Há jovens e jovens

«Éramos jovens, mas duros. (...) Foi explicado aos soldados, maioritariamente açorianos, ao que iam e foi-lhes dito que a acção não era obrigatória. Ninguém quis ficar no quartel. Toda a gente quis vir» - dizia Rui Rodrigues, comandante das forças que ocuparam o aeroporto em Abril de 1974.

Quarenta anos mais tarde… quando vou tomar café ao Piolho, cruzo-me com centenas de jovens a cultivarem o ridículo, a futilidade e a imbecilidade como valor identitário – são as “praxes académicas” que haviam sido banidas a partir da crise estudantil de 1962, num contexto de luta pela liberdade e contra a guerra colonial.




O que vale é saber que uns e outros jovens não se distinguem pela geração a que pertencem mas sim pelos valores e comportamentos que perseguem na época em que vivem, entre a generosidade e a bestialidade.


O desenho foi recolhido no jornal Mudar de Vida

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