Emprego improdutivo

«Diez de la mañana. Por aquellos pasillos, donde hace una semana la gente se amontonaba y conversaba en horario laboral, hoy no transita ni un alma. ¿Qué ha ocurrido en los 17 pisos del Ministerio de la Agricultura para que nadie deambule fuera de las oficinas? Foto do Ministério do Interior

La respuesta es sencilla: muchos temen estar en la lista del próximo recorte, de manera que evitan mostrarse fuera de su puesto de trabajo y así parecer prescindibles. Si antes merodeaban por todos lados con los brazos cruzados, la estrategia del momento es parecer ocupados, aunque para ello tengan que quedarse tras el buró durante ocho horas».

Cuba, 29 de Outubro de 2010(*)

E eu pergunto onde é que já vi (vimos) isto!?
E voltaremos a ver.

Como alguém comenta acerca de Cuba, naquele artigo de Yoani Sánchez, também por cá não terão que preocupar-se muito os protegidos do "arco da governação". Ai como eu me lembro do PS e do PSD a inflaccionar a RTP de pessoal da sua côrte nos tempos de Mário Soares, por exemplo. Para já não falar de antes de 1974, quando o meu chefe amontoava dossiers inúteis sobre a secretária.

O burocracismo e o clientelismo não têm pátria nem regime, têm políticas que lhes facilitam ou dificultam a existência. E parece que em Cuba alguma coisa se começa a fazer de positivo. Mas não chega. E é duvidoso que ainda vá a tempo de salvar o que resta do seu património político.

Corroborando a tese sobre a autonomia das leis económicas, que defendi noutro artigo, defendo que o espaço para a decisão política e para a afirmação ideológica é o que permite optar entre o desemprego e a requalificação no âmbito de uma reestruturação económica credível. A Direita reclama em toda a parte a facilitação do despedimento; o governo cubano promete a requalificação. Vamos a ver quem é que a História absolve ou condena.

(*)Artigo completo em "Géneracion Y".

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