Paz, desenvolvimento, alfabetização, sentimento de dignidade e de orgulho nacional, parecem ser elementos essenciais da Angola que hoje comemora 34 anos de independência. Que não falte ânimo e capacidade ao povo angolano para o que falta fazer e corrigir.
Que o tractor do desenvolvimento seja cuidadoso com a floresta cultural; que a ambição individual respeite a solidariedade colectiva, que a sua terra vasta seja generosa para todo o povo.
Que viva e seja feliz !

E continue linda como sempre foi – a terra e a gente.
Quem gostou da novela das escutas telefónicas à Presidência da República de Portugal, pode acompanhar agora outra idêntica mas desta vez “baseada em factos reais” que ocorre na Colômbia.
... Hace 21 meses el país se escandalizó al conocerse que, sin órdenes judiciales, desde la Dirección de Inteligencia de la Policía se estaban ‘chuzando' teléfonos de influyentes políticos de oposición, periodistas, abogados y hasta parapolíticos.
El asunto fue tan grave que causó remezón en la Policía y 11 generales fueron descabezados. El espectro de los ‘chuzados' regresa, pero esta vez es el círculo de confianza del presidente Uribe el escuchado... ( El Espectador )
"Lo que se quería era generar un mayor choque de trenes entre el Presidente de la República y el presidente de la Corte", dijo la ex fiscal a La W. Es decir, que las 'chuzadas' y los seguimientos ilegales de magistrados de la Corte que se le atribuyen al DAS eran sólo un montaje para poner a pelear a los dos poderes. ( Semana.com )
Por seu lado, Hugo Chavez diz que está a preparar a Venezuela para a guerra com a Colômbia, tendo em conta a ameaça que representa o acesso das Forças Armadas norte-americanas a sete bases militares colombianas, segundo acordo recente entre estes dois países.
E enquanto uma guerra mata a outra, Uribe vai vivendo... em paz.
Se a crise económica leva alguns governos a investir nas grandes obras públicas para “alavancar” a Economia, nomeadamente em vias de transporte, há alturas em que é o contexto inverso, isto é, o crescimento económico, que motiva o mesmo tipo de obras. Esteve neste caso a construção da Ponte D. Luis, entre Porto e Gaia, em 1880.

«... mesmo assim não chegava para as encomendas, mormente nas horas de ponta. Com o espraiar das zonas urbanas do Porto e de Gaia em direcção ao mar, a ponte D. Luiz I foi-se cada vez mais convertendo em autêntico, - mas venerável - gargalo no complexo tráfego entre as duas margens do Douro. Era preciso lançar outro elo de comunicação entre as duas margens...» Texto da FE/UP http://paginas.fe.up.pt/porto-ol/lfp/luiz.html
Não há que estranhar as semelhanças desta e da ponte ferroviária D. Maria Pia (1877) com a estrutura da torre Eiffel, visto que o engenheiro francês que deu nome à torre de Paris, foi também o autor das duas pontes do Douro.
Início do arco da ponte (imag. actual)
O que é de estranhar é que um espectáculo amargo-doce de saltos para o rio desde o tabuleiro da ponte D. Luis ocorra ali aos fins de semana, por adolescentes locais, como se vê (mal) na foto seguinte. A imagem não mostra o mêdo que há na coragem, a insegurança que eles próprios denunciam ao benzer-se durante a queda.
Apetece perguntar: que investimento será feito nestes homens de rara coragem? Pela sua condição social, o mais provável é que gastem a vida a chegar cimento nas tais obras. E que acabem a mendigar um subsídio da Segurança Social.
A notícia fala da falta de vacinas para quem precisa e da abundância para quem pode pagar. Que seja em Dallas, é secundário, embora significativo de um sistema de saúde baseado até agora nas chamadas "leis do mercado" - tanto quanto se pode falar da "lei do mais forte" e de outras "leis da vida" onde seria justo e necessário haver "mais estado" e menos egoismo.
DA NOTÍCIA da CBS:
It's the first free walk-in shot clinic in Dallas. But at private clinics, which can charge patients for their shots or nasal mist, the vaccine has been available - in some cases for days or weeks, reports CBS News correspondent Don Teague.
One clinic got nearly 12,000 doses last week. Despite recommendations that pregnant women and other higher risk patients have priority, it vaccinates anyone who pays the $20 fee.
«Entre os efeitos nocivos da grande recessão que agora está a desanuviar não consta somente a forte retracção da actividade económica e o grande desemprego. Está também a excessiva subida real das remunerações, beneficiando da variação negativa dos preços durante a recessão»
Esta preocupação (!) não foi manifestada pelo representante do patronato nem se refere às remunerações dos altos cargos; foi escrito AQUI por um tal Vital Moreira que já nem sei que partido toma por seu, o que pensa ou quem é.
(foto da revista SÁBADO)
Recomendo também: OBAMAFOBIA SEGUNDO KARL MARX
Comparando a reacção dos Estados Unidos à falsa eleição de Karzai no Afeganistão, com aquela que tiveram em relação ao caso Zalaya nas Honduras, percebe-se muito sobre a trágica desilusão que a administração Obama agora prenuncia em matéria de política externa, seja por opção própria ou por cedência tactica interna e externa - que também é opção.
DAS NOTÍCIAS:
«Felicitamos o presidente Karzai pela sua vitória nesta eleição histórica e continuaremos a trabalhar com ele, com a sua nova administração, com o povo afegão e com os nossos parceiros da comunidade internacional para apoiar o progresso do Afeganistão, as reformas institucionais, a segurança e a prosperidade», indicou a embaixada (norte-americana).[TSF]
«... el secretario general (ONU) añadió un borrón de corrección política a su biografía: felicitó a Karzai por su reelección.
«... la llamada Comisión de Quejas Electorales (CQE), que a la postre fue la que forzó la segunda vuelta al descontar cerca de un millón de votos fraudulentos.
«... Abdulá, que ha pedido a sus seguidores que no salgan a calle y se abstengan de realizar manifestaciones, calificó lo ocurrido este lunes de golpe de Estado, y dijo que un Gobierno que alcanza el poder sin elecciones es ilegítimo.
«... Ahora todo será mucho más difícil en Afganistán. También para las tropas extranjeras que empiezan a ser percibidas, como sucediera en Irak en 2004 y 2005, como parte del problema, más que una solución». EL PAIS
«Mr. Abdullah rejected any suggestion of joining Mr. Karzai’s government, and he clearly signaled that he was positioning himself as a future player in Afghan politics. In a news briefing later at his home, he said: “I did it with a lot of pain, but at the same time with a lot of hopes towards the future. Because this will not be the end of anything, this will be a new beginning.” » NYTIMES
Esta "paciência" política de remeter a grande atitude para o futuro, faz lembrar mais uma vez as Honduras, isto é, a tactica capitulacionista de Zalaya. Ou seja, o que está a dar é "presidentes de facto"!