A estratégia liberal-capitalista de empobrecimento das populações que está em curso na Europa, bem precisaria de um o “hair-cut” financeiro na dívida pública de alguns países. Mas o melhor é falar do corte de cabelo de Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte.
A "notícia" diz que o presidente norte-coreano obrigou os cidadãos do país a usar um penteado igual ao seu!
É certo que a loucura é a fase avançada da tirania, como comprova a História. Mas tal disparate deveria fazer hesitar alguns espíritos ávidos de argumentos anticomunistas, em vez de se precipitarem em comentários igualmente disparatados. A menos que os autores das “notícias”, os comentadores e os ditadores sejam todos feitos da mesma massa irracional.
A falsa notícia já foi desmentida e ridicularizada, nomeadamente
AQUI,
mas não será por isso que a estupidez deixará de fazer o seu caminho. Ou não lhe servisse, à falta de melhor, para justificar a falta de caracter dos seus autores e distribuidores, na política e na vida.
A culpa não é só deles, é certo, que nem sempre os defensores do sistema socialista se distanciam consistente e suficientemente de alguns tiranos, mas a crítica irracional da irracionalidade esvazia-a de eficácia. E é pena.
Quanto ao que move a Coreia do Norte, segundo o seu próprio ponto-de-vista, é a convicção de que, se a Coreia do Norte descuidasse a sua defesa, os Estados Unidos da América fariam no seu país o que fizeram no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia – ocupariam o país para apoderar-se dos seus recursos e zonas estratégicas.
E neste ponto até não é difícil admitir que seja verdade. Outra coisa é que o “inimigo comum”, real ou imaginário, conforme os casos, seja o grande amigo das políticas repressivas. Seja ele o imperialismo ou o comunismo.
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2014/03/28
2010/02/26
Desabafo político
Já cansa esta enxurrada de lixo politiqueiro, esta falsa intifada com pedradas verbais, este pingue-pongue de adormecer. Já ninguém quer saber (ou já se sabe) como é que o PS ou o PSD se apoderam do poder, da riqueza e da Comunicação – sabido o resultado, o jogo não interessa.

Claro que o presidente disto e o daquilo não andam a roubar, não fazem fraudes, não enganam ninguém. Basta-lhes o lugar que têm para ganhar as fortunas que ganham. Para que haveriam de sujar as mãos?
Faz bem Pedro Soares que “aos costumes” diz nada e noutros casos manda perguntar. É evidente que um homem com tantos cargos, tantos pelouros, tantas responsabilidades, não tem tempo para se informar de coisa alguma. Querem saber quem sou? – diria ele. – Perguntem ao meu pai !
Mas o que eu queria perguntar, senhor presidente da república, senhor primeiro-ministro, senhor presidente da assembleia, senhoras e senhores deputados, é se temos a alimentação e a protecção social, o ensino e a educação, a cultura e o desporto, as casas e os transportes de que precisamos...
Não me venham falar mais de esmolas, de percentagens, do futuro tecnológico, de incentivos às empresas e outras maquinações que nos passam sempre ao lado. Falem-nos do aquecimento nas escolas, das esquadras a cair, dos auditórios culturais abandonados, dos desportos esquecidos (os que não dão figos), das taxas de juro que os bancos cobram aos cidadãos para a compra de casa, do direito ao emprego estável e ao tempo livre, da riqueza nacional ao serviço da nação.
Ou calem-se de vez. Se faz favor

Claro que o presidente disto e o daquilo não andam a roubar, não fazem fraudes, não enganam ninguém. Basta-lhes o lugar que têm para ganhar as fortunas que ganham. Para que haveriam de sujar as mãos?
Faz bem Pedro Soares que “aos costumes” diz nada e noutros casos manda perguntar. É evidente que um homem com tantos cargos, tantos pelouros, tantas responsabilidades, não tem tempo para se informar de coisa alguma. Querem saber quem sou? – diria ele. – Perguntem ao meu pai !
Mas o que eu queria perguntar, senhor presidente da república, senhor primeiro-ministro, senhor presidente da assembleia, senhoras e senhores deputados, é se temos a alimentação e a protecção social, o ensino e a educação, a cultura e o desporto, as casas e os transportes de que precisamos...
Não me venham falar mais de esmolas, de percentagens, do futuro tecnológico, de incentivos às empresas e outras maquinações que nos passam sempre ao lado. Falem-nos do aquecimento nas escolas, das esquadras a cair, dos auditórios culturais abandonados, dos desportos esquecidos (os que não dão figos), das taxas de juro que os bancos cobram aos cidadãos para a compra de casa, do direito ao emprego estável e ao tempo livre, da riqueza nacional ao serviço da nação.
Ou calem-se de vez. Se faz favor
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