Chegou e disse...


Disse o Presidente da República - não "presidente dos portugueses" :

«... é o início de um longo caminho que "os portugueses" terão de percorrer num espírito patriótico e de "coesão e unidade"».
«Importa que os cidadão compreendam que o Acordo corresponde a um compromisso necessário para que Portugal obtenha um empréstimo»...
«Cabe-nos demonstrar que somos capazes de aproveitar este tempo difícil e fazer dos compromissos agora assumidos "uma oportunidade" para mudar de vida e construir uma economia saudável»...
«Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades, a gastar mais do que aquilo que produzimos...»


Os portugueses, as famílias, os cidadãos, o Estado...

PERGUNTO:
E as empresas que fornecem bens essenciais a preços de luxo para dar fortunas cada vez maiores aos vampiros da Nação? “Os tempos de crise são tempos de oportunidade”? Os agiotas nacionais e internacionais que o digam! Não seria melhor pedir a esses que "mudem de vida"?

Então agora que vem dar raspanetes é que se lembra “dos cidadãos”? Mas não são os empresários que criam riqueza , que dão emprego, blá, blá? Que se sentam à mesa do Poder com as receitas para salvar “o país”? Os banqueiros e os grandes empresários!, não se esqueça deles.

“Só há um caminho: trabalhar melhor e poupar mais!” – diz Sua Excelência, o presidente-de-um-país-falido. E a gente, cá por dentro, a pensar que há um caminho, sim, o que não há ainda são as “condições subjectivas” para prossegui-lo. Talvez.

Por enquanto a abstenção é um manguito para a demagogia - uma denúncia contra a ineficácia das eleições. Mas isso não parece ser suficiente.

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