Quantos mais ucranianos mortos, famílias destroçadas, cidades arrasadas serão necessários para que Volodymyr Zelensky tenha "vantagens" numas conversações de paz com a Rússia? Quantas mais armas para o seu arsenal?
Os governos não são tribunais, não seguem apenas o que é justo: são orgãos políticos que decidem de acordo com o menor dos males. Os juízes decidem de acordo com as leis, mas os políticos decidem de acordo com as conveniências do seu país. Negociar não é um acto de cobardia, é uma acto de inteligência quando não se pode vencer o inimigo pelas armas.
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2023/01/19
2022/05/05
Nacionalismo dá mais
Não sei o que será o futuro de Zelensky, mas sei que o seu propósito não é dirigir um grande partido, é dirigir o país. Por isso a sua bandeira não é a cruz suástica ou qualquer outra, é o nacionalismo. Tal como Putin, claro, com a diferença de que este não precisa de atrair as tropas, ele tem-nas já.
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2017/02/06
Os inimigos dos meus inimigos
Será que os inimigos dos meus inimigos estão a enganar-me, fazendo-se passar por meus amigos?
Será que eu estou a ser manipulado na justa aversão a Trump, ao ignorar a expressão eleitoral dos negros e da camada trabalhadora que o elegeu? Será que o discurso contra a política americana anterior e até contra o seu próprio partido, é apenas populista? Será que a desconstrução da estratégia belicista baseada na diabolização de Putin, é reprovável? Será que a Rússia e a Síria não são mesmo indispensáveis numa estratégia antiterrorista consequente?
O que é lamentável é que tais mensagens não tivessem encontrado em Bernie Sanders, candidato do Partido Democrata, o seu profeta - mesmo que isso lhe valesse tantos ódios do “sistema” como vale a Donald Trump… Mas se temos Trump onde podiamos ter Sanders, isso é culpa da presumida Hillary Clinton.
Por tudo isto sou levado a perguntar se não estou a deixar-me levar na onda dos meus inimigos que se fazem passar por amigos invocando Trump no que tem de odioso.
Será que eu estou a ser manipulado na justa aversão a Trump, ao ignorar a expressão eleitoral dos negros e da camada trabalhadora que o elegeu? Será que o discurso contra a política americana anterior e até contra o seu próprio partido, é apenas populista? Será que a desconstrução da estratégia belicista baseada na diabolização de Putin, é reprovável? Será que a Rússia e a Síria não são mesmo indispensáveis numa estratégia antiterrorista consequente?
O que é lamentável é que tais mensagens não tivessem encontrado em Bernie Sanders, candidato do Partido Democrata, o seu profeta - mesmo que isso lhe valesse tantos ódios do “sistema” como vale a Donald Trump… Mas se temos Trump onde podiamos ter Sanders, isso é culpa da presumida Hillary Clinton.
Por tudo isto sou levado a perguntar se não estou a deixar-me levar na onda dos meus inimigos que se fazem passar por amigos invocando Trump no que tem de odioso.
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