O discurso irracional em política

A estratégia liberal-capitalista de empobrecimento das populações que está em curso na Europa, bem precisaria de um o “hair-cut” financeiro na dívida pública de alguns países. Mas o melhor é falar do corte de cabelo de Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte.


A "notícia" diz que o presidente norte-coreano obrigou os cidadãos do país a usar um penteado igual ao seu!

É certo que a loucura é a fase avançada da tirania, como comprova a História. Mas tal disparate deveria fazer hesitar alguns espíritos ávidos de argumentos anticomunistas, em vez de se precipitarem em comentários igualmente disparatados. A menos que os autores das “notícias”, os comentadores e os ditadores sejam todos feitos da mesma massa irracional.

A falsa notícia já foi desmentida e ridicularizada, nomeadamente AQUI, mas não será por isso que a estupidez deixará de fazer o seu caminho. Ou não lhe servisse, à falta de melhor, para justificar a falta de caracter dos seus autores e distribuidores, na política e na vida.

A culpa não é só deles, é certo, que nem sempre os defensores do sistema socialista se distanciam consistente e suficientemente de alguns tiranos, mas a crítica irracional da irracionalidade esvazia-a de eficácia. E é pena.

Quanto ao que move a Coreia do Norte, segundo o seu próprio ponto-de-vista, é a convicção de que, se a Coreia do Norte descuidasse a sua defesa, os Estados Unidos da América fariam no seu país o que fizeram no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia – ocupariam o país para apoderar-se dos seus recursos e zonas estratégicas.

E neste ponto até não é difícil admitir que seja verdade. Outra coisa é que o “inimigo comum”, real ou imaginário, conforme os casos, seja o grande amigo das políticas repressivas. Seja ele o imperialismo ou o comunismo.

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