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2008/12/12

Direitos cubanos

A comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos tem servido para todos os hipócratas da política, sentem-se eles de que lado se sentarem.

Juventud Rebelde, jornal oficial do regime cubano – nem há outros orgãos – invoca os Direitos Humanos nestes termos, no âmbito de um fórum promovido pelo Governo:
«serán objeto de atención asuntos como el derecho a la vida, la paz, la salud, la educación, el trabajo, la denuncia de la tortura y la condena a la manipulación de esta cuestión. El foro exigirá el cierre de la cárcel en la ilegítima Base Naval yanqui en Guantánamo, la devolución de ese territorio a Cuba y demandará el fin del bloqueo económico, comercial y financiero norteamericano a la Isla caribeña»


O mesmo assunto é tratado no Granma, orgão central do PC cubano:
«Tras señalar la importancia del respeto a la diversidad y el reconocimiento a las particularidades nacionales y regionales, el orador defendió el derecho de cada pueblo de darse su propio sistema económico, político y social. (...)
Puntualizó que la Isla no dudará en dar batalla en el nuevo Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, si se vuelve a las desacreditadas acciones discriminatorias y selectivas de la otrora Comisión de Derechos Humanos»


Se houvesse Liberdade de Imprensa, poderiamos ler o seguinte sobre a prisão de um dissidente, que só a Internet torna possível conhecer:

“Aclaro que respeto a cabalidad las leyes del tránsito, no soy drogadicto, ni alcohólico, tampoco le debo dinero a nadie, no tengo enemigos ni ninguna patología mental diagnosticada. Responsabilizo al ministro del interior de Cuba, Abelardo Colomé Ibarra, con cualquier daño que sufra en mi integridad física o mental, así como cualquier daño de esta índole que sufran mis familiares.

Dr. Darsi Ferrer / La Habana, 7 de diciembre de 2008”.

Assim, digo eu, se esvaziam os argumentos válidos, justos e necessários daqueles que denunciam as democracias burguesas, assentes estas em jogos de poder e de dinheiro em que a esmagadora maioria das suas populações está condenada a perder sempre. Assim se sacrifica a verdadeira revolução – aquela que liberta os povos de todas as formas de tirania. Não há baptismo revolucionário que santifique para toda a vida – diria ainda a Frei Betto que escreve AQUI a sua apologia do regime cubano.

2008/12/09

Vida de polícia


Recentemente referi-me AQUI, pelo seu interesse e qualidade, a um blogue que tinha encontrado na Net, escrito por um polícia. Hoje verifico que o mesmo foi "retirado". Por enquanto só pergunto: Que aconteceu?

2008/09/24

Ser livre

Neste mundo de senhores e de servos, olha-se para um velho e diz-se: Já não serve.
E eu penso: Se não serve, é livre!

(No caso de Agostinho da Silva, aqui retratado, a liberdade ocorreu-lhe... "precocemente").

2008/09/11

Quem é narcotraficante?

Os Estados Unidos identificam Álvaro Uribe como sendo um dos traficantes mais perigosos da América Latina.

Num documento do Departamento de Estado dos EUA, de 1961, é designado como o Narcoficante nº 82. O Narcoficante nº 79 é Pablo Escobar. Também o pai e mais família de Uribe vêm ali referenciados.

Sergio Camargo revela-o no seu livro “El Narcoficante nº 82” onde fornece pormenores sobre a rêde de políticos, mafiosos, clérigos, paramilitares e narcotraficantes que estão no poder actualmente na Colômbia. Menciona centenas de nomes.

No lançamento do livro que apenas terá sido publicado em Espanha, o autor dá uma entrevista muito reveladora onde aborda também “la colaboración de Estados Unidos, Israel y el reino Unido en el adiestramiento de los paramilitares colombianos”.

Segundo o autor, os interesses económicos, nomeadamente bancários e empresariais, de Espanha e outros países europeus, explicará a cobertura que a Europa dá a Uribe.


Digo eu: Uribe cointinua a sua opressão sanguinária. E como não lhe bastam os 400 mil soldados de que dispõe, serve-se também dos orgãos judiciais para desenvolver processo de perseguição e intimidação.

E não há um helicópetero pintado com as cores da cruz vermelha que socorra os colombianos, nem que tenha que matar um narcotraficante?