Zangam-se as comadres… do PSD
Luís Filipe Menezes diz que uma das vantagens da candidatura de Carlos Abreu Amorim é que «este é quem manda na sua candidatura e não creio que seja isso que aconteça nos outros principais adversários: são outras pessoas, outras motivações e outros interesses que mobilizam essas candidaturas!
E não me consta que nesta candidatura, quando se abre uma sede de campanha de outro adversário, se ponha alguém de binóculos para ver quem está a entrar e a sair, para no dia seguinte o perseguir nos corredores da Câmara, nos corredores da Junta ou em qualquer sítio».
(1)
Guilherme Aguiar, outro candidato do mesmo partido, diz que o PSD, «cedeu a interesses mesquinhos e egoístas em detrimento dos interesses de Gaia»(2)
ao preterir a sua candidatura a favor de Abreu Amorim,
Esta exibição de roupa suja, enfim, não pesará muito nas opções do eleitorado e Abreu Amorim vai ganhar as eleições como ganharia um calhau que se apresentasse com o apoio de Luís Filipe Menezes, de tal modo este "lavou" a cidade . E se a qualidade das obras, em Amorim, for tão diferente da qualidade do seu discurso, quanto acontece com Menezes, até pode ser que se escreva direito por linhas tortas! (3).
Mas o percurso político de Carlos Abreu Amorim, bem como o seu populismo rasteiro, não deviam deixar indiferente quem gosta de laranjas mas separa as que estão "tocadas".
Fontes: (1) Folheto de candidatura; (2) JN 2013-05-06 (3)
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2013/09/04
2013/08/20
Porto tão perto (2)
Já foi fotografada um milhão de vezes. Mais, muito mais. Mas a gente tem sempre a sensação de que há um ângulo que não foi explorado, ou uma luz, ou uma neblina… Há sempre, com certeza, alguém que por lá passa e que não passou das outras vezes. E até os barcos, cópias dos rabelos com pipas vazias ou turistas deslumbrados – justamente deslumbrados, entendamos.
A ponte D. Luis não é como a Torre Eiffel que não serve para nada – a ponte liga o Norte ao Sul de Portugal. Não estou a exagerar, que o bairrismo exacerbado de muitos portuenses chama a Gaia, Marrocos, e, aos lisboetas, mouros, logo Espinho, Aveiro, Coimbra, Entroncamento, é tudo sul!...
Mas dizia eu que a Ponte D. Luis, em rigor, Ponte Luis I, com tabuleiro em cima e tabuleiro em baixo donde salta para o Douro a “canalha” local, além de grande, magestosa e linda, abraça Porto a Gaia com férrea solidez e belo rendilhado como é a gente que ali nasce, franca e afectuosa “p’ra carago”.
De um lado, pitoresca, a ribeira portuense de longas tradições, conhecida no meu tempo de criança, pelas cheias e as inundações entretanto controladas; do outro lado, o chamado Cais de Gaia que copiou a evolução do Porto e criou bares e restaurantes que foram ganhando qualidade, e profissionalismo na arte de agradar aos visitantes. Mas cuidado: há que escolher.
Actualmente percorrem o leito do rio para montante e para jusante, os cruzeiros de pequeno e grande porte. Percorrendo as margens de ambos os lados, os automóveis parecem flutuar na estrada, gozando sem pressas a paisagem. E há os que fazem uma paragem com a cana de pesca ou a câmara fotográfica, que há sempre uma imagem imprevista que faltou capturar. É uma pena que se não possa levar o Douro para casa! (Isto sou eu a falar porque nunca levei com ele no tempo das cheias...). (Fotos originais mas sem reserva de propriedade)
2013/08/09
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