Durão enquanto líder
«O Parlamento Europeu aprovou hoje em Estrasburgo a nova Comissão Europeia liderada por Durão Barroso». Em dia de parabens, fica bem esta gracinha...
Etiquetas: Durão Barroso
* PALAVRAS SÃO COMO PEDRAS, TANTO ABRIGAM COMO MATAM *
«O Parlamento Europeu aprovou hoje em Estrasburgo a nova Comissão Europeia liderada por Durão Barroso». Em dia de parabens, fica bem esta gracinha...
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sobre liberdade de expressão

É a televisão política, a televisão que faz brilhar ou apagar partidos e figuras políticas, que cria presidentes da República. Etiquetas: Comunicação Social, isenção política, opinião de Mário Crespo, Televisão
«A China deverá tornar-se este ano a segunda economia do mundo. E a primeira até 2026, segundo o banco americano Goldman Sachs» – leio no Monde Diplomatique de 5 de Fevereiro de 2010. Estamos a falar do país com o maior crescimento económico dos últimos 25 anos no mundo, com a média do crescimento do PIB em torno de 10% por ano. Estamos a falar de um país socialista.
Marxista à minha maneira como cada um o é à sua, parece-me adequado perguntar o que tem esta China e este processo de desenvolvimento a ver com o Socialismo. E com algum atrevimento acima das minhas posses intelectuais, perguntaria mais: será que o marxismo cometeu um erro fundamental ao politizar a Economia? Isto é: será que as leis económicas podem ser sujeitas a opções ideológicas?
O que resta ao socialismo para se diferenciar do capitalismo no domínio económico ? Ou essa é uma falsa questão e toda a Economia é uma só, como a Ecologia? Neste caso a ideologia socialista deveria confinar-se à política, garantida que estivesse a subordinação da economia à sua soberania.Etiquetas: capitalismo, crise financeira, Modelos económicos, socialismo
Se os salários e as pensões sociais não descerem mas os preços aumentarem, o Governo cumpre a sua promessa e as 800 grandes empresas cumprem o seu lucro. E até algumas famílias ganham - as famílias dos grandes empresários!Etiquetas: custo de vida, futuro da economia, preços e salários

Etiquetas: confiança na economia, Crise económica, economia nacional, recuperação económica

Pessoalmente, o gozo que me dá esta escolha, é ver a cara de nabo de Pedro Miguel (Santana Lopes), a cara de pau do Pedro Passos (Coelho), o sorriso manhoso de Rui Fernando (Rio), o sorriso amarelo de Álvaro Machado (Pacheco Pereira) e a frustração subliminar de Marcelo Nuno (Rebelo de Sousa).Etiquetas: Aguiar Branco, Eleições no PSD, Passos Coelho
Com uma expectativa de recuperação económica em que ninguém acredita, e uma perspectiva de desemprego cada vez mais dramática, o que se tem por certo é a deterioração das condições e remunerações do trabalho e do apoio social no desemprego, na reforma e na doença. Políticas de sacrifício são apresentadas como inevitáveis e são aplicadas, desde logo, a quem depende do rendimento do trabalho.

Etiquetas: Crise económica, luta social, Orçamento de Estado
Em situações extremas como aquela que vemos no Haiti por estes dias, a condição humana parece revelar-se de forma inequívoca. A solidariedade de todo o mundo, seja no domínio dos estados, das organizações internacionais ou da iniciativa individual, parece deitar por terra, qual terramoto ideológico, a ideia de que “o homem é o lobo do homem” (1). Temos vontade de ajudar – esse é que é o sentimento geral.
Em Cuba, que volta a viver um período dramático de penúria acentuada, a população ainda assim se mobiliza para enviar alguns dos seus parcos bens – peças de roupa e pouco mais terão para dar – com destino ao povo vizinho. Não se trata aqui da solidariedade socialista que o marxismo proclama; é a solidariedade humana – a “natureza humana”, ao que parece.
Claro que as pilhagens e as agressões violentas estão a par das acções de solidariedade no Haiti, mas isso pode ser levado à conta do tal malefício das diferenças entre os possidentes e os famintos, e da escassez de bens para satisfazer as necessidades humanas – o que se enquadra ainda na tese marxista. O que pode ser duvidoso é que os haitianos, quando fôr reposta a normalidade relativa das suas vidas, sejam mais solidários e generosos do que eram antes, isto é, que os ladrões e os oportunistas não continuem a sê-lo.Etiquetas: Filosofia, Haiti, marxismo, solidariedade
se não fôr manipulada

O suporte electrónico – vídeo ou televisão incluídos – emite pixels que são pontos luminosos dispostos em sequência e que se substituem continuamente a grande velocidade; ![]()
enquanto que o suporte papel reflecte pigmentos de tinta sobrepostos e misturados que estão fixados no papel por absorção.
As características do papel e da tinta, para já não falar da qualidade da luz que se reflecte no suporte (fotografia, p.e.) e chega aos nossos olhos, definem muito do que é a imagem que vemos. E que não se compara às características do ecrã de televisão ou de computador onde não há tinta nem imagem contínua – na verdade nós não vemos o que lá está mas sim o que o nosso cérebro interpreta, claro. Assim como no cinema não percepcionamos a descontinuidade das fotografias (fotogramas) e o movimento da película, no vídeo não percepcionamos a descontinuidade de pontos e a sua contínua substituição.
Ao contrário do que diz David Cameron, portanto, o que está à vista não é “aquilo com que podem contar” – é uma representação visual condicionada pelos meios de suporte. E também não tem razão Gordon Brown por supôr que as suas fotografias exprimem fielmente a imagem com que pode contar o público que o encontrar na rua, isto é, a imagem com que se apresenta.
Outra questão é que a cara de Brown sempre se parecerá mais com a senhora Ashton do que Toni Blair, em qualquer suporte, mas isso tem a ver com outra questão.
Gordon Brown e Catherine Ashton
Para que uma imagem electrónica de Brown se pareça com o próprio, por exemplo, é preciso que a tecnologia interprete numa grelha de pontos as suas características visuais, as converta em características electrónicas, e instrua o equipamento para fazer corresponder determinados sinais electricos a determinados sinais visuais. Isto é, a imagem que recebemos é o produto de um processo técnico que tenta aproximar a imagem que vemos, da imagem original. Que tenta!
Como os meios técnicos nunca são rigorosamente fiéis ao objecto inicial, o que há a fazer é exactamente retocar a imagem final. Ou pensará o senhor Brown que o efeito “olhos vermelhos” que muitas vezes vemos nas fotografias, não deve ser corrigido, por amor à autenticidade? É que, ao contrário do que pensavam alguns “vermelhos” bem intencionados, quando iam à Televisão em 1974/75, o trabalho de maquilhagem não se destina a alindar a pessoa, destina-se a corrigir os efeitos de distorção que as câmaras produzem e de que os brilhos são os mais notórios.
Mas é claro que no caso da maquilhagem em televisão ou do photoshop nos cartazes, sempre se pode dar um jeitinho...
Etiquetas: manipulação, maquilhagem, Tratamento da imagem
Para quem não tenha entendido o meu post de ontem, aqui fica a explicação extraída do site oficial da Presidência da República, ... de hoje, 15JAN2010.
Etiquetas: Cavaco Silva, condecorações, Presidente da República, santana lopes
Servem os nossos votos para designar as pessoas que nos hão-de representar no parlamento, na presidência da república e nas autarquias. Quando eles pensam, quando eles falam, quando eles decidem, é por nós que pensam, é por nós que falam, é por nós que decidem.
O que representa está “no lugar de” por incapacidade física ou intelectual deste. O meu advogado, sindicato, partido, deputado, governo ou presidente, ocupam o meu lugar – o meu! Mas isto é o conceito em que se baseia a legitimidade dos representantes. Investidos, porém, de competência delegada, tomam geralmente essa representação autorizada, por autoridade soberana - já só se representam a si próprios.
Na verdade, a personagem não é o actor, o auto-retrato não é o pintor e o Presidente da República não é o Povo – por melhor que representem !Etiquetas: Actores, democracia, Representação