Porque hoje é domingo (77)

Nas missas católicas deste domingo é invocada em versões naif e com as mais fantasiosas especulações sacerdotais, uma passagem do Evangelho (Lucas, 1) que trato de comentar.

Segundo a lenda, Isabel que era estéril e já com idade avançada, deu à luz um menino que se chamou João, e seis meses mais tarde, a prima dela, Maria, que era virgem, deu à luz Jesus.

Além da proximidade dos acontecimentos, outra coincidência se assinala: em ambos os milagres o respectivo anúncio foi feito por um anjo que disse chamar-se Gabriel.

Segundo contam os evangelistas sem que saibamos quem lhes contou a eles, as duas primas muito se alegraram e juntas agradeceram a Deus, mostrando-nos que o poder de Deus é infinito! Ou a imaginação dos evangelistas.

Nota curiosa é que o anjo que anunciou o nascimento de João, fizesse questão de informar expressamente o futuro pai, Zacarias, que o seu Joãozinho, “não beberia vinho nem bebidas fortes” quando fosse grande, o que nos leva a suspeitar que Jesus foi pouco escrupuloso nas bodas de Caná. Adiante; pela minha parte está perdoado.

Mais se sabe que o idoso pai de Joãozinho deixou de falar até ao nascimento do menino e que a idosa mãe se fechou em casa durante seis meses depois do milagroso nascimento. Tanto secretismo – passe o aparte – faz-nos lembrar o voto de silêncio de Lúcia, a “vidente” de Fátima!

Consumado o nascimento de João, foi o mesmo anjo Gabriel anunciar a Maria idêntico milagre – não que esta fosse velha (infértil, nunca o saberemos!) mas porque fosse virgem segundo testemunho dela própria...

Aqui chegados, as coisas ganham uma inegável importância política. Se não, reparem em que termos é que o mensageiro falou do nascimento inusitado de Jesus: “o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

Pela minha parte, fico por aqui. O resto deixo à consideração de quem me ler.

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