Uma questão que se tem colocado a propósito da redução da TSU, é saber do valor que têm ou não têm os acordos firmados na “Concertação Social”, sendo que as conclusões daquele orgão não têm nunca um carácter deliberativo – eles apreciam, opinam e propõem mas não decidem nem mesmo nas matérias em que a consulta prévia é obrigatória.
A “Concertação Social” está a cargo do Conselho Económico e Social (CES) e da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), orgão autónomo em relação à CES. Aqui para nós, a distinção prática entre as duas instituições, não é fácil…!
O assunto remete para o grande e eterno tema da representação social e política, da democracia representativa, da legitimidade dos representantes eleitos e – pasme-se ao que chegamos – do mandato de Donald Trump!!!
O que compete a um representante eleito: representar a vontade subjectiva dos seus eleitores ou representar os interesses deles – admitindo que todos eles tenham os mesmos interesses...?
Aparentemente e porque se aproxima mais da democracia directa, a primeira versão será a mais adequada: o eleito como simples porta-voz dos eleitores. Mas na realidade as matérias em apreciação (p. e. TSU) são mais complexas do que escolher entre um aumento ou não do salário mínimo, por exemplo, e aí é forçoso que o representante tome uma decisão à luz da sua própria razão e interpretação de interesses.
Neste sentido cabe, nomeadamente, saber se um objectivo de longo prazo – como derrubar um governo indesejado – é ou não mais importante do que um objectivo imediato – como compensar os seus representados, da subida do salário mínimo.
Chegamos assim a um factor ainda não considerado no critério de representação: o interesse geral. Isto é: a eleição para um orgão de poder carrega não só uma responsabilidade perante os seus eleitores com seus interesses parciais, mas também uma responsabilidade perante toda a comunidade, a qual decorre de partilhar o poder geral.
Este problema vai-se colocar no dia 23 aos deputados do PS especialmente. É que não basta reconhecer “a coerência do BE, do PCP e do PAV” mas confrontar-se com os seus argumentos.
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2017/01/23
2016/12/28
Descubra as semelhanças
A lembrar as conversas de balneário de Donald Trump, o ministro Augusto Santos Silva foi surpreendido a manifestar semelhanças entre o Conselho de Concertação Social e uma feira de gado.
Como o ministro não especificou aquelas semelhanças, aqui ficam imagens das duas organizações para ajudar à respectiva identificação.
Resta-me acrescentar, em caso de dúvida, que a primeira foto é de uma reunião da Concertação Social e a segunda é de uma feira de gado ocorrida em Arcos de Valdevez e publicada no Blogue do Minho.
Mas junto ainda uma terceira foto que dá outra visão possível de uma feira de gado - vá-se lá saber se na cabeça do ministro estava a ideia de bagunça geral representada na foto anterior, ou a visão de submissão de um dos lados, como parece representar a imagem seguinte.
Como o ministro não especificou aquelas semelhanças, aqui ficam imagens das duas organizações para ajudar à respectiva identificação.
Resta-me acrescentar, em caso de dúvida, que a primeira foto é de uma reunião da Concertação Social e a segunda é de uma feira de gado ocorrida em Arcos de Valdevez e publicada no Blogue do Minho.
Mas junto ainda uma terceira foto que dá outra visão possível de uma feira de gado - vá-se lá saber se na cabeça do ministro estava a ideia de bagunça geral representada na foto anterior, ou a visão de submissão de um dos lados, como parece representar a imagem seguinte.
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2016/01/12
Desconcertando a Concertação Social
A «descoberta» da concertação social pela social-democracia no pós-guerra teve os mesmos objectivos que tem hoje: paralisar a acção reivindicativa de massas, integrar os sindicatos no sistema, numa fase de ascenso do movimento operário.
A «descoberta» da concertação social pela social-democracia no pós-guerra teve os mesmos objectivos que tem hoje: paralisar a acção reivindicativa de massas, integrar os sindicatos no sistema, numa fase de ascenso do movimento operário.
Excertos de um texto de Domingos Abrantes, em O Militante de Novembro de 2015.
Domingos Abrantes é um destacado e histórico dirigente do PCP. Foi deputado à AR de 1976 a 1991. Em 18 de Dezembro de 2015 foi escolhido para integrar o Conselho de Estado.
A «descoberta» da concertação social pela social-democracia no pós-guerra teve os mesmos objectivos que tem hoje: paralisar a acção reivindicativa de massas, integrar os sindicatos no sistema, numa fase de ascenso do movimento operário.
Excertos de um texto de Domingos Abrantes, em O Militante de Novembro de 2015.
Domingos Abrantes é um destacado e histórico dirigente do PCP. Foi deputado à AR de 1976 a 1991. Em 18 de Dezembro de 2015 foi escolhido para integrar o Conselho de Estado.
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2015/11/12
O medo em promoção
Julgo saber que a Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) é composta por representantes das Confederações Patronais e Confederações Sindicais mas também de um representante do Governo. Logo, não estando empossado o esperado governo de esquerda, como podia este reunir aquela Comissão?
O que podem fazer e fizeram os partidos da Esquerda, foi reunir com as confederações no âmbito da actividade dos grupos parlamentares, estes sim em exercício. E António Saraiva, o representante do patronato, sabe disto. Mas "prontos"..., tinha que dar a sua contribuição para a campanha do medo, em promoção.
Por parte de Paulo Portas que não tem vergonha de continuar a dizer coisas, vimo-lo a dizer, com pose dramática, que está preocupado com os efeitos que terá a governação de esquerda blá blá blá blá. Ainda bem que está. É bom sinal.
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2010/11/21
"Contenção" salarial

Recorte do CM de 21 de Novembro de 2010 - no escândalo dos cortes salariais e do congelamento de pensões, ambos agravados por aumentos de impostos. Infelizmente é apenas um de muitos exemplos do cinismo do "arco da governação". Infelizmente há muito mais razões para a Greve Geral do dia 24.
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