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2024/09/15

Porque hoje é domingo (139)

A Igreja Católica invoca e interpreta hoje, nos seus incontáveis templos reais e virtuais, uma das três versões do Evangelho sobre o mesmo episódio. Nesta narrativa, Marcos 8,27-35, conta-se que Jesus perguntou aos discípulos: ‘Quem dizem os homens que eu sou?’. Eis a resposta: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias, outros, ainda, que és algum dos profetas”.

“Algum dos profetas” exprime claramente uma realidade histórica que passa geralmente despercebida aos cristãos: que Jesus era apenas mais um dos muitos profetas daquela época como de épocas anteriores.

“E vós, quem dizeis que eu sou?” “Tu és o Messias” – terá respondido Pedro.

Neste ponto convém esclarecer que o Messias que os judeus esperavam era um guerreiro, um libertador, um restaurador do reino de David - uma expectativa que foi alimentada por muitos séculos, desde a época do exílio!

Jesus, porém, frustrou essa esperança ao esclarecer que não veio para restaurar o reino de Davi, mas para implantar “o Reino de Deus”, o que causou discussão, mas que ali mesmo ficou sanada – a discussão, não sabemos se a convicção!

E eu pergunto se esta frustração de expectativas não terá alimentado a fúria daqueles populares que uns anos mais tarde apelaram à sua crucificação.

2024/08/15

Porque hoje é domingo, em certo sentido

Apesar de todos os esforços de assunção aos céus, o homem dos 320 bilhões de dólares continua muito atrasado em relação a Nossa Senhora que hoje é invocada por tê-lo feito, como provou o Papa Pio XII, do alto da sua infalibilidade, e como comprovam várias fotografias da época, a cores. Isto para não falar da ascensão de Jesus após uma ceia bem regada.

Deste, porém, ficou-nos a promessa de que voltaria a descer à Terra, conforme declaração de um porta-voz a que as escrituras chamam anjo. Não foi marcada data nem local e, para já, o que se tem por certo é que está sentadinho lá no céu, à direita de Deus Pai – que, nisto, os deuses são muito formais.

Esperemos que a cadeira da esquerda esteja reservada para o nosso homem mais rico, que bem merece pelos sacrifícios que tem feito pela Humanidade.

Apesar de hoje não ser domingo, inserimos na série "Porque hoje é domingo", a minha visão ateia sobre a Assunção de Nossa Senhora. Que Deus me perdoe a falta de rigor. A minha, claro!

2024/01/14

Porque hoje é domingo 137

As homilias que os sacerdotes levam às missas neste domingo são as mais criativas, as mais fantasiosas e falaciosas, de tão estéril fonte em que se baseiam. É a religião a funcionar!

O texto que a Igreja invoca hoje (João1,35-39), é apenas mais um para confirmá-lo. Vendo Jesus que estava a ser seguido por três homens, voltou-se para eles e perguntou: ‘O que estais procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi, onde moras?’. Jesus poderia suspeitar de um assalto ou mesmo de motivações sexuais, mas cofiou e até os convidou para sua casa. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. O que aconteceu depois, ficamos sem saber além de que, a partir dali, muitos foram os que seriam aliciados para seguir Jesus. E ainda hoje o são – para seguir Jesus e não menos a mãe dele e o próprio Papa. Este, por sua vez, mora numa residência sumptuosa onde continua a receber visitas que fariam inveja ao próprio "Filho de Deus".

2023/08/13

Porque hoje é domingo (136)

No lema que definiu para as JMJ em 2023, o Papa escolheu de Lucas 1 o versículo 39: “E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada”. Que pena não ter escolhido o versículo 52: Deus “depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes”. Se mais não fosse, seria uma ideia mais compreensível. E franciscana.

Quanto ao milagre a que se refere este episódio, é “estranho” que oculte o facto de sua prima Isabel, aquela que Maria foi visitar apressadamente, também fosse objecto de igual milagre do nascimento de um filho “não concebido” por homem.

Diga-se de passagem que o principal suspeito, em ambos os casos!, é um tal Gabriel. Coincidências!

2023/08/04

A histeria das massas e dos mass-media

(Imagem do site oficial JMJ Lisboa 2023 / Franciscanos)

Vem de longe a consciência de que a colectividade é uma realidade distinta dos indivíduos e da sua mera soma.
Freud assinala, na psicologia de massas, duas características típicas: o sentimento de desresponsabilização individual – se tantos fazem, eu também posso ou devo fazer– e o seguidismo – a obediência a um líder cujo carisma legitima o comportamento colectivo. A irracionalidade do populismo ou da crença religiosa, por exemplo, encontram neste mecanismo psicológico uma grande parte da sua explicação. A demagogia é o seu instrumento promocional – digo eu.

Ortega y Gasset fala da divisão entre duas classes de criaturas: as que exigem muito de si e acumulam sobre si mesmos dificuldades e deveres, e as que não exigem de si nada de especial, pois para elas viver é ser em cada instante o que já são, sem esforço de aperfeiçoamento em si mesmas, bóias que andam à deriva.

De outro ponto de vista, talvez haja uma consciência mais profunda do que pode parecer: a consciência de que “o caminho é melhor do que o destino”, como dizia Cervantes. E, sendo assim, o objectivo anunciado assume uma importância secundária ou é apenas um pretexto para a caminhada. O que é mais exaltante na descoberta da América, é a América ou é a viagem de Colombo?

No contexto da vinda do Papa a Portugal por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, penso que os “peregrinos” estão pouco interessados no Papa e menos ainda em Jesus Cristo do que na peregrinação em si mesma com tudo o que oferece de diversão e convívio. E a própria motivação da Igreja é menos a evangelização do que o recrutamento de aderentes, numa fase da História em que a evolução cultural e informativa das pessoas deixa cada vez menos espaço à irracionalidade e à ignorância, logo, à mensagem religiosa. Resta a seu favor a vantagem de oferecer o conforto psicológico da alienação, a que outros chamaram “o ópio do povo”. O que, no entanto, não é pouco.

2023/07/14

Ver o Papa

"Para ver o Papa" - como dizem - haverá quem pague mil euros de estadia. Por muito menos eu vi o Papa e nem foi com essa intenção que fui a Roma. Eu não daria metade, nem q fosse para ver Sophia Loren ou Gina Lollobrigida, à janela, nos seus anos mais papáveis.

2023/07/02

Porque hoje é domingo (135)

A Última Ceia... dourada

2023/04/02

Porque hoje é domingo (132)

O povo de Israel e outros povos vizinhos representados pelos "reis magos" sentiram-se traídos por Jesus e, daí, condenaram-no à morte.
Eles verificavam que o profeta em quem depositavam confiança para a sua libertação do império romano, se refugiou numa narrativa estritamente religiosa, o que pode ser resumido na sua declaração "a Deus o que é de Deus e a César o que é de César!". Ao contrário de Jesus Cristo, o desempenho histórico da Igreja tem sido mais o de atribuir-se o papel que cabe a César - um papel político.

Desta questão trata, em termos menos claros, o evangelho invocado no presente domingo (João 19:19-37).

2023/02/17

Os milagres financeiros da Igreja Católica

Santuário de Fátima com lucro de quase 1 milhão de euros em 2022: O Santuário de Fátima teve em 2022 receitas de 18,67 milhões de euros e despesas de 17,7 milhões de euros, atingindo um lucro de quase um milhão de euros, anunciou, esta quinta-feira, o reitor do templo mariano.

Assim se vê para que serve aquela história infantil e ridícula do suposto aparecimento da mãe de Jesus a falar do cimo duma árvore..., em português... com três crianças, revelando-lhes segredos que nem elas nem qualquer cidadão da sua aldeia podiam entender- à excepção, porventura, do padre lá do sítio.

Pois não teria sido mais engraçado aparecerem uns balões ameaçadores no espaço celeste?

2023/02/12

Porque hoje é domingo (131)

Quis o destino, essa quarta pessoa da Santíssima Trindade, que o episódio invocado neste domingo pela Igreja Católica (Marcos 8,2-6) nos fale da preocupação de Jesus com os sofrimentos humanos, e do seu empenho em eliminá-los. Não vamos perder tempo com a infantilidade da narrativa: o milagre da multiplicação dos pães. Mas não há como relacionar essa compaixão, do filho de Deus, com o sofrimento e a morte das vítimas dos terramotos actuais na Síria e na Turquia.
Será que o sofrimento humano continua a ser considerado pela Igreja como o castigo pelos “pecados” dos homens? Quem se der ao trabalho de verificar, saberá que sim.

2023/01/22

Porque hoje é domingo (129)

De regresso ás minhas homilias ateias, sou trazido a comentar o tema que a Igreja Católica invoca dos evangelhos oficiais: o recrutamento de militantes para o cristianismo.

A cena passa-se numa praia da Galileia, frequentada por Jesus. Este viu dois pescadores que convidou para o apoiarem e, depois, mais dois: “eu farei de vós pescadores de homens” – terá dito o profeta auto-intitulado filho de Deus. Da pesca à linha para a pesca à rede, muitos mais homens o Senhor levou atrás dele, entre os quais Mateus que é quem nos relata mais tarde este episódio. Ele não presenciou pessoalmente este passeio de Jesus pela praia, mas a sua genuinidade é-lhe creditada pela dedicação com que se entregou à causa que abraçou, sujeitando-se à perseguição e à morte. Vamos esquecer por momentos que Mateus, antes de se dedicar à construção da Igreja, se dedicava a actividades bem mais prosaicas que lhe valeram a condecoração social de padroeiro dos banqueiros, contabilistas, funcionários da alfândega e guardas financeiros…

A Igreja Católica, nascida assim na praia, corre hoje o risco de se afogar por uma onda de escândalos sexuais e, sobretudo, pelo refrescamento das mentalidades trazido pela democratização da cultura, avessa como é a mitologias, crenças e crendices de consistência demasiado arenosa. Mas não nos precipitemos a anunciar-lhe a morte quando assistimos à sua outra formulação: o populismo hipócrita, essa religião política que recruta em águas turvas para alimentar o “peixe graúdo”.

2022/09/18

Porque hoje é domingo (128)

SÓ POR EXEMPLO:
Pela tradição que tem a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), e pela força da Igreja Católica no país, o cargo de presidente da CNBB é de prestígio e influência política, pois o líder da entidade acaba virando o porta-voz da Igreja no Brasil. Os exemplos actuais e passados são muitos mais, como se sabe.

E, NO ENTANTO:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lucas 16,13).

E, no entanto, o que sabemos nós do que tem sido a Igreja Católica em toda a sua existência? Na melhor das hipóteses, um centro de emprego para famílias pobres, quanto à formação académica e à carreira profissional que proporciona aos que nela buscam um futuro… ao serviço dela. E, por outro lado, dinamizando um centro de poder social e político à medida das oportunidades históricas, assumindo sozinha esses poderes – perseguindo violentamente os “hereges” - ou fazendo alianças com uns governos contra outros – manipulando os poderes instituídos e encaminhando no mesmo sentido os seus fiéis.

As suas instituições de caridade e outras iniciativas caridosas que, na verdade, não custam nada aos bispos, mas sim aos crentes, são o “rosto humano” da sua actividade fundamental.

2022/07/24

Porque hoje é domingo 126

«Erasmo era cristão, mas sabia ver as falhas que existiam no fanatismo religioso, na opressão da igreja católica e o seu mundo de corrupção de que foi um ponto alto e inconcebível a invenção das Indulgências! Uns papéis que eram vendidos para absolver dos pecados quando chegasse o Juízo Final! Ele denunciou essa prática, que depois Lutero imitou e deu origem à cisão Protestante.

Claro que este teólogo e pensador criticava também muitos comportamentos e pensamentos da sociedade, não só do seu tempo, mas de abrangência Universal e atemporal. E como verdadeiro homem do Renascimento, construiu um humanismo de raiz cristã, unindo a sabedoria da Antiguidade com a ética do Cristianismo, que combatia a hipocrisia de cristãos que cometiam erros e diziam que a culpa era do Diabo!

Este novo homem do Renascimento tinha confiança em si próprio, conquistada com uma luta que o transformou no grande instrumento da sua época, livre de ter como único socorro a graça divina. Fugia do medo e do pessimismo e olhava o futuro com optimismo, confiando na sua acção, no seu livre-arbítrio. E como não era fanático, compreendeu sempre que um ateu é preferível a um falso cristão, como já disse o Papa Francisco. Foi o "homem Europeu", cidadão do mundo que espalhou a sua mensagem pela Flandres, onde nasceu, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Suíça, onde terminou os seus dias também fugindo à Inquisição.

Entre as muitas amizades que criou é de realçar Thomas More, autor de "Utopia" e a quem ele dedicou a obra-prima " O Elogio da Loucura", cuja agudeza satírica e coragem continuam a ser um bálsamo para os nossos tempos.»

Hélder Mateus da Costa, do Teatro A Barraca, em comentário à peça "Elogio da Loucura"

2022/07/17

Porque hoje é domingo (125)

Há milénios a castrar sexualmente, mas também sentimental e intelectualmente a Humanidade, a Igreja Católica alimenta os seus bispos e outros profissionais da hipocrisia com uma actividade que explora as fragilidades psicológicas e cognitivas dos seres humanos.

Auto-proclamada porta-voz de um deus que ela própria inventa e interpreta, a Igreja apresenta-se ao povo com uma autoridade incontestável, dogmática, repressiva, e assim domina as mentes – a verdadeira lavagem aos cérebros – e, por força da sua influência social, domina as leis, as políticas, as nações.

O histórico poder temporal da Igreja Católica, advindo da riqueza acumulada com as grandes doações de terras, feitas pelos fiéis, em troca da possível recompensa do "céu", e os compromissos com os poderes políticos, são a sua verdade. Um exemplo flagrante da riqueza acumulada pela Igreja ao longo da História é a construção medieval de sumptuosas catedrais construídas nos séculos XII e XIII daí em diante.

Quando as Santas Inquisições não encontram terreno para se instalarem, ainda há espaço para exercer outros terrores, como a ameaça do Inferno nas suas progressivas versões. E pecados não faltam para trocar por dinheiro.

O fenómeno de Fátima, criado a partir do mais infantil, inacreditável, relato da aparição de Nossa Senhora a três ingénuos e ignorantes pastorinhos, é apenas um de muitos exemplos de extorquir as poupanças dos crentes, explorando os seus desesperos e a crença que lhes foi incutida pelos próprios vendedores de deuses.

Tão infantil e irracional como a ideia de “salvação eterna” que continua a ser proclamada nos comícios domingueiros das paróquias. Quem estiver interessado nesta narrativa, porém, pode entreter-se com o episódio do dia em que se conta que Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa (Lc 10,38-42).

Mas não espere nada de muito picante…

2022/07/10

Porque hoje é domingo (124)

Nestes tempos de interacção global em que “o nosso próximo” é toda a gente, ganha uma dimensão especial o conflito interior de cada pessoa entre a solidariedade e o egoísmo, entre o cuidado com os outros e a indiferença.

É disto que trata a passagem do Evangelho que a Igreja invoca hoje*. A questão que se coloca agora é a mesma que Jesus terá colocado: a diferença entre os valores e as práticas. Mais, diria eu, a diferença estratégica entre a suposta conversão individual e a imposta revolução social.

Aqui parece estar o confronto histórico entre a religião e a política, que faz muitos cristãos – e não só – evoluírem da militância religiosa para a militância partidária. A experiência pessoal e social dos cidadãos, o seu crescimento, tem dado provas desta evolução.

Sou testemunha desse fenómeno pela minha própria experiência mas também pelos muitos activistas políticos que conheci nas estruturas sociais. Que essas estruturas sejam sempre capazes ou competentes de corresponder às expectativas, isso já pertence à segunda fase da evolução a que me venho referindo. Que as suas fragilidades sirvam de pretexto para o conservadorismo egoísta de alguns, disfarçado de fé religiosa, é o paradoxo a que estes estão condenados.

Palavra do senhor: eu!

*Lucas 10:36-37

2022/06/12

Porque hoje é domingo (123)

Neste domingo os comícios que a Igreja promove por toda a parte invocam um simples versículo do Evangelho onde se lê que “O Reino dos Céus está próximo” (Mateus 10,7). Estava próximo há mais de dois mil anos e continuará próximo enquanto houver um ser humano que precise desta promessa para sobreviver ás suas dificuldades, aos seus medos, aos seus desesperos.

Mas o que significa esta mensagem? O que é isso do Reino dos Céus, a menos que se trate do domínio espacial em que anda empenhada a investigação científica e o investimento turístico? E que falta nos faria o tal Reino dos Céus, fosse o que isso fosse? E quem criou este insatisfatório, penoso e tantas vezes cruel reino da Terra senão o próprio que promete um outro reino em vez deste?

Mas a Igreja não desiste do seu empreendedorismo, sob pena de deixar no desemprego milhões de sacerdotes e outros funcionários obedientes ao Vaticano.

2022/05/29

Porque hoje é domingo (122)

Julgava eu, na minha inocência, que Deus sabia tudo o que eu queria e que tudo fazia para me satisfazer, Ele que é amor e caridade e etc. Mas não, Jesus terá afirmado (João 16,23b-24): "Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa”.

Tantos milhões de crentes se arrastam neste vale de lágrimas e de mortos em guerras e catástrofes, pedindo nada mais do que piedade, e o truque de Jesus não dá resultado.

É o que pode acontecer quando se promete aquilo que não se pode dar.

Post scriptum: As promessas de vitória de Zelensky ao seu povo não são para aqui chamadas. Ou são?

2022/05/22

Porque hoje é domingo (121)

À falta de razão, de racionalidade, a Igreja insiste hoje (João 14,23.25-26) em embalar-nos num discurso indecifrável para nos convencer que “a verdade” nos transcende, logo, só temos que aceitar as suas palavras, os “ensinamentos” de um Deus que só os sacerdotes são capazes de entender e explicar. Aproveita-se da ingenuidade, da fragilidade, dos medos que habitam a condição humana, para nos submeter aos seus domínios de poder e de riqueza.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará”, isto é, se alguém me obedece, eu o defenderei” – eu, me, a Igreja, visto que só ela sabe o que Deus quer! E o que mais pode desejar alguém do que ter quem o defenda neste mundo de guerras e doenças, de pobreza e de incerteza?

E tanto que haveria para dizer sobre o amor...