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2017/07/25
2015/11/27
2015/11/23
A birra de Cavaco
Enquanto Assistente de Realização, participei na gravação de uma peça de teatro chamada "A birra do morto".
Como não me lembrar disso, agora que um governo morto e um Presidente da República moribundo, se recusam a admitir a própria morte política. É uma farsa.
2015/11/22
Porque hoje é domingo (74)
Profetas, há muitos; deixem-no andar – diziam as autoridades. Até que alguém alertou: - Ele diz que é rei!
É aqui que as coisas mudam de figura. Uma coisa é ter ideias e opiniões, ainda que conflituam com as “verdades” dominantes; outra coisa é desafiar o Poder! Uma coisa é contestar um governo; outra coisa é pretender substituí-lo. Este é o evangelho da direita política.
No caso de Jesus que é invocado neste domingo nos púlpitos católicos (Evangelho Jo 18,33b-37), o profeta recuou para “O meu reino não é deste mundo”. É como se o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista dissessem: “O programa do governo PS que nós apoiamos não é o nosso programa”. Mas nem Pilatos nem Cavaco Silva vão em conversas. Eles preparam-se para crucificar os profetas da boa-nova, por falta de provas!
A desvantagem do Presidente da República é que ele não pode lavar as mãos como Pilatos, consultando a opinião de economistas e banqueiros.
De Jesus, sabemos no que isto deu; de António Costa, ainda vamos ter que aguardar algumas horas ou até alguns dias. Oremos!
É aqui que as coisas mudam de figura. Uma coisa é ter ideias e opiniões, ainda que conflituam com as “verdades” dominantes; outra coisa é desafiar o Poder! Uma coisa é contestar um governo; outra coisa é pretender substituí-lo. Este é o evangelho da direita política.
No caso de Jesus que é invocado neste domingo nos púlpitos católicos (Evangelho Jo 18,33b-37), o profeta recuou para “O meu reino não é deste mundo”. É como se o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista dissessem: “O programa do governo PS que nós apoiamos não é o nosso programa”. Mas nem Pilatos nem Cavaco Silva vão em conversas. Eles preparam-se para crucificar os profetas da boa-nova, por falta de provas!
A desvantagem do Presidente da República é que ele não pode lavar as mãos como Pilatos, consultando a opinião de economistas e banqueiros.
De Jesus, sabemos no que isto deu; de António Costa, ainda vamos ter que aguardar algumas horas ou até alguns dias. Oremos!
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2015/10/26
O aborto de Cavaco
Entre presos e foragidos, condenados e gestores de grandes empresas, Cavaco Silva não terá dificuldade em encontrar amigos seus profundamente europeístas e fiéis à NATO, para formar o seu governo alternativo que há-de suceder ao governo nado-morto que aí vem já.
Desde Ricardo Salgado que lhe financiou a candidatura presidencial, até Dias Loureiro, que além de responsável na sua campanha presidencial, já foi seu ministro e Conselheiro de Estado, José Oliveira e Costa que foi secretário de Estado de Cavaco para os Assuntos Fiscais, detido em 2008 por fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e à nacionalização do BPN…, e por falar em BPN, Dias Loureiro, também seu Conselheiro de Estado. E Duarte Lima que presidiu ao grupo parlamentar do PSD, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva, e que responde pela morte de Rosalina Ribeiro mas ama a NATO de todo o coração.
Tudo gente de que se tem rodeado, europeístas e anti-comunistas de corpo e alma e bons-proveitos.
Entretanto, se faltar alguém desta lista de políticos capazes e experientes, não terá dificuldade em encontrar gente da sua confiança ideológica na Comunicação Social, entre jornalistas enfeudados e comentadores encomendados. Afinal, uma curta licença chega para o serviço que lhes é pedido.
Marques Mendes, do alto inacessível da sua altura intelectual, afirma que Cavaco Silva irá designar António Costa para governar com o apoio do BE e do PCP, porque um governo de iniciativa presidencial seria chumbado no parlamento. E não nomeou Passos Coelho nessas mesmas contingências?
Deixo apenas uma ressalva, eu que sou Marques mas não Mendes: apesar de tudo, da mente de Cavaco Silva tudo pode brutar, digo brotar; nunca se sabe. Assim ele imagine que um governo das esquerdas caia ao fim de pouco tempo para dar origem a eleições antecipadas que reconstruam uma maioria de direita.
Desde Ricardo Salgado que lhe financiou a candidatura presidencial, até Dias Loureiro, que além de responsável na sua campanha presidencial, já foi seu ministro e Conselheiro de Estado, José Oliveira e Costa que foi secretário de Estado de Cavaco para os Assuntos Fiscais, detido em 2008 por fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e à nacionalização do BPN…, e por falar em BPN, Dias Loureiro, também seu Conselheiro de Estado. E Duarte Lima que presidiu ao grupo parlamentar do PSD, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva, e que responde pela morte de Rosalina Ribeiro mas ama a NATO de todo o coração.
Tudo gente de que se tem rodeado, europeístas e anti-comunistas de corpo e alma e bons-proveitos.
Entretanto, se faltar alguém desta lista de políticos capazes e experientes, não terá dificuldade em encontrar gente da sua confiança ideológica na Comunicação Social, entre jornalistas enfeudados e comentadores encomendados. Afinal, uma curta licença chega para o serviço que lhes é pedido.
Marques Mendes, do alto inacessível da sua altura intelectual, afirma que Cavaco Silva irá designar António Costa para governar com o apoio do BE e do PCP, porque um governo de iniciativa presidencial seria chumbado no parlamento. E não nomeou Passos Coelho nessas mesmas contingências?
Deixo apenas uma ressalva, eu que sou Marques mas não Mendes: apesar de tudo, da mente de Cavaco Silva tudo pode brutar, digo brotar; nunca se sabe. Assim ele imagine que um governo das esquerdas caia ao fim de pouco tempo para dar origem a eleições antecipadas que reconstruam uma maioria de direita.
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2015/10/05
E agora, Portugal?
Agora o António Costa (finge que) faz exigências para viabilizar o Governo da direita, Passos Coelho (finge que) concorda, a Esquerda protesta e o Governo passa.
Agora...!
(As percentagens apresentadas no quadro são resultados quase finais!)
2015/07/25
O medo de Cavaco
Assustado com a perspectiva de as esquerdas acolherem os votos de protesto nas próximas eleições, Cavaco Silva, logo secundado por Passos Coelho, apelam ao chamado "voto útil", isto é, à concentração dos votos nos maiores partidos que podem - que poderiam! - alcançar uma maioria absoluta.
É preciso suster a subida das esquerdas - pareceu-me ouvi-lo dizer no recente discurso.
O que aconteceu nas eleições da Grécia e o que está a acontecer na Espanha do Podemos, na Itália de Beppe Grillo e, apesar de tudo, o susto que foi o Ukip na Grã-Bretanha até ao dia das eleições de 2015, faz tremer a Europa dos liberais. E Cavaco puxa os cordelinhos para que isso não aconteça em Portugal. O problema dele é o vento, são os ventos...
É preciso suster a subida das esquerdas - pareceu-me ouvi-lo dizer no recente discurso.
O que aconteceu nas eleições da Grécia e o que está a acontecer na Espanha do Podemos, na Itália de Beppe Grillo e, apesar de tudo, o susto que foi o Ukip na Grã-Bretanha até ao dia das eleições de 2015, faz tremer a Europa dos liberais. E Cavaco puxa os cordelinhos para que isso não aconteça em Portugal. O problema dele é o vento, são os ventos...
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2015/05/06
2015/01/05
2014/10/06
Paroles, paroles, paroles…
Repare-se no vídeo, entre os 03’55” e os 04’17”, como Raul Castro exalta o respeito pela diversidade … e “a convicção de que o diálogo e a cooperação são o caminho para a solução das diferenças, a convivência civilizada de quem pensa de forma diferente”
No entanto, os Castros correm o risco de ficar para a História, não como os construtores de uma “Cuba Libre” mas sim como os construtores de uma “escravidão generosa” – para dizê-lo de alguma maneira!
O que há de comum entre um discurso de Raul Castro e um discurso de Cavaco Silva, é que “Para a mentira ser segura e atingir profundidade, tem que trazer à mistura qualquer coisa de verdade”, como dizia o poeta popular António Aleixo.
“O País necessita urgentemente de um acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS”, como diz Cavaco Silva, ou necessita de um acordo dos governos com os seus compromissos eleitorais?
2014/06/12
2014/05/26
À consideração do Presidente
PS (31,5%) + CDU (12,7%) + BE (4,6%) + MPT (7,2%) = 56%
Pense nisso, professor. Pense nisso!
2014/03/13
Os tiques do poder
A propósito do "ma-so-quis-mo" e da "inoportunidade" com que Cavaco e Passos Coelho classificam o Manifesto dos 70, faço minhas as palavras da cubana Yoani Sánchez dirigidas contra Fidel e Raúl Castro há menos de uma semana:
Si alguien se sale del guión de la crítica tolerada, entonces le lloverán los descalificativos. Resentido, chancletero, llorón… serán los primeros insultos, aunque después pueden llegar los ya manidos (…) “enemigo de la nación”. Sus observaciones nunca encontrarán el momento oportuno, porque no incluyen la sumisión ni la autoinculpación.
La crítica no necesita apellido. No debe clasificarse en “constructiva” o “destructiva”, sino que tendrá que llevarse a cabo con toda crudeza, sin miramientos. Como la medicina que se unta sobre una llaga purulenta, la crítica duele, hace llorar, atormenta… pero cura.
Poder a mais - digo eu.
Si alguien se sale del guión de la crítica tolerada, entonces le lloverán los descalificativos. Resentido, chancletero, llorón… serán los primeros insultos, aunque después pueden llegar los ya manidos (…) “enemigo de la nación”. Sus observaciones nunca encontrarán el momento oportuno, porque no incluyen la sumisión ni la autoinculpación.
La crítica no necesita apellido. No debe clasificarse en “constructiva” o “destructiva”, sino que tendrá que llevarse a cabo con toda crudeza, sin miramientos. Como la medicina que se unta sobre una llaga purulenta, la crítica duele, hace llorar, atormenta… pero cura.
Poder a mais - digo eu.
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2014/02/11
Portas, melhor que nunca
Agora que o líder do CDS/PP e NÚMERO DOIS DO GOVERNO anda numa campanha desenfreada para vender a sua imagem, vale a pena recordar...
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Paulo Portas
2013/12/07
Resposta aos Cavacos
É tarde; Inês é morta!
(Excerto de uma peça sobre Inês de Castro)
Mas ainda está a tempo de combater o apartheid
que oprime largas camadas de portugueses...
(Excerto de uma peça sobre Inês de Castro)
Mas ainda está a tempo de combater o apartheid
que oprime largas camadas de portugueses...
2013/12/06
Hipocrisias fúnebres
«Por decisão e orientação de um governo de Cavaco Silva, Portugal votou na ONU contra uma moção que reclamava a libertação de Nelson Mandela».
Excerto de um post de Vitor Dias em
"O Tempo das Cerejas".
Mandela foi condenado a prisão perpétua porque fazia parte da oposição ao regime do apartheid, que negava direitos políticos, sociais e económicos aos negros, mestiços e indianos. Isto fazia dele... um terrorista, no juízo de alguns!
Excerto de um post de Vitor Dias em
"O Tempo das Cerejas".
Mandela foi condenado a prisão perpétua porque fazia parte da oposição ao regime do apartheid, que negava direitos políticos, sociais e económicos aos negros, mestiços e indianos. Isto fazia dele... um terrorista, no juízo de alguns!
2013/09/30
2013/07/24
Salvação Nacional tem dias
DN de Janeiro de 2004
«A dez dias do final do ano de 2003, a data-limite, faltavam mil milhões de euros nas contas do Estado para colocar o défice abaixo dos 3,0% do PIB, tal como impõe Bruxelas aos Estados membros da União Europeia. As contas foram salvas pelos fundos de pensões e, no total, injectaram-se mais de três mil milhões de euros em receitas extraordinárias.»
«Restringir aumentos salariais, despedir funcionários, aumentar impostos, combater a fraude e evasão fiscal, são algumas soluções avançadas por vários analistas e economistas para eliminar o défice das contas públicas. Mas qualquer destes itens foi tentado no passado - com maior ou menor vigor - e, na verdade, o défice orçamental continua a sua escalada».
Outro recorte do DN:
«O Bloco Central que existiu entre 1983 e 1985, com Mário Soares e Mota Pinto, serviu para garantir que Portugal era governável e conseguia fazer as reformas necessárias para entrar na Comunidade Económica Europeia. Cedo se percebeu que governar neste tipo de coligação, que nunca foi nem irá a votos, abre brechas internas nos dois partidos.
Soares não voltaria a ser líder do PS, avançando com uma candidatura vitoriosa à Presidência da República, um ano depois de Cavaco ter ganho pelas primeira vez as legislativas. O professor de Boliqueime chegou, aliás, à liderança do PSD em oposição à existência de um Bloco Central e lançando Freitas do Amaral contra os candidatos presidenciais de esquerda.
Sendo certo que a aliança dos dois maiores partidos chegou para as necessidades, mas não foi um sucesso, é também sabido que sempre que o País necessita de reformas profundas é dela que os analistas se lembram como o último recurso. Mas, nos dias que correm, é quase uma heresia invocar a necessidade deste bloco.
Ainda assim, o Bloco Central, cada vez menos admitido como forma de governar, é constantemente solicitado - pelo Presidente da República e restantes senadores - para realizar pactos de regime, em áreas como as Finanças Públicas, a Saúde, a Justiça ou a Educação. Um Governo PS/PSD garante que no futuro próximo o que tem de ser feito será feito, mas lança a dúvida sobre o que acontecerá para lá desses momentos. Haverá uma nova república, com novo sistema político, novos partidos e novos protagonistas?
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Salvação Nacional
2013/07/21
cavaquês
Do Discurso de Cavaco Silva:
«considero que a melhor solução alternativa é a continuação em funções do atual Governo...»
Preparem-se - digo eu - para eleições antecipadas em menos de um ano.
«considero que a melhor solução alternativa é a continuação em funções do atual Governo...»
Preparem-se - digo eu - para eleições antecipadas em menos de um ano.
2013/07/15
Cartas na mesa... das negociações
As cartas estão lançadas.
O PSD joga na sobrevivência do seu projecto ideológico, perdida que está a sobrevivência do Governo a médio prazo (a curto prazo, penso eu).
O PS joga no equilíbrio instável entre um projecto político de "responsabilidade violenta" e um discurso eleitoralista de "ruptura suave". A sua preocupação em chamar o PCP e o BE à mesa das negociações promovidas pelo Presidente da República, não é só ou não é tanto por razões de rigor democrático, é sobretudo para esvaziar a esquerda, nas próximas eleições, de alternativas a um PS comprometido com a filosofia do Memorando de Entendimento de José Sócrates.
Cavaco Silva não despreza apenas o papel do Bloco, do PCP e dos Verdes; despreza-os a todos porque sabe que tem o Ás de troica
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