposto à Ucrânia.

"Sinopse":
Fazendo uso da palavra como deputado, Petro Symonenko denuncia no parlamento que o que se está a passar no leste do pais é resultado do golpe de estado e do "Euromaidan", e que os activistas pró-russos têm o direito a mostrar a sua indignação, e estão a fazer o mesmo que fizeram os activistas do "Euromaidan" em Kiev. Afirma ainda que os interesses americanos e de traidores ao seu serviço destruíram a Ucrânia.

Vai daí, a resposta democrática a esta opinião... é a que se vê no final deste vídeo:


Quanto à matéria em discussão, faço minhas as seguintes palavras recortadas nos comentários de outro blogue e que resumem tudo:

O Ocidente interveio activamente na Ucrânia, não do lado da legalidade mas do lado dos seus interesses, que eram o de depor o governante eleito e instaurar um regime pró-Ocidental. A Rússia contra-atacou ocupando a Crimeia (que é e sempre foi russa) e obviamente está a apoiar as manifestações, tão legítimas como as da Maidan, no Leste e Sul da Ucrânia. Caso não o fizesse, teria a NATO às portas.

Eu só acrescentaria que a atitude da Rússia em relação à Crimeia foi ao encontro da vontade dos seus habitantes, o que pode ter "alguma" importância.

Recomendo sobre o assunto ESTE POST publicado no blogue do José Milhazes mas em conflito com as opiniões deste.

2014/03/25

A arte de derrubar governos

UCRÂNIA

A maior parte dos manifestantes que participaram nos distúrbios ocorridos na Ucrânia, anteriormente à anexação da Crimeia, recebem um pagamento médio de 200-300 grivna (15-25 euros). Recebem ou deviam receber, porque agora surgem notícias de que alguns destes estão a reclamar por não receber o dinheiro prometido!...

E eu que não tinha dado a devida atenção a isto:

«The protests in the western Ukraine are organized by the CIA, the US State Department, and by Washington- and EU-financed Non-Governmental Organizations (NGOs) that work in conjunction with the CIA and State Department. The purpose of the protests is to overturn the decision by the independent government of Ukraine not to join the EU».
(VER ORIGINAL AQUI)

VENEZUELA

«El ministro venezolano de Relaciones Interiores, Justicia y Paz, Miguel Rodríguez Torres, aseguró que Estados Unidos (EE.UU.) trabaja en el modelo de guerra de cuarta generación, en el golpe suave y en el adiestramiento para derrocar el Gobierno de Nicolás Maduro.
...
«Esto que hoy estamos viviendo se empezó a planificar por allá en el 2010. Se llevaron un grupo de estudiantes a México, trajeron unos europeos de Otpor y los estuvieron entrenando, adiestrando en México. Ahí estuvo Gaby Arellano, ustedes la han visto, es una de las que lideriza las guarimbas (...)» teleSUR 2014Mar24


E nós aqui neste quintal da Europa, a precisar tanto duma ajudinha...

2014/03/20

O modelo de liberdade para a Ucrânia

Depois do meu artigo de ontem sobre a ausência de liberdade e democracia «no domínio da Informação formatada pelo "Ocidente"», aqui fica uma demonstração esclarecedora, promovida por um partido que o "Ocidente" protege e apoia no conflito ucraniano.



Parafraseando alguém: «Eles são nazis mas são os "nossos" nazis»!

2014/03/19

Sob o manto diáfano da Democracia

Uma das consequências menos invocada mas cada vez mais relevante da implosão da União Soviética em 1991, foi certamente a implosão do acordo em vigor desde a Conferência de Yalta, na Crimeia.

Nessa Conferência, Roosevelt, pelos Estados Unidos da América, Churchill, pela Grã-Bretanha, e Estaline, pela URSS, decidiram o destino da Europa, nomeadamente quanto à sua estabilidade futura e quanto à repartição das zonas de influência entre o Leste e o Oeste. Era Fevereiro de 1945.

Desde então vigorou uma relação de conflito não assumido entre o “Leste” e o “Ocidente” que ficou conhecido por “guerra fria” e que deixaria de fazer sentido, aparentemente, a partir dos acontecimentos de 1991 no “Leste”. Mas o que aconteceu foi que, por detrás das motivações ideológicas se desvelaram as razões económicas.

Face ao desiquilíbrio de forças instalado, face ao domínio unipolar dos Estados Unidos da América, adeus tratados! Daqui em diante a política internacional dos EUA é orientada para a conquista de influência nas regiões que antes escapavam ao seu domínio. Um único problema se lhe colocava – se coloca – que é o sentimento nacionalista e o interesse próprio dos povos e das nações.

A Europa está-lhe no papo mas não é tanto assim na América Latina e no Médio-Oriente - para resumir. Isto explica a dimensão dos grandes focos de destabilização em curso, nomeadamente na Ucrânia mas também na Síria ou na Venezuela, para mencionar os mais recentes.

É “a nudez crua da verdade sob o manto diáfano” dos Direitos Humanos e da Democracia. E da Comunicação Social “livre”.

No domínio da Informação formatada pelo "Ocidente", é sintomático que se transcrevam na íntegra as opiniões do jogador de xadrez Kasparov, por exemplo, sobre os acontecimentos na Crimeia, enquanto as declarações de Putin - presidente da Rússia! - sobre o mesmo assunto são silenciadas ou reduzidas a meia dúzia de palavras inócuas retiradas do discurso. E não é o mesmo com Nicolás Maduro, na Venezuela? E não é assim em todas as situações em que o imperialismo norte-americano se confronta com dirigentes insubmissos de outros países?

Entre os nossos jornalistas e "analistas" mais visíveis, mais exibidos, é manifestamente dominante a submissão a esta matriz. Mas a única coisa que deve espantar é o meu espanto, reconheço. pois não são eles próprios que proclamam (expressamente)que andam "há quarenta anos a fazer opinião"?

2014/03/03

Ucrânia e os outros

Os Estados Unidos da América, a Alemanha e a própria NATO proclamam que “a Rússia deve respeitar a soberania, integridade territorial e as fronteiras da Ucrânia". Em matéria de não-intervenção e de respeito pela soberania dos outros países, a autoridade moral destes três é exemplar, como toda agente sabe !!!

Obama chega a afirmar que se trata de "uma quebra do direito internacional". Por seu lado, o presidente russo diz que “os americanos estão a interferir unilateral e cruamente nos assuntos internos da Ucrânia, (o que) é uma clara violação do tratado de 1994”.

RÚSSIA

Putin que dá asilo político ao presidente legítimo da Ucrânia, digo tão legítimo como Cavaco Silva em Portugal, certamente recebeu a autorização competente de Viktor Yanukovych – dura lex, sed lex – para entrar na Crimeia a fim de proteger a comunidade russa ali residente, e a sua Frota do Mar Negro.*

Entretanto, o Conselho Russo da Federação - equivalente ao Senado dos EUA – aprovou «por unanimidade uma resolução que autoriza Putin a usar as forças armadas da Rússia na Ucrânica, pedido que o Parlamento já havia encaminhado antes».

«Antes da votação, os senadores russos bufavam de fúria, disseram que Obama ameaçou a Rússia, insultou o povo russo, e que exigiam que Putin retirasse dos EUA o embaixador russo».
Citações «» do Pravda

* A Crimeia já foi governada pela Rússia no tempo da União Soviética, até que Kruschov decidiu transferi-la para a República Socialista da Ucrânia como gesto comemorativo da antiga união da Ucrânia à Rússia. Com a queda do comunismo, a Ucrânia manteve a Crimeia sob sua jurisdição, apesar de ali continuar sedeada, por acordo mútuo, a frota russa do Mar Negro.

2010/01/06

Se os deuses fazem os rios...

os homens fazem as pontes

Num país cuja história ainda temos dificuldade em conhecer, tanta foi a desinformação e tantos os preconceitos, nascem "coisas" como estas.



Ou como estas!