Análise psicológica das eleições


Na análise dos resultados eleitorais, um elemento determinante que parece estar a ser ignorado é que a função afectiva se sobrepõe à função informativa, nas eleições como em todos os fenómenos de comunicação. Isto é, a imagem dos concorrentes é indispensável à adesão dos eleitores.

As figuras de João Ferreira e Jerónimo de Sousa, sabe-se lá porquê, são pessoalmente simpáticas aos cidadãos sem preconceitos ideológicos, o que faz passar o conteúdo das suas mensagens, para além do mérito das mesmas e da coerência do PCP.

Marinho e Pinto, pela sua pose tipicamente popular, também cria empatia com os eleitores, com a vantagem de ser conotado com a denúncia dos poderosos e de não suscitar alergias ideológicas.

Já o estilo arrogante com que as figuras mediáticas do Bloco se apresentam, não compensado por uma consistência política credível ou por uma simpatia genuína, terá feito mais mossa do que a divisão criada pelo “Livre” de Rui Tavares e pelo MAS de Garcia. 
(João Semedo não entra nestas contas como parece não ter entrado na campanha).

Quanto ao estilo “abstenção violenta” de António José Seguro, em que a veemência do discurso morre na boca inexpressiva e na prática ziguezagueante, afasta mais eleitores descontentes do que as medidas agressivas do Governo.

Resto eu, mas não sou candidato. Oppps!

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