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2019/07/24
2018/04/03
Ser ou não ser Centeno
Quando a Direita, na Assembleia da República, afirmou a 27 de Março que há "um grande cisma dentro do governo" que impede, nomeadamente o Ministro da Saúde, de resolver os problemas do seu ministério, Adalberto Campos Fernandes ripostou que "Em matéria de rigor orçamental e de crescimento económico somos todos Centeno".
Campos Fernandes referia-se a todos os ministros e não, obviamente, a todos os portugueses.
Mas a deturpada leitura extensiva a todos os portugueses tem sido vendida e revendida em muitos orgãos noticiosos. Entre os mais chocantes deturpadores está o programa da RTP3, “O Outro Lado” de 3 de Abril, em que Pedro Adão e Silva e Rui Tavares se deixaram enrolar pelo “moderador” Adelino Faria.
Campos Fernandes referia-se a todos os ministros e não, obviamente, a todos os portugueses.
Mas a deturpada leitura extensiva a todos os portugueses tem sido vendida e revendida em muitos orgãos noticiosos. Entre os mais chocantes deturpadores está o programa da RTP3, “O Outro Lado” de 3 de Abril, em que Pedro Adão e Silva e Rui Tavares se deixaram enrolar pelo “moderador” Adelino Faria.
2017/10/17
Vá de férias… e não volte
Vá de férias, senhora ministra da Administração Interna! Ao contrário do que pensa ou diz, a sua permanência no Governo é um estorvo . Percebe-se pela falta de prevenção, pela falta de comunicações, pela falta de coordenação, pela falta de discurso.
Além da sua incompetência funcional, a sua atitude defensiva em relação às acusações que lhe são dirigidas mostra a sua incompetência política. Nem sequer se lembrou ainda de coligir e divulgar os casos concretos de sucesso das intervenções dos bombeiros, para contrapor aos casos de desgraça que os orgãos de informação divulgam, esses sim de forma competente e esforçada. Ou não há casos de eficácia para honrar os bombeiros e polícias?
António Costa não tem razão para manter a ministra sob o pretexto de que isso não resolve os problemas. Por essa ordem de ideias, nenhum ministro será demitido por mais incompetente que se revele, isto é, a indigitação de ministros é irrelevante. Também não tem razão quando se refugia no Relatório Independente sobres incêndios, como se o Governo não devesse ter uma política própria desde o momento em que assume a direcção do país. Para que serve então o Governo?
Outro erro do Primeiro-Ministro é contentar-se e tentar contentar-nos com as medidas de reconstrução e indemnização das populações afectadas. Esse dinheiro, que não é do Governo mas dos cidadãos, não compra a consciência de ninguém e, sobretudo, não restitui as vidas tragicamente ceifadas.
Por este caminho não é só a floresta que arde, é o próprio Governo.
Além da sua incompetência funcional, a sua atitude defensiva em relação às acusações que lhe são dirigidas mostra a sua incompetência política. Nem sequer se lembrou ainda de coligir e divulgar os casos concretos de sucesso das intervenções dos bombeiros, para contrapor aos casos de desgraça que os orgãos de informação divulgam, esses sim de forma competente e esforçada. Ou não há casos de eficácia para honrar os bombeiros e polícias?
António Costa não tem razão para manter a ministra sob o pretexto de que isso não resolve os problemas. Por essa ordem de ideias, nenhum ministro será demitido por mais incompetente que se revele, isto é, a indigitação de ministros é irrelevante. Também não tem razão quando se refugia no Relatório Independente sobres incêndios, como se o Governo não devesse ter uma política própria desde o momento em que assume a direcção do país. Para que serve então o Governo?
Outro erro do Primeiro-Ministro é contentar-se e tentar contentar-nos com as medidas de reconstrução e indemnização das populações afectadas. Esse dinheiro, que não é do Governo mas dos cidadãos, não compra a consciência de ninguém e, sobretudo, não restitui as vidas tragicamente ceifadas.
Por este caminho não é só a floresta que arde, é o próprio Governo.
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2017/07/15
Obviamente pedirão a demissão
O primeiro-ministro português disse (no Debate da Nação) que
a Altice teve um mau desempenho na tragédia de Pedrógão Grande e que, por isso, ele próprio decidiu escolher outra operadora para as suas comunicações pessoais.
O presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil é o coronel
Joaquim de Sousa Pereira Leitão que, entre outras funções, já foi Director
Municipal de Protecção Civil e Socorro, da Câmara Municipal de Lisboa... Atendendo
ao seu desempenho na referida tragédia, não seria caso para António Costa
escolher outro? Ou temos mesmo que voltar à questão da demissão da ministra da
Administração Interna que o nomeou em Outubro de 2016?
António Costa já disse que não demitiria esta ministra nem o
ministro da Defesa a quem se atribuem responsabilidades políticas no caso de
Tancos. Logo, tudo indica que serão eles a ter que pedir a própria demissão nem
que seja lá para Outubro, isto é, depois das eleições autárquicas.
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2016/10/18
Minha proposta para o O. E.
Se a estupidez pagasse imposto, não faltaria ao Estado - a muitos Estados - com que baixar as dívidas e passar de déficit para super-avit. Só continuariam descontentes os porta-vozes não assumidos das confederações patronais - mais do que as próprias, aliás.
Fica a minha sugestão para a discussão do Orçamento do Estado, em curso.
2013/06/16
"Dificuldade de governar"
Todos os dias os ministros dizem ao povo como é difícil governar
…
Se governar fosse fácil, não haveria necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer
…
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira são coisas que custam a aprender?
Bertold Brecht
…
Se governar fosse fácil, não haveria necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer
…
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira são coisas que custam a aprender?
Bertold Brecht
2013/05/17
O rei do pedaço
Os sujeitos, quando no poder, protegem-se da crítica reforçando pactos de auto-engano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar o outro que lhe faz crítica e que poderia norteá-lo para corrigir seus erros e ajudar a superar suas contradições.
Se entrincheirarem no grupo narcísico, o discurso político tornar-se-á dogmático, duro, tapado, e podemos até prever qual será o seu futuro se tomar o caminho de também eliminar os divergentes internos e fizer mais ações de governo contra o povo, "em nome do povo".
Isto escreveu Raimundo de Lima , professor da UEM (Brasil) em 2002. Psicanalista, citava ainda, de Lacan, que «estar no poder, dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo».
«Pelo simples fato de agora ser "rei" - acrescentava Raimundo de Lima - tudo deverá girar em função do que representa a realeza». E mais: «Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei do pedaço"».
O que acontece quando fraqueja esta cumplicidade, esta "relação de confiança" entre o que se senta na liteira e o que a carrega aos ombros? Os súbditos libertam-se de um fardo e o rei... acorda no chão.
Se entrincheirarem no grupo narcísico, o discurso político tornar-se-á dogmático, duro, tapado, e podemos até prever qual será o seu futuro se tomar o caminho de também eliminar os divergentes internos e fizer mais ações de governo contra o povo, "em nome do povo".
Isto escreveu Raimundo de Lima , professor da UEM (Brasil) em 2002. Psicanalista, citava ainda, de Lacan, que «estar no poder, dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo».
«Pelo simples fato de agora ser "rei" - acrescentava Raimundo de Lima - tudo deverá girar em função do que representa a realeza». E mais: «Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei do pedaço"».
O que acontece quando fraqueja esta cumplicidade, esta "relação de confiança" entre o que se senta na liteira e o que a carrega aos ombros? Os súbditos libertam-se de um fardo e o rei... acorda no chão.
2013/03/10
Porque hoje é domingo (33)
(versão acrescentada)
Para servir de metáfora à crise económica em curso, Jesus inventou uma história que a Igreja invoca neste quarto domingo da Quaresma.
Trata-se da conhecido episódio imaginário do filho pródigo que pediu ao pai que lhe adiantasse o dinheiro que lhe caberia da herança, a fim de deixar a casa e fazer-se à vida, emigrar como aconselhava o Governo de Passos Coelho.
O pai passou-lhe para a mão uns tantos euros e, ai que se faz tarde, o miúdo pôs-se na alheta, cheio de confiança. Com isto ficava a casa aliviada de uma boca, e a Segurança Social também.
Depressa o rapaz perceberia que a emigração não era solução porque a crise alastrava pelos outros países do sul, e os do norte não queriam ajudar mas explorá-lo até à exaustão. Ele já se contentava com a comida dos porcos (PIGS) – versículo 16 do capítulo 15 de S. Lucas – mas como ninguém lhe dava nada, teve que regressar à terra que o viu nascer e onde poderia, em última instância, acolher-se na casa do pai como fez o irmão mais velho e mais avisado, que não foi na conversa do Governo, deixando-se ficar na casa dos pais como são obrigados a fazê-lo tantos jovens, hoje em dia.
Mais conta S. Lucas, agora no versículo 28, que o irmão mais velho não achou piada à ideia de ter que partilhar de novo o pão do lar. Estava instalado um conflito no seio dos próprios jovens, ambos desempregados, ambos vitimizados pelo mesmo sistema, disputando as migalhas que havia em casa.
Para que tudo fosse ao seu lugar, o pai explicou-lhes que não deviam discutir entre eles mas sim unir as suas energias para combater as políticas do Governo – versículos 31 e 32, adaptados!!!
E assim fizeram. Primeiro, juntaram-se em manifestação aos muitos milhares de outros que tinham os mesmos problemas. Depois decidiram que não voltariam a votar nos partidos que tinham culpa na situação e resolveram dar o seu apoio aos partidos de esquerda que contestam, como eles, estas políticas: o mais velho vai votar PCP e o mais novo e aventureiro vai votar no BE. O pai, um velho resistente anti-fascista, nem precisou de mudar a intenção de voto.
Quanto à mãe não existe nesta história como se pode conferir na versão de S. Lucas acima mencionada.
Para servir de metáfora à crise económica em curso, Jesus inventou uma história que a Igreja invoca neste quarto domingo da Quaresma.
Trata-se da conhecido episódio imaginário do filho pródigo que pediu ao pai que lhe adiantasse o dinheiro que lhe caberia da herança, a fim de deixar a casa e fazer-se à vida, emigrar como aconselhava o Governo de Passos Coelho.
O pai passou-lhe para a mão uns tantos euros e, ai que se faz tarde, o miúdo pôs-se na alheta, cheio de confiança. Com isto ficava a casa aliviada de uma boca, e a Segurança Social também.
Depressa o rapaz perceberia que a emigração não era solução porque a crise alastrava pelos outros países do sul, e os do norte não queriam ajudar mas explorá-lo até à exaustão. Ele já se contentava com a comida dos porcos (PIGS) – versículo 16 do capítulo 15 de S. Lucas – mas como ninguém lhe dava nada, teve que regressar à terra que o viu nascer e onde poderia, em última instância, acolher-se na casa do pai como fez o irmão mais velho e mais avisado, que não foi na conversa do Governo, deixando-se ficar na casa dos pais como são obrigados a fazê-lo tantos jovens, hoje em dia.
Mais conta S. Lucas, agora no versículo 28, que o irmão mais velho não achou piada à ideia de ter que partilhar de novo o pão do lar. Estava instalado um conflito no seio dos próprios jovens, ambos desempregados, ambos vitimizados pelo mesmo sistema, disputando as migalhas que havia em casa.
Para que tudo fosse ao seu lugar, o pai explicou-lhes que não deviam discutir entre eles mas sim unir as suas energias para combater as políticas do Governo – versículos 31 e 32, adaptados!!!
E assim fizeram. Primeiro, juntaram-se em manifestação aos muitos milhares de outros que tinham os mesmos problemas. Depois decidiram que não voltariam a votar nos partidos que tinham culpa na situação e resolveram dar o seu apoio aos partidos de esquerda que contestam, como eles, estas políticas: o mais velho vai votar PCP e o mais novo e aventureiro vai votar no BE. O pai, um velho resistente anti-fascista, nem precisou de mudar a intenção de voto.
Quanto à mãe não existe nesta história como se pode conferir na versão de S. Lucas acima mencionada.
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homilia
2012/12/09
Porque hoje é domingo (28)
«As estradas curvas ficarão retas, e os caminhos esburacados serão nivelados. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão aplainadas». Quem assim falava não era presidente da república nem autarca, como se vê pela falta de referências a auto-estradas e à Mota-Engil. Era João que seria decapitado porque as suas professias comprometiam o Poder. Era mais uma voz que clamava no deserto como Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e poucos mais dos que se fazem ouvir.
Agora que a voz dos profetas ecoa nos sentimentos do povo, chegam os hipócratas de imprevisíveis bancadas com mêdo de perder um lugar no futuro tal como conseguiram um lugar no passado. Por sua vontade, S. João seria decapitado e Jesus Cristo seria crucificado, mas lavam suas mãos e esperam que Herodes e Pôncio Pilatos sujem as suas. Não é difícil perceber pelos caminhos por que chegam aqui, que se estão nas tintas para que os camelos passem ou não pelo cu duma agulha, gozam com os crentes e continuam empoleirados na escavadora da economia nacional, fingindo-se críticos.
Como um filho de Deus, Passos Coelho, religiosamente inflexível, lembra o pecado original dos portugueses, a "sua" dívida, e aplica a penitência da deusa alemã. Entretanto, vendo o país a afundar, Noé vai enchendo a barca com tudo o que puder apanhar para si próprio: água, electricidade, televisão, correio, aviões...
Perdoem alguma imprecisão histórica. Em caso de dúvidas, podem sempre consultar o Evangelho Segundo S. Lucas, logo no início do capítulo terceiro, e comprarem o livro de Isaías, à venda em qualquer lado.
Agora que a voz dos profetas ecoa nos sentimentos do povo, chegam os hipócratas de imprevisíveis bancadas com mêdo de perder um lugar no futuro tal como conseguiram um lugar no passado. Por sua vontade, S. João seria decapitado e Jesus Cristo seria crucificado, mas lavam suas mãos e esperam que Herodes e Pôncio Pilatos sujem as suas. Não é difícil perceber pelos caminhos por que chegam aqui, que se estão nas tintas para que os camelos passem ou não pelo cu duma agulha, gozam com os crentes e continuam empoleirados na escavadora da economia nacional, fingindo-se críticos.
Como um filho de Deus, Passos Coelho, religiosamente inflexível, lembra o pecado original dos portugueses, a "sua" dívida, e aplica a penitência da deusa alemã. Entretanto, vendo o país a afundar, Noé vai enchendo a barca com tudo o que puder apanhar para si próprio: água, electricidade, televisão, correio, aviões...
Perdoem alguma imprecisão histórica. Em caso de dúvidas, podem sempre consultar o Evangelho Segundo S. Lucas, logo no início do capítulo terceiro, e comprarem o livro de Isaías, à venda em qualquer lado.
2012/07/08
Porque hoje é domingo (17)
Os esforços intelectuais ou espirituais da Igreja Católica para trazer a paz à Terra e a bondade aos homens, não foram bem-sucedidas nestes 2000 anos. Confesso que eu já devia ter percebido quão inúteis são, portanto, as homilias. Mas vá lá um homem comum aprender o que não aprenderam gerações incontáveis de cristãos, desde os mais humildes aos mais coroados? Por isso e porque hoje é domingo outra vez, volto à pregação.
Sigo, como é costume, o ritual da Igreja que neste 14º domingo do Tempo Comum recorre ao testemunho de São Marcos (Mc 6,1-6), referindo entre outras coisas que Jesus Cristo teria dito a Paulo: «é na fraqueza que a força se manifesta”.
Esta sentença pode ter duas leituras: ou quer dizer que é sobre os pobres que se manifesta a violência do Poder, ou quer dizer que os pobres hão-de revelar-se fortes, isto é, hão-de vsair vitoriosos. Ou é uma acusação contra a prepotência ou é uma advertência de que os mais débeis acabarão por vencer – o que invoca Marx na sua teoria sobre o papel da classe operária como motor da revolução socialista.
Não era a Marx nem mesmo a Jerónimo de Sousa, porém, mas poderia ser dirigida a Passos Coelho esta súplica extraída de um salmo que a Igreja invoca neste dia:
« Tende piedade, ó Senhor, tende piedade dos humildes, pois já é demais esse desprezo! Os pobres estão fartos do escárnio dos ricaços e do desprezo dos soberbos! »
Sigo, como é costume, o ritual da Igreja que neste 14º domingo do Tempo Comum recorre ao testemunho de São Marcos (Mc 6,1-6), referindo entre outras coisas que Jesus Cristo teria dito a Paulo: «é na fraqueza que a força se manifesta”.
Esta sentença pode ter duas leituras: ou quer dizer que é sobre os pobres que se manifesta a violência do Poder, ou quer dizer que os pobres hão-de revelar-se fortes, isto é, hão-de vsair vitoriosos. Ou é uma acusação contra a prepotência ou é uma advertência de que os mais débeis acabarão por vencer – o que invoca Marx na sua teoria sobre o papel da classe operária como motor da revolução socialista.
Não era a Marx nem mesmo a Jerónimo de Sousa, porém, mas poderia ser dirigida a Passos Coelho esta súplica extraída de um salmo que a Igreja invoca neste dia:
« Tende piedade, ó Senhor, tende piedade dos humildes, pois já é demais esse desprezo! Os pobres estão fartos do escárnio dos ricaços e do desprezo dos soberbos! »
2012/01/13
Compromissos políticos
(antes e depois)
ANTES DA POSSE:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra o desemprego.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar contra a população.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os “lobby for the boys”.
Não permitiremos de nenhum modo que
os trabalhadores e os reformados fiquem na miséria.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
compreendam que
somos a grande mudança.
DEPOIS DA POSSE:
Ler o mesmo texto, DE BAIXO PARA CIMA
ANTES DA POSSE:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra o desemprego.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar contra a população.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os “lobby for the boys”.
Não permitiremos de nenhum modo que
os trabalhadores e os reformados fiquem na miséria.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
compreendam que
somos a grande mudança.
DEPOIS DA POSSE:
Ler o mesmo texto, DE BAIXO PARA CIMA
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Eleições,
Governo,
José Sócrates,
Passos Coelho
2011/08/13
Ensaio sobre a nossa cegueira
Somos um país de cegos que se deixa governar por outros cegos. E nesta cegueira nos benzemos. E nesta cegueira nos coçamos. E nesta cegueira nos sentamos, nos ajoelhamos, pedindo esmola, humildemente, digo humilhadamente, cúmplices, fingidos, mansos - a culpa não é minha, é da minha vizinha; pois, o que vocês queriam era ir para o poleiro, cacaracá, cocorocó, cocó não paga IVA, ainda há quem se queixe, deixe mas é o homem governar que já nem se pode ir de férias descansado... Roma e Pavia não se fizeram num dia. "Mansos, a tua tia". Os homens estão lá há meia dúzia de semanas e já querias o quê? Deixem-nos trabalhar que eles lá sabem o que estão a fazer. Já agora somos todos economistas, não? Vocês andaram a comprar casas sem dinheiro e agora queriam o quê? Não comprassem. Quem não tem dinheiro não tem vícios. Vícios, sim! Se “o país” deve, paga. Ainda bem que há as instituições internacionais para nos ajudarem. Se não fossem eles a terra não dava batata espanhola, uvas de Itália e alho francês... da Bélgica. O alho, é que dava! E o mar dava o quê? Alguma vez se comeu peixe em Portugal antes da ajuda internacional?
Fico por aqui. Tudo o mais já disse o José Saramago no "Ensaio Sobre a Cegueira" de que transcrevo apenas esta passagem:
“Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.”
2011/08/04
Maquiavélicas palavras
«Nunca faltaram a um príncipe [um governante] pretextos legítimos para justificar a sua falta de palavra.
Seriam infinitos os exemplos, do tempo presente, demonstrativos de quantas promessas foram feitas em vão e reduzidas a nada pela infidelidade dos príncipes, e demonstrativas também de que as coisas correram melhor aos que melhor souberam representar o papel de raposa. Mas é indispensável saber ocultar esse pendor, disfarçá-lo bem.
Os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar»
Nicolau Maquiavel, "concelheiro de Estado" em 1513 !
Em " O Príncipe" - sobre a arte de conquistar e manter o Poder.
Os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar»
Nicolau Maquiavel, "concelheiro de Estado" em 1513 !
Em " O Príncipe" - sobre a arte de conquistar e manter o Poder.
2011/07/20
Plano de Privatizações
do Governo PSD-CDS
Alienação total dos capitais públicos da PT, da GALP, da EDP, da REN, a privatização das Águas de Portugal, da TAP, da ANA, da CP-Carga, a concessão de linhas da CARRIS, do Metro de Lisboa, STCP, a concessão de suburbanos de Lisboa e Porto da CP, privatização dos CTT, privatização da RTP e privatização total através do abandono da parte pública da LUSA, na indústria de Defesa os estaleiros navais de Viana do Castelo e outros sectores da IMPORDEF, e no sector financeiro a Privatização do sector segurador da CGD e outras áreas não financeiras da Caixa Geral de Depósitos. Tudo isto na sequência da aprovação de um decreto-lei de 5 de Julho destnado ao abandono das golden shares (direitos especiais), detidas pelo Estado português na GALP, na EDP e na PT, nem sequer através da venda mas sim da oferta aos accionistas privados.Descrição do deputado António Filipe, do PCP, em Audição do dia 18 de Julho.
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2009/10/12
Novos ministros
«O Governo foi o que se pôde arranjar num momento destes. O ministro das Finanças é um tal Salazar, de Coimbra. Dizem que é muito bom. O senhor conhece-o? »
Assim falava Gomes da Costa no dia 4 de Junho de 1926.
Não invoco este episódio para assemelhar as circunstâncias. Pelo contrário. Mas não deixo de citar Heidegger, a propósito, quando diz: - Não confio neste, porque não o conheço; não confio naquele, porque o conheço !
E só por curiosidade acrescento do discurso de posse de Salazar:
«Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar».
2009/06/10
M & M

Nas eleições presidenciais de 2006, Manuel Alegre recolheu mais 6,4% de votos do que o candidato que apoiava o Governo… e foi o candidato da direita que venceu. Nas eleições europeias de 2009, Manuela Ferreira Leite recolheu mais 5% do que o candidato que apoiava o Governo…
“Não se enforque o desprezado nem o prezado se envaideça”. Os votos perdidos pelo PS em ambos os actos eleitorais não se destinam ao Manel nem à Manela – destinam-se a avisar o Governo que por este percurso político terão este resultado eleitoral. O que vem a dar no mesmo se o Governo não arrepia caminho. E não é pela direita que sobe – esse é o pântano em que se meteu. Se a direita ganhou com o descontentamento popular foi na base de um discurso de esquerda associado ao conceito de “voto útil”.
Como dizia um cidadão em Yorkshire a propósito do resultado desastroso dos trabalhistas e do crescimento da extrema-direita, na Inglaterra, esta direita limitou-se a recolher o voto de protesto. Mas que, cá como lá, mutantis mutandis, é perigoso governar à direita em nome da esquerda, é. Muito perigoso.
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