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2023/05/20

Poesia revolução

Se Abril ficar distante,
desta terra e deste povo,
a nossa força é bastante
p’ra fazer um Abril novo.

Ary dos Santos

2022/09/02

Os meus poemas

O autor deste blogue, a quem escasseia a imaginação ou a paciência para trazer até aqui conteúdos que exigiriam mais trabalho do que isto, decidiu divulgar o seu vídeo recentemente publicado no Youtube. É uma espécie de antologia poética audio-visual a que chamou PRETÉRITO MUITO IMPERFEITO" à falta de mais perfeito nome:

2010/12/12

Descanso nas palavras


E obrigam-me a viver até à Morte!

Pois não era mais humano morrer por um bocadinho, de vez em quando, e recomeçar depois, achando tudo mais novo?

Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses, morrer em cima dum divã com a cabeça sobre uma almofada, confiante e sereno por saber que tu velavas, meu amor do Norte.

Quando viessem perguntar por mim, havias de dizer com teu sorriso onde arde um coração em melodia: "Matou-se esta manhã. Agora não o vou ressuscitar por uma bagatela."

E virias depois, suavemente, velar por mim, subtil e cuidadosa, pé ante pé, não fosses acordar a Morte ainda menina no meu colo..."


Excerto de um poema de José Gomes Ferreira (1900/1985)

2010/11/18

Metáfora para os tempos que correm


Quem escrevera Port-Wine, que eu já conhecia numa gravação de Mário Viegas, não podia ser menos que uma entidade transcendente. Mas foi na aldeia do meu pai que o encontrei, por acaso, ao entrar na Casa do Povo de Murtede. Não o achei simpárico, Joaquim Namorado, o mítico autor do poema! O mito fez-se homem onde menos esperava.

Compreendi que a obra transcende o autor.

Não me venham por isso com as histórias privadas e mesquinhas do genial pintor que deixava a roupa espalhada pela casa ou do revolucionário que...