Ministro dos maus
negócios estrangeiros

Na passada segunda-feira e na sequência de uma viagem à Rússia, o Presidente da Bolívia foi impedido de regressar ao seu país, porque o avião militar que tranportava Evo Morales foi proibido de sobrevoar o espaço aéreo de França, Espanha, Itália e Portugal.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou ter cancelado o sobrevoo de Portugal e aterragem em Lisboa, alegando "considerações técnicas" mas há fortes indícios de que se tenha tratado de uma “indicação” da CIA – Estados Unidos da América. A versão da CIA, de que Edward Snowden, acusado de espionagem pelos Estados Unidos, estava a bordo, revelou-se infundada.

As razões razoáveis do Governo de Portugal estão por esclarecer, mas não é de admirar que o ministro Paulo Portas estivesse muito nervoso com a sua demissão do Governo nesse mesmo dia…

A questão que se coloca é de saber se também foi a CIA que o mandou demitir-se, ou se o fez à revelia dos seus mentores.

Mas que foi um "bonito serviço" prestado às relações de Portugal com a América Latina, está-se mesmo a ver pelas justas reacções da Venezuela, Equador, Argentina, Peru, Uruguai e o que mais virá!

Do Brasil:
“O noticiado pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença de Edward Snowden no avião do Presidente –, além de fantasiosa, é grave desrespeito ao Direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações. Acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores”. Dilma Rousseff


Na foto, Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, com Paulo Portas, Min. Negócios Estrangeiros de Portugal.

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