10/01/2009

A matança dos inocentes


Quando os reis Magos se deslocaram a Belém para visitar o menino Jesus, perguntaram pelo “rei dos judeus”. Ora isso não agradou a Herodes que era quem ocupava esse cargo à época. Este, vendo em Jesus uma ameaça ao seu próprio poder, e não tendo conseguido localizá-lo para o matar, “mandou massacrar, em Belém e nos seus arredores, todos os meninos de dois anos para baixo”!

Já o Faraó havia mandado matar todos os recém nascidos dos hebreus, como conta o Antigo Testamento, mas salvou-se Moisés, que depois libertou o povo.

Esta crueldade que se reproduz hoje na Faixa de Gaza por vontade do governo israelita, tem os seus defensores. E não é preciso ir longe nem falar línguas para os ouvir. Ainda há dois dias Pacheco Pereira, corroborado pelo “democrata-cristão” Lobo Xavier e não contrariado pelo “socialista” António Costa, subscrevia a matança actual de inocentes palestinianos com a mesma frieza com que falaria dos mais banais gestos humanos.

Para não falar do que há de repugnantemente imoral nesta avaliação da tragédia social, a que os psicopatas são indiferentes, fico-me pela questão da “ lógica estricta” em que os pachecos julgam poder-se analisar os fenómenos políticos.


Assim, se um suposto criminoso se intrometer em casa de Pacheco Pereira, lá onde habitam a sua mulher e filhos e outra mais família talvez, o que a Polícia deve fazer é lançar uma bomba na casa – a morte do criminoso justifica as outras mortes, incluindo a sua, porventura.

Aqui deixo o meu apêlo:

salvem Pacheco Pereira; não ouçam o que ele diz!

1 comentário:

jrd disse...

Curiosamente, neste caso, nem se trata de uma cumplicidade espúria, o homem gravita e palpita no seu meio e os os dois enquadram-no na perfeição.