Esta é a figura que faria Nuno Melo se Pedro Marques gostasse de brincar às fotografias
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2019/05/27
2019/05/24
O farol da União Europeia
No princípio deste mês de Maio, Gérard Araud, embaixador cessante de França nos Estados Unidos, afirmava: Israel é um Estado que pratica o apartheid; e a União Europeia é cúmplice dessa situação aviltante para os direitos humanos agindo como um súbdito dos Estados Unidos e da política terrorista de Israel.
Não é o único diplomata de Estados membros da União que pensa assim. E daí? O que faz a sagrada organização? O que fazem os seus respeitáveis 28 governos?
A colonização da Cisjordânia está prestes a transformar-se em anexação e a União Europeia, proclamando-se "farol da democracia", não projecta um raio de luz, um alerta, para impedir que tal aconteça.
E depois admiram-se...
ADENDA HISTÓRICA
Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.
Não é o único diplomata de Estados membros da União que pensa assim. E daí? O que faz a sagrada organização? O que fazem os seus respeitáveis 28 governos?
A colonização da Cisjordânia está prestes a transformar-se em anexação e a União Europeia, proclamando-se "farol da democracia", não projecta um raio de luz, um alerta, para impedir que tal aconteça.
E depois admiram-se...
ADENDA HISTÓRICA
Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.
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2014/06/03
España y sus borrascas
Entre o rescaldo do terrorismo e a erupção do separatismo, entre umas eleições europeias em que os dois partidos "do arco do poder", o PSOE e o PP juntos, não atingem 50% dos votos expressos e em que a renúncia do rei Juan Carlos parece levantar mais clamores contra a monarquia do que amores pelo sucessor Filipe VI, a Espanha vive um período tempestuoso.
Do ponto de vista optimista, para o regime instalado, o terrorismo agoniza, o separatismo cristaliza, as eleições não são legislativas e o príncipe Felipe tem boas condições para ser eleito chefe de estado de uma eventual república.
Neste contexto, está aberto um espaço de debate e de conflitualidade cuja evolução parece depender mais de algum erro do que da assertividade das forças em confronto, mais da precipitação do que da serenidade. Flutuar e dar pequenas braçadas parece ser mais prudente do que expor-se em terreno aberto - este estará mais reservado às forças sociais.
Pelo menos até que estas ganhem confiança num quadro político novo que se vá desenhando. Ou aparentemente novo.
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2014/06/02
Votos bons e votos maus
Não é democrático considerar que os votos no arco europeísta são bons, aceitáveis, democráticos, e que os votos no arco da crítica são maus, irresponsáveis, perigosos. Numa democracia formal, são os votos que dão legitimidade às políticas e não as políticas que legitimam as votações.
Quando os poderes instalados subvertem estas legitimidades, os eleitores abstêm-se. Em Portugal...
... e no conjunto da Europa:
Fonte do último gráfico: AQUI
Quando os poderes instalados subvertem estas legitimidades, os eleitores abstêm-se. Em Portugal...
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2014/05/27
Análise psicológica das eleições
Na análise dos resultados eleitorais, um elemento determinante que parece estar a ser ignorado é que a função afectiva se sobrepõe à função informativa, nas eleições como em todos os fenómenos de comunicação. Isto é, a imagem dos concorrentes é indispensável à adesão dos eleitores.
As figuras de João Ferreira e Jerónimo de Sousa, sabe-se lá porquê, são pessoalmente simpáticas aos cidadãos sem preconceitos ideológicos, o que faz passar o conteúdo das suas mensagens, para além do mérito das mesmas e da coerência do PCP.
Marinho e Pinto, pela sua pose tipicamente popular, também cria empatia com os eleitores, com a vantagem de ser conotado com a denúncia dos poderosos e de não suscitar alergias ideológicas.
Já o estilo arrogante com que as figuras mediáticas do Bloco se apresentam, não compensado por uma consistência política credível ou por uma simpatia genuína, terá feito mais mossa do que a divisão criada pelo “Livre” de Rui Tavares e pelo MAS de Garcia. (João Semedo não entra nestas contas como parece não ter entrado na campanha).
Quanto ao estilo “abstenção violenta” de António José Seguro, em que a veemência do discurso morre na boca inexpressiva e na prática ziguezagueante, afasta mais eleitores descontentes do que as medidas agressivas do Governo.
Resto eu, mas não sou candidato. Oppps!
2014/05/26
À consideração do Presidente
PS (31,5%) + CDU (12,7%) + BE (4,6%) + MPT (7,2%) = 56%
Pense nisso, professor. Pense nisso!
2014/05/24
Vote. Ou cale-se para sempre!
Porque hoje é dia de reflexão, aqui fica a minha contribuição.
Pelo direito ao voto livre, democrático, o general Humberto Delgado sacrificou a vida – ele que vinha das hostes da ditadura salazarista. Pelo direito ao voto e à democracia, milhões de homens, ao longo da História, sacrificaram carreiras profissionais, sacrificaram a harmonia familiar, sacrificaram a sua liberdade individual, sujeitaram-se à clandestinidade e à prisão, à tortura, à morte.
Se mais não fosse, por estas razões, nenhum homem, nenhuma mulher tem o direito moral de desprezar as eleições.
Outra coisa é manifestar o seu protesto contra a organização ou o funcionamento do Estado, contra a incompetência ou a hipocrisia ou a crueldade dos políticos, mesmo que entenda generalizar esse juízo. Que para isso tem o voto em branco ou o voto nulo.
O voto em forças minoritárias que representam uma oposição clara e radical aos partidos mais fortes, seria outra forma de protesto.
Mas abster-se arrogantemente, não revela inteligência nem autoridade moral. Pelo contrário, revela desprezo pelo regime democrático ganho com o sangue dos seus antecessores; contribui, objectivamente, para a restauração de regimes autoritários. Triste ideia de superioridade.
Futuramente, quando as decisões fiscais, laborais, económicas, sociais ou políticas voltarem para atormentar a sua vida ou a sua consciência, não se queixe, cale-se. E cale-se para sempre!
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2014/05/22
Renovadores e outros senhores
Vital Moreira é um caso exemplar… do que acontece a militantes destacados do PCP que saltam para os braços do PS: depois de atirados ao ar como heróis, são deixados cair como suspeitos
Que alguns caiam num colchão de penas, como Joaquim Pina Moura, ou demorem a cair, como José Magalhães, são já questões de pormenor que se prendem com o preço da indemnização ou a dureza dos ossos dos cadáveres políticos.
Preparem-se pois, “renovadores”, agora que escolheram dar o braço ao PS para as eleições europeias e “para um governo novo, tão necessário, lá mais à frente”. Tanto mais que o Paulo Fidalgo (presidente da Renovação Comunista) não tem o prestígio político de nenhum dos atrás nomeados, e o próprio Carlos Brito nem sequer está em condições “de se deslocar do interior profundo onde vive”.
Até nunca, camaradas!
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2014/05/19
Teletroika
O Governo aplaude, a maioria PSD/CDS aplaude e os mercados (onde estão muitos membros do Governo e da maioria!) também aplaudem a partida da troika para… o controlo remoto.
No rasto da intervenção presencial do FMI e da União Europeia, ficam os impostos, os cortes nos salários e reformas, o desemprego e a destruição dos instrumentos económicos necessários à recuperação – o chamado aparelho produtivo.
E que futuro? A mesma política. A mesma lógica da crueldade para os reformados e trabalhadores; dos “incentivos” para os capitalizadores. Não são os discursos, as entrevistas, os comentários que governam; são as leis.
O Governo português finge que celebra o sucesso de uma política que afinal “não é a sua”, se tivermos em conta “que lhe foi imposta” como gostam de afirmar, mas prossegue a mesma.
Tão falso como o Governo, só a União Europeia cujas políticas comprometem definitivamente o seu alegado papel solidário e salvífico – ela instalou uma guerra fria entre o norte e o sul do continente, comandada pela arrogância alemã; ela confirmou que os interesses dos especuladores financeiros são incompatíveis com os interesses dos trabalhadores, e colocou-se às ordens dos primeiros.
Até que ponto a percepção dominante desta realidade é contaminada pela desinformação dominante, é o que vamos perceber no dia 25 de Maio.
No rasto da intervenção presencial do FMI e da União Europeia, ficam os impostos, os cortes nos salários e reformas, o desemprego e a destruição dos instrumentos económicos necessários à recuperação – o chamado aparelho produtivo.
E que futuro? A mesma política. A mesma lógica da crueldade para os reformados e trabalhadores; dos “incentivos” para os capitalizadores. Não são os discursos, as entrevistas, os comentários que governam; são as leis.
O Governo português finge que celebra o sucesso de uma política que afinal “não é a sua”, se tivermos em conta “que lhe foi imposta” como gostam de afirmar, mas prossegue a mesma.
Tão falso como o Governo, só a União Europeia cujas políticas comprometem definitivamente o seu alegado papel solidário e salvífico – ela instalou uma guerra fria entre o norte e o sul do continente, comandada pela arrogância alemã; ela confirmou que os interesses dos especuladores financeiros são incompatíveis com os interesses dos trabalhadores, e colocou-se às ordens dos primeiros.
Até que ponto a percepção dominante desta realidade é contaminada pela desinformação dominante, é o que vamos perceber no dia 25 de Maio.
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2014/05/09
Vamos eleger o quê?
Escolhemos o quê, nas eleições europeias? Ao longo dos cinquenta anos da União Europeia, o que decidiram os cidadãos sobre o seu rumo e as suas políticas?
Tudo é negociado e decidido pelos políticos e nem sequer pelos políticos que elegemos, como se torna evidente na crise actual. Quem decide são os “representantes” das economias mais ricas. No caso presente, é a Alemanha e os países mais desenvolvidos do norte, cada um segundo o seu poder económico.
É a isto que chamam “os interesses comunitários”.
exemplo
Em 2005, quando a EU apresentou aos cidadãos de cada país uma proposta de Constituição Europeia, o que aconteceu? Como os cidadãos não aprovaram o tratado para a Constituição, os dirigentes da “União” mudaram o nome ao documento e aprovaram-no sem consulta popular. Chamaram-lhe então Tratado Reformador – vulgarmente designado Tratado de Lisboa.Não será por acaso que a Constituição Alemã proíbe qualquer referendo! Nem terá sido por coincidência que a resolução do problema criado pela consulta popular – digamos assim! - tenha sido confiado… à Alemanha.
A aprovação de muitas matérias que carecia da unanimidade dos estados-membros, passou a precisar apenas de uma “maioria qualificada”!
Assim vai a inquestionável “União” Europeia… e o circo eleitoral. Não admira que ela tenha gerado o Euro que gerou o empobrecimento dos estados mais frágeis. Afinal, como terá dito Jesus Cristo que não era europeu, «pelos frutos os conhecereis».
opção
Entre o voto em branco e o voto na Esquerda exterior ao “arco do poder”, uma coisa é certa: os tratantes do costume deverão lidar com o voto de protesto.
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2014/03/16
Revolução eleitoral
Enquanto outros apoiam com informação manipulada ou com dinheiro sujo, grupos violentos para destabilizarem regimes democráticos e progressistas na América Latina e outras regiões, os povos apoiam, nas eleições, os candidatos que lhes oferecem realmente confiança. É assim na Venezuela, com Nicolás Maduro eleito em Abril de 2013; no Chile, com Michelle Bachelet eleita em Dezembro de 2013; em El Salvador, com o ex-guerrilheiro Salvador Sánchez Cerén, eleito no passado domingo, 9 de Março. (Por esta ordem na foto tríptica da esq. para a dir.)
Nas eleições europeias de Maio próximo, os cidadãos da União Europeia terão a sua oportunidade para se afirmarem como agentes de paz e de progresso, comprovada que está a importância dos processos eleitorais na revolução política.
2014/02/14
Sair do Euro com o PCP
Sair do Euro é uma proposta arriscada e politicamente corajosa. O candidato principal do PCP às eleições europeias assumiu a defesa desta tese. Nada que não fosse já defendido por outros actores políticos até de direita como outro João Ferreira, o engº João Ferreira do Amaral.
Ao fazê-lo, o comunista João Ferreira "parte para as eleições europeias sem gaguejar", como comentou Heloísa Apolónia. Ao denunciar a “incompatibilidade radical” entre a permanência de Portugal no euro e um projecto de desenvolvimento democrático, isto é, ao proclamar que "o futuro do país é inviável dentro do euro”, o PCP, através de João Ferreira, mata dois "coelhos" com um só tiro:
1º Cria um espaço para o protesto eleitoral contra as políticas desastrosas da União Europeia;
2º Retira à extrema-direita a oportunidade de ressuscitar a pretexto de ser a alternativa contra o Euro;
Como esta proposta não será levada à prática, devido à correlação de forças nas eleições, e como só será levada à prática algum dia por decisão da própria UE ou, menos provavelmente, por decisão de um dos dois maiores partidos portugueses, os eventuais resultados negativos da proposta nunca lhe serão imputados.
Independentemente disso, ela parece-me corresponder a uma avaliação correcta da situação nacional e do sentimento de muitos portugueses. Assim os votos o confirmem.
Ao fazê-lo, o comunista João Ferreira "parte para as eleições europeias sem gaguejar", como comentou Heloísa Apolónia. Ao denunciar a “incompatibilidade radical” entre a permanência de Portugal no euro e um projecto de desenvolvimento democrático, isto é, ao proclamar que "o futuro do país é inviável dentro do euro”, o PCP, através de João Ferreira, mata dois "coelhos" com um só tiro:
1º Cria um espaço para o protesto eleitoral contra as políticas desastrosas da União Europeia;
2º Retira à extrema-direita a oportunidade de ressuscitar a pretexto de ser a alternativa contra o Euro;
Como esta proposta não será levada à prática, devido à correlação de forças nas eleições, e como só será levada à prática algum dia por decisão da própria UE ou, menos provavelmente, por decisão de um dos dois maiores partidos portugueses, os eventuais resultados negativos da proposta nunca lhe serão imputados.
Independentemente disso, ela parece-me corresponder a uma avaliação correcta da situação nacional e do sentimento de muitos portugueses. Assim os votos o confirmem.
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2011/07/07
2009/06/10
M & M

Nas eleições presidenciais de 2006, Manuel Alegre recolheu mais 6,4% de votos do que o candidato que apoiava o Governo… e foi o candidato da direita que venceu. Nas eleições europeias de 2009, Manuela Ferreira Leite recolheu mais 5% do que o candidato que apoiava o Governo…
“Não se enforque o desprezado nem o prezado se envaideça”. Os votos perdidos pelo PS em ambos os actos eleitorais não se destinam ao Manel nem à Manela – destinam-se a avisar o Governo que por este percurso político terão este resultado eleitoral. O que vem a dar no mesmo se o Governo não arrepia caminho. E não é pela direita que sobe – esse é o pântano em que se meteu. Se a direita ganhou com o descontentamento popular foi na base de um discurso de esquerda associado ao conceito de “voto útil”.
Como dizia um cidadão em Yorkshire a propósito do resultado desastroso dos trabalhistas e do crescimento da extrema-direita, na Inglaterra, esta direita limitou-se a recolher o voto de protesto. Mas que, cá como lá, mutantis mutandis, é perigoso governar à direita em nome da esquerda, é. Muito perigoso.
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José Sócrates,
Resultados eleitorais
2009/06/08
Brancos não contam?
Nós, os eleitores que protestam contra a farsa eleitoral da União Europeia - a tal que avalia em última instância se os votos dos eleitores são ou não para ter em conta (Ver Tratado de Lisboa), nós os europeus sem direitos, votamos BRANCO. E obtivemos um resultado idêntico ao do Bloco de Esquerda em 2004, aproximadamente.
Apesar desta vitória estrondosa... (tudo são vitórias) ninguém fala de nós-europeus outros.
Para a próxima será melhor abster-me - ai o trabalho que dá fazer-se contar.
Apesar desta vitória estrondosa... (tudo são vitórias) ninguém fala de nós-europeus outros.
Para a próxima será melhor abster-me - ai o trabalho que dá fazer-se contar.
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