Porque hoje é domingo (63)

Na primeira leitura de hoje, o profeta Isaías, apresenta-se com a missão de anunciar a Boa-Nova às pessoas que sofrem por causa das injustiças, da pobreza, de prisões, perseguições; e de anunciar o ano da graça do Senhor.

Em um momento em que tudo parecia perdido e o povo não tinha mais ânimo para retomar o caminho para reconstruir a nação, e começar de novo, esse profeta vem cantando e falando de coisas novas que Deus... fará! Ele anuncia uma nova era.

Entretanto, nestes vinte séculos passados, o mundo continuou como antes a roubar os fracos, a explorar os pobres, a matar os inocentes, a discriminar as mulheres, a entronizar os demagogos… Ficou por cumprir a caridade e a justiça, o pão e a igualdade – que já nem se exigia o Céu, seja lá o que isso for além da estrada em que circulam os aviões da TAP.

Entre nós, heróis do mar e destino turístico predilecto de Nossa Senhora, o que mais se assemelha ao profeta, por enquanto, é António Costa, do Partido Socialista, com sua Boa Nova em costrução. Mas, qual João Baptista, ele deixa entender que “não é ele a luz mas que veio apenas anunciar a luz” - a luz terá que ser ligada em Bruxelas e Berlim, em resultado de um incerto movimento revolucionário que irá mudar o sentido dos ventos. Entretanto, continuamos às escuras.

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