10/04/2018

Políticas venenosas


Passado o prazo de validade mediática do caso Serguei Skripal, ex-agente duplo russo-britânico, a primeira-ministra britânica Theresa Mary retoma agora a cartada do ataque químico na Síria, para manter os afectos feridos com a União Europeia e os Estados Unidos da América.

Uma vez mais estes aliados estratégicos dizem que “acreditam” na sua própria versão e mais uma vez adiantam acusações e prepararam-se para “retaliar”. Que "o regime" sírio negue e que a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) ainda esteja a investigar as acusações é o que menos interessa para os fins que prossegue "o regime" da UE e dos EUA, claro.

Porque será que isto nos faz lembrar o suposto ataque atribuido ao “regime sírio” em... Abril de 2017?

O melhor é reler o artigo que AQUI publiquei então.

1 comentário:

antónio m p disse...

Notícia de 11 de Abril:
«A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) terminou de investigar o caso Skripal e enviou os resultados ao governo britânico nesta quarta-feira (11)».

Pergunta:
Para quê? Os incendiários do Ocidente não julgaram, acusaram e condenaram já a Rússia e "o regime de Assad"? Não está já o governo de Theresa May, frustrado por razões internas, a preparar um ataque à Síria, tal como Donald Trump? Provas para quê? O que os move é a fé maligna na dominação imperial e ideológica, além da mesquinha afirmação pessoal.