Por via de regra, os contribuintes de alto rendimento representam uma parcela muito significativa do IRS cobrado, em países onde a tributação é levada a sério. Chegam a representar 20 a 25% da tributação em IRS.
Em Portugal não chegam a representar… meio por cento!
Assim falava José Azevedo Pereira, ex-Director Geral dos Impostos entre 2007 e 2014. Ouvi eu “com estes dois que a terra há-de comer”, no programa Negócios da Semana de ontem (2015-12-09).
Mais. As famílias ou agregados portugueses com alto rendimento são cerca de mil, mas apenas duzentas destas, aproximadamente, são realmente tributadas!
E agora – digo eu – venham enganar-nos com o argumento de que não vale nada preocuparmo-nos com os ricos que não pagam impostos porque “quase não há ricos” e os que há “não justificam” um agravamento de impostos.
Sob o manto diáfano da demagogia, a nudez crua da ladroagem. De alto rendimento!...
(Caricatura recolhida no Google)
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2015/12/10
2011/10/23
Porque hoje é domingo (10)
O ministério da Santíssima Trindade
NOTÍCIA
«Maioria rejeita proposta do PCP para aumento do salário mínimo nacional porque a situação económica não aconselha atualização»
PERGUNTA:
A situação económica de quem?
Eles não vivem do salário mínimo nem fazem parte do milhão e meio de portugueses que recebem menos de 485 euros de reforma por mês; eles não fazem parte sequer dos 2,5 milhões que ganham 700 a 800 euros; eles não vivem acima das suas possibilidades; eles são portugueses de primeira. Mais que isso, são governantes e deputados dos maiores partidos – dos que ganham eleições à custa de falsas promessas e do domínio dos mecanismos de propaganda... legítimos, claro!
Eles têm mais que fazer do que atender aos problemas ingentes das pessoas; sentem que o seu poder emana do FMI e da União Europeia, tal como o poder de Marcelo Caetano emanava de Deus. Eles são Passos Coelho e José Seguro, Paulo Portas e Maria de Belém, José Relvas e Ferro Rodrigues, Aguiar Branco e Basílio Horta, João Almeida e António Galamba e e e
«Aumentar o salário mínimo nacional de 485 para 500 euros é da mais elementar justiça» propôs o deputado Jorge Machado, do PCP. «Se o aumento do salário mínimo nacional acompanhasse os aumentos do índice de preços ao consumidor - acrescentou - o salário mínimo já seria de 500 euros em 2005».
Com este Governo, os ricos ficam cada vez mais ricos e quem vive do seu trabalho ou pensão fica cada vez mais pobre. Com este Governo e com este PS – entenda-se. Com esta santíssima trindade, enfim.
NOTÍCIA
«Maioria rejeita proposta do PCP para aumento do salário mínimo nacional porque a situação económica não aconselha atualização»
PERGUNTA:
A situação económica de quem?
Eles não vivem do salário mínimo nem fazem parte do milhão e meio de portugueses que recebem menos de 485 euros de reforma por mês; eles não fazem parte sequer dos 2,5 milhões que ganham 700 a 800 euros; eles não vivem acima das suas possibilidades; eles são portugueses de primeira. Mais que isso, são governantes e deputados dos maiores partidos – dos que ganham eleições à custa de falsas promessas e do domínio dos mecanismos de propaganda... legítimos, claro!
Eles têm mais que fazer do que atender aos problemas ingentes das pessoas; sentem que o seu poder emana do FMI e da União Europeia, tal como o poder de Marcelo Caetano emanava de Deus. Eles são Passos Coelho e José Seguro, Paulo Portas e Maria de Belém, José Relvas e Ferro Rodrigues, Aguiar Branco e Basílio Horta, João Almeida e António Galamba e e e
«Aumentar o salário mínimo nacional de 485 para 500 euros é da mais elementar justiça» propôs o deputado Jorge Machado, do PCP. «Se o aumento do salário mínimo nacional acompanhasse os aumentos do índice de preços ao consumidor - acrescentou - o salário mínimo já seria de 500 euros em 2005».
Com este Governo, os ricos ficam cada vez mais ricos e quem vive do seu trabalho ou pensão fica cada vez mais pobre. Com este Governo e com este PS – entenda-se. Com esta santíssima trindade, enfim.
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