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2024/01/14

Porque hoje é domingo 137

As homilias que os sacerdotes levam às missas neste domingo são as mais criativas, as mais fantasiosas e falaciosas, de tão estéril fonte em que se baseiam. É a religião a funcionar!

O texto que a Igreja invoca hoje (João1,35-39), é apenas mais um para confirmá-lo. Vendo Jesus que estava a ser seguido por três homens, voltou-se para eles e perguntou: ‘O que estais procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi, onde moras?’. Jesus poderia suspeitar de um assalto ou mesmo de motivações sexuais, mas cofiou e até os convidou para sua casa. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. O que aconteceu depois, ficamos sem saber além de que, a partir dali, muitos foram os que seriam aliciados para seguir Jesus. E ainda hoje o são – para seguir Jesus e não menos a mãe dele e o próprio Papa. Este, por sua vez, mora numa residência sumptuosa onde continua a receber visitas que fariam inveja ao próprio "Filho de Deus".

2023/07/14

Ver o Papa

"Para ver o Papa" - como dizem - haverá quem pague mil euros de estadia. Por muito menos eu vi o Papa e nem foi com essa intenção que fui a Roma. Eu não daria metade, nem q fosse para ver Sophia Loren ou Gina Lollobrigida, à janela, nos seus anos mais papáveis.

2021/10/17

Porque hoje é domingo (107)

Nas missas de hoje o tema é a apologia da humildade e do despojamento. E eu lembro-me da auto-designada "Sua Santidade", da riqueza incalculável do Vaticano e de todo o património da Igreja, mas também da respectiva ostentação. Afinal temos Papa ou papagaio?

2021/09/05

Porque hoje é domingo (102)

Conta o evengelista Marcos (Mc 7,31-37), hoje invocado nas homilias, que «trouxeram um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade».

Não era tempo da Igreja soltar a língua das mulheres católicas e deixá-las participar em igualdade com os homens na vida da Igreja?

2020/03/18

"Semana Santa" de 2020

Nesta semana haverá lava-mãos em vez de lava-pés? Pode ser que a Igreja aproveite para dar sinais de actualização.

Até porque Jesus deixava que outros (outras) lhe lavassem os pés com perfume - caso de Maria Betânia, irmã de Lázaro e não de Caetano.

2018/09/02

Porque hoje é domingo (95)

 As mãos sujas da Igreja

O Papa pediu perdão pelos casos de abuso sexual de crianças e adolescentes cometidos por padres e pediu “à Nossa Senhora” que ajude o clero na reparação de “tanta violência”.

Muito teria a Igreja que pedir perdão pela violência com que trata a Humanidade desde sempre, a quem acusa de estar contaminada desde o nascimento pelo que chama “pecado original”.

A Igreja tem vergonha do corpo humano. Para os cristãos, e não só, Deus criou as almas e o demónio criou os corpos que importa sacrificar até ao desespero para salvação do espírito. A Igreja humilha constantemente os seres humanos que considera pecadores por natureza – o seu deus lá saberá o que fez...

Em nome do combate à heresia, a Igreja Católica, quando pôde, promoveu falsos julgamentos, queimou “bruxas” e livros proibidos, torturou e matou. Não, a hierarquia católica não encobriu apenas entre 1975 e 2004 as denúncias para evitar o escândalo. Ela promove a violência desde sempre, antes do mais, na consciência dos crentes. É o papel das religiões em geral.

Para reparar os males futuros, a Igreja, que tem na sua história um cortejo interminável de vítimas,  teria que deitar o fogo aos paramentos, libertar as suas bibliotecas secretas, devolver aos crentes a riqueza extorquida, libertar o seu imenso património, fechar as caixas das esmolas e as portas do Vaticano. Só assim poderia “lavar as mãos” - para usar a metáfora central da homilia de hoje (Mc 7,1-8.14-15.21-23). 

Os poderes mais reaccionários deste mundo, porém, nunca lho perdoariam, de tal modo precisam do seu trabalho na repressão física ou psicológica dos povos. Para já não falar nas conveniências dos seus “bondosos” profissionais, a começar pelo próprio Papa. 

2016/08/01

Terrorismo e religião

A credibilidade é a chave do sucesso da banca… e da religião.

Na estratégia da guerra, mas sobretudo do terrorismo, a legitimidade conferida pela religião para a crueldade, o genocídio, o extermínio, é indispensável lá onde não haja a capacidade de atingir o mesmo através de meios militares e para-militares como tiveram Hitler e Estaline entre outros.

Só a religião tem a capacidade de incutir nos indivíduos o fanatismo necessário para o grau de crueldade que o terrorismo exige. Só a religião oferece uma razão à delinquência. Afinal, como se lê no Alcorão (Sura 8: 13-17), “Não fostes vós quem os matastes; foi Alá"!

Ao invocar motivações ou justificações religiosas, os terroristas levantam o véu que encobre o papel histórico das igrejas. Estas, ameaçadas nos seus negócios, procuram na fusão de iniciativas – tal como a banca – uma estratégia de reforço.

Até que "os lesados" se apercebam da natureza do contrato que fizeram com a religião.

2014/09/06

Porque hoje é domingo (53)

Que outra coisa fazem as religiões todas, a católica incluída, que não seja espalhar o terror?


Quem inventou os pecados e os castigos eternos? Quem ameaça com a perseguição constante do demónio e o fogo do inferno? Quem apoiou a dominação dos povos indígenas das regiões colonizadas de África e da América Latina, em nome da evangelização?

O terrorismo religioso, além de suportar as maiores atrocidades em nome do messianismo, aterroriza as consciências, o que não é menos grave.

Para que os piedosos discursos do Vaticano e das capelas cristãs implantadas pelo mundo, não fosse um exercício de hipocrisia acerca dos conflitos mundiais, seria necessário que reconhecessem o seu papel repressivo na História, e «corrigissem o erro» - como proclama a passagem do Evangelho que difundem neste domingo.

Do capítulo 18 da obra de Mateus, “as ovelhas do Senhor” ouvirão citar o versículo 15 que recomenda a censura discreta e fraternal do “erro”. Mas não as crueldades que referem outros versículos para quem não se “corrigir”.

É o caso do versículo 17 que diz “Se (o pecador) se recusar a ouvir, conte à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano(*).

E é o caso, ó Deus piedoso, dos versículos 6 a 9: “se alguém fizer cair no pecado um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. (…) Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno”.


Mas eu não ficaria de bem com a minha consciência, se não avisasse particularmente o nosso Primeiro-Ministro do que consta nos versículos 34 e 35:

(Parábola) "Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia".
(Conclusão) "Assim também fará meu Pai celestial a vocês se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão".


NOTA:
* Em vários textos da Bíblia os publicanos eram comparados aos piores tipos de gente.

2014/07/20

Porque hoje é domingo (50)

Nunca vi tanta liberdade ou tanta fantasia na interpretação de um texto bíblico, como a que hoje ouvi durante a homilia duma missa radiodifundida.

Na “parábola do semeador” que a Igreja invoca neste dia, Jesus Cristo usa o trigo e o joio como metáforas para o Bem e o Mal, afirmando que o joio deve ser exterminado: “Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, juntai-o no meu celeiro”. (Mateus 13:30)

O celebrante, porém, mais papista que o Papa e mais divino que o Deus, interpreta que devemos aceitar as diferenças, no nosso convívio com os outros, que devemos tratar bem o joio por razões de tolerância.

Bem pode o filho de Deus explicar mais adiante e já em reunião mais íntima com os apóstolos:
“Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. (Mateus 13:41-43)

Tá bem, tá. Sabendo que o povo não compreenderia tamanha crueldade do bom Deus que a todos perdoa, desde as putas aos banqueiros, o sacerdote mete-se à frente de Cristo e proclama mensagem politicamente correcta. É a Igreja que já não consegue esconder os paradoxos do Deus que inventou e, por isso, serve-se da “Virgem Maria” e do Papa para eclipsar a sua retórica absurda.

Ela sabe que a fé, filha do desespero, supera tudo. E que Jesus também disse na mesma oportunidade:

"Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis,e, vendo, vereis, mas não percebereis". (Mateus 13:13-14).

E assim, de disparate em disparate, se vai fazendo o ruído necessário para fingir que se diz alguma coisa. O que resulta sempre porque, em última análise, ninguém leva estas coisas a sério.


Desenho copiado AQUI

2013/03/15

O sexo dos anjos

Talvez um dia se saiba porque resignou o papa Bento XVI. Se é certo que estava velho e doente, é caso para perguntar quantos papas permaneceram novos e saudáveis até à morte...! A hipótese de existir um mal-estar na Cúria Romana por trás do seu próprio mal-estar, é muito provável.

Sobre isto, vale a pena atender a alguns comentários do dominicano brasileiro Frei Betto que classifica a Cúria Romana actual como um "ninho de cobras". Do mesmo artigo eu destaco e recorto para aqui outra passagem acerca das questões da sexualidade.

«A imagem da Igreja Católica está manchada, hoje, por escândalos sexuais e falcatruas financeiras. Não se espere do novo papa atitudes ousadas enquanto Bento XVI lhe fizer sombra na área do Vaticano. Mas seria uma irresponsabilidade o papa Francisco não abrir, no interior da Igreja, o debate sobre a moral sexual». A este respeito o padre brasileiro lembra que «apenas aos anjos é dado prescindir da sexualidade». E mais diz:

«Nesse tema, são muitas as questões a serem aprofundadas, a começar pela seleção dos candidatos ao sacerdócio. Já há uma instrução de Roma aos bispos para que não sejam aceitos jovens notoriamente afeminados – o que me parece uma discriminação incompatível com os valores evangélicos. Equivale a impedir o ingresso na carreira sacerdotal de candidatos heterossexuais dotados de uma masculinidade digna de Don Juan».

E mais adiante: «Facultar às mulheres o acesso ao sacerdócio implica modificar um dos pontos mais anacrônicos da ortodoxia católica, que ainda hoje considera a mulher ontologicamente inferior ao homem».

O artigo completo de Frei Betto está em alainet.org

2013/03/13

Conclave contra Chavez

É um argentino? Claro, quem havia de ser?!

Se a América Latina é “o continente da esperança” para a Igreja em crise, como dizia um bispo português há minutos, a região era já a esperança das correntes políticas progressistas no contexto de crise do capitalismo e desprestígio ideológico dos países socialistas. 

 
À palavra “Chavez” que tem sido chave para a autonomia e progresso da América Latina, numa afronta ao capitalismo e ao imperialismo norte-americano, a Igreja Católica contrapõe no Conclave (com chave!) um papa dali, na esperança que ele desempenhe para a região um papel idêntico áquele que desempenhou João Paulo II, o papa polaco, para a Polónia.

A César o que é de César? Só quem não conhece a História da Igreja. Francisco? Alguém virá dizer que é um tique populista?

Na primeira foto, Hugo Chavez, da Venezuela, com Cristina Fernandes Kirschner, da Argentina. Na segunda imagem, recorte do sítio RTP em 13/03/2013.

2012/07/28

Quando as mulheres não contam

Espero tratar, no próximo domingo, o milagre da multiplicação dos pães – assunto que será objecto das homilias desse dia, por todos os cantos do mundo. Mas uma notícia de hoje faz-me antecipar um breve comentário.

A cena passa-se na Palestina. Havia 5.000 homens à volta de Jesus, “sem contar mulheres e crianças”, diz o Evangelho!

Como foram contados os homens, não sei, que hoje em dia há sempre dois números: os da polícia e os dos sindicatos. Mas que as mulheres e as crianças não contem, isso é que me parece estranho.

Parecia! Até que vejo a notícia do Expresso de 2012-07-28, à hora de jantar, isto é, à hora de distribuir o pão:


«Novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé considera que a exclusão das mulheres da ordenação sacerdotal na Igreja Católica segue a "vontade e chamamento de Cristo».

2011/10/29

Crise... de vocações


A imagem aqui reproduzida é cabeça de um blogue de conteúdos religiosos cujo autor se diz “bacharel e mestre em Teologia”. Com ela, porém, o que eu pretendo é ilustrar o papel dos ateus convidados a participar numa cimeira inter-religiosa, tal como aconteceu no dia 27 em Assis, Itália.

Encontros ecuménicos ficam sempre bem, e quando se trata de rezar pela paz no mundo, a coisa ganha uma importância transcendente... Mas deixam-me confuso: então é preciso pedir a Deus para que o mundo viva em paz? O próprio Deus nunca se terá lembrado disso ou lembrou-se mas não quis ou simplesmente exige um quórum tão grande de requerentes que até os ateus fazem falta para atingi-lo?

A verdade parece-me ser outra mas receio que seja demasiado fastidiosa para expôr aqui. Em todo o caso, vou tentar.

Deus e o Demónio justificam-se mutuamente perante os homens. O Demónio cujo papel consiste em desviar o Homem dos caminhos de Deus, não teria qualquer papel sem Deus. E Deus, se não existisse o Demónio, seria dispensável para a Humanidade. Se o Demónio não existisse, tudo estaria normal, pacífico, estável; logo, nem o poder nem a bondade de Deus fariam qualquer falta ao Homem.


É por isto que a invenção do Demónio é indispensável à invenção de Deus, insisto. Além de resolver outra questão mais prática: sustenta a razão de ser dos “representantes de Deus", e dá a estes a autoridade de que precisam para “explicar” os mistérios sagrados - os quais, sendo mistérios, não é da vontade do Criador que sejam explicados!

Se a Humanidade poderia bem viver sem Deus nem Diabo, sem medo nem pecado, portanto, já os profissionais da religião não poderiam... Será que agora também os ateus vão ter os seus sacerdotes a cobrar uma dízima aos seus discípulos? Ao que chegou a crise... de vocações.

O encontro inter-religioso reuniu representantes de 300 religiões!  Bem poderia chamar-se a cimeira dos 300.

2011/04/28

Divino humor

Lembra-te homem, que és homem
- antes de seres empresário, ministro ou papa.

2010/04/07

A César o que é de César

e ao Papa o que é do Papa

Supõe-se que a intenção da Igreja esconder os sacerdotes criminosos nas paredes da instituição religiosa, seja preservar o prestígio da instituição, a credibilidade geral dos seus ministros. Nada que a distinga de qualquer outra instituição vulgar, nomeadamente as instituições políticas, mas que no caso e por razões obvias se torna muito mais grave: para além de sonegar os criminosos à Justiça e mantê-los em condições favoráveis à continuação das mesmas práticas, a Igreja remete para o domínio da crença o que pertence ao domínio da criminalidade civil!

Pode dar jeito à Igreja invocar uma frase atribuida a Jesus Cristo: «Não julgueis e não sereis julgados». Mas trata-se aqui, mesmo no plano da exegese, de reprovar o juízo subjectivo; não se trata de encobrir o erro com o silêncio, não se trata de ser permissivo perante o "pecado", como se percebe no episódio em que Jesus expulsa violentamente os "vendilhões", do templo.

Em vez de obedecer a Jesus Cristo que fazia atribuir «a Deus o que é de Deus e a César o que é de César», e em vez de preservar de facto o prestígio da Igreja, as autoridades religiosas arriscam tudo para evitar que a investigação escape ao seu controlo pessoal, o que pode fazer crer que receiam elas próprias ver-se acusadas. Não é o “pecado” que as preocupa, é o mêdo da Justiça.


Pode, enfim, ter Jesus Cristo fundado a sua igreja com os mesmos propósitos bondosos com que Deus teria inventado o Mundo e a Humanidade, mas é manifesta a imperfeição de tudo quanto “foi criado” – desde a Terra com as suas catástrofes até à Igreja com as suas vicissitudes.

Invocando o título de um livro de Gilbert Cesbron (*) que fala de “outra” Igreja Católica, de outros padres, de outras práticas, é caso para dizer que “Os santos vão para o inferno”.



Atrevo-me, enfim, a acrescentar que não é de santidade mas de sanidade o que o mundo precisa – coisa que as religiões nunca ajudaram a instalar, promotoras que são de mistérios e castigos, magias e humilhações de personalidade.

Amén !

* Escritor francês de inspiração católica. Livro de 1956.

2008/09/14

Like a virgin


Betancourt, que esteve recentemente na capital italiana para una visita de quatro días, foi recebida pelo Papa. Betancourt cumpria assim um dos seus desejos que expressou pouco despois da sua libertação na Colômbia.

«Betancourt ha aprovechado un encuentro con la prensa para renovar sus llamamientos a la guerrilla colombiana para que abandone las armas y luche por cambiar las cosas a través de la democracia. La ex candidata a la presidencia de Colombia ha pedido rezar para sacar a los jefes de la guerrilla del "autismo" en el que se encuentran, y en el que "en el que sólo se escuchan a sí mismos y no oyen las posiciones de los demás"».

Betancourt não pede ao seu amigo Uribe para abandonar as perseguições e os crimes sanguinários contra a população, mas não será por acaso que fala de autismo... É um assunto que lhe diz respeito! E este é o discurso que dá prémios internacionais e beijinhos ao Papa.

Talvez o Papa não chegue a ver a Virgem, como diz que ambiciona, mas a Íngrid já ninguém lha tira. Nem Carla Bruni.

Afinal se Bernardete foi santa sem saber sequer fazer o sinal da cruz, segundo os seus biógrafos, porque não há-de Betancourt receber tantas homenagens enquanto enquanto troca as vítimas pelos carrascos?

Como uma virgem, ignora a realidade.