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2015/08/17

Quem está contra Dilma

A corte conspira. Multiplicam-se os cartazes com apelos à intervenção militar. Dilma não está envolvida nos escândalos que tanto enervam a Oposição e a imprensa brasileira mas, dizem, "se não foi ela, foi gente do seu partido". 

Por esta lógica, onde já estariam Passos Coelho e Cavaco Silva? E o novo rei de Espanha, Filipe VI? E o Papa Francisco?...

De resto, nas manifestações que a campanha mediática do Brasil (e Portugal!) desenvolvem contra Dilma, não se vê nem se ouve a população que saíu da miséria e do analfabetismo por obra do PT - são mais banhistas e gente bem trajada e bem-falante.

Finalmente, de que é acusada, a presidente eleita do Brasil??? De ser de esquerda, confessem! Atrás das tropas de choque, já começam a mostrar-se os generais dos insurrectos.

"Venho como cidadão indignado com a corrupção, com a mentira, com a incompetência desse governo, que vem fazendo tão mal aos brasileiros", disse o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (na foto, à esqª), derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado. Como alguém comentava, o PSDB de Aécio já está a jogar para as eleições de 2018.

Nota final:
No mesmo dia 16 em que decorriam manifestações contra o governo de Dilma, decorria uma manifestação a favor do Governo e do PT, promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos e pela CUT (Central Única dos Trabalhadores). Dela não há notícia em Portugal.

2014/10/30

Um lamaçal de esquerda

Com amigos destes à esquerda, bem pode a direita política ficar descansada!...

Ora reparem como fala o esquerdista ODiario.info em editorial, acerca de Dilma Rousseff:

«Dilma vai enfrentar um Congresso mais desfavorável do que o anterior, o que a obrigará a fazer grandes concessões a partidos que não a apoiaram. Na opinião da maioria dos observadores, o futuro governo realizará uma política mais conservadora do que a do primeiro mandato.

A Reforma Agrária não avançará e a repressão que atinge em diferentes estados o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra-MST aumentará com a complacência do governo federal.

Na política externa é previsível uma acentuada guinada à direita. Dilma tudo fará para melhorar as relações com os Estados Unidos e outras potências imperialistas, distanciando-se de Cuba e dos governos progressistas da Venezuela bolivariana e da Bolívia. A revisão da política internacional atingirá também a participação do Brasil nos BRICS e em organizações de integração latino-americana como a UNASUL e a CELAC.

O apelo de ontem à união do povo brasileiro, puramente retórico, não será ouvido.

O Brasil entrou em recessão. O PIB cai, a desigualdade social cresce, a inflação sobe. Os escândalos – sobretudo o da Petrobras - suscitam a indignação popular. A corrupção no aparelho de estado alastra. O Pais está mergulhado num lamaçal.

Tudo indica que as manifestações do descontentamento popular, que atingiram grande amplitude em Junho e Julho, se ampliarão no próximo ano.»


nota:
Só os destaques são meus.

2013/06/22

Dilma vs Coelho

Quando Dilma Rousseff diz que “é a cidadania e não o poder econômico quem deve ser ouvido em primeiro lugar”, ela está a ser sincera. Ela que foi presa e torturada por se opor ao autoritarismo no Brasil.


Quando Passos Coelho diz: “sabemos para onde queremos ir e não vamos desistir”, também está a ser sincero!...
E quando Poiares Maduro, adjunto de P. Coelho, diz que “um dos grandes problemas em Portugal é que tudo é contestado”, fala com a mesma convicção.

Moral da história: não é o grau de convicção mas o grau de solidariedade social e o sentido de justiça que distinguem os políticos.