Neste domingo os comícios que a Igreja promove por toda a parte invocam um simples versículo do Evangelho onde se lê que “O Reino dos Céus está próximo” (Mateus 10,7). Estava próximo há mais de dois mil anos e continuará próximo enquanto houver um ser humano que precise desta promessa para sobreviver ás suas dificuldades, aos seus medos, aos seus desesperos.
Mas o que significa esta mensagem? O que é isso do Reino dos Céus, a menos que se trate do domínio espacial em que anda empenhada a investigação científica e o investimento turístico? E que falta nos faria o tal Reino dos Céus, fosse o que isso fosse? E quem criou este insatisfatório, penoso e tantas vezes cruel reino da Terra senão o próprio que promete um outro reino em vez deste?
Mas a Igreja não desiste do seu empreendedorismo, sob pena de deixar no desemprego milhões de sacerdotes e outros funcionários obedientes ao Vaticano.
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2022/06/12
2022/05/22
Porque hoje é domingo (121)
À falta de razão, de racionalidade, a Igreja insiste hoje (João 14,23.25-26) em embalar-nos num discurso indecifrável para nos convencer que “a verdade” nos transcende, logo, só temos que aceitar as suas palavras, os “ensinamentos” de um Deus que só os sacerdotes são capazes de entender e explicar. Aproveita-se da ingenuidade, da fragilidade, dos medos que habitam a condição humana, para nos submeter aos seus domínios de poder e de riqueza.
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará”, isto é, se alguém me obedece, eu o defenderei” – eu, me, a Igreja, visto que só ela sabe o que Deus quer! E o que mais pode desejar alguém do que ter quem o defenda neste mundo de guerras e doenças, de pobreza e de incerteza?
E tanto que haveria para dizer sobre o amor...
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará”, isto é, se alguém me obedece, eu o defenderei” – eu, me, a Igreja, visto que só ela sabe o que Deus quer! E o que mais pode desejar alguém do que ter quem o defenda neste mundo de guerras e doenças, de pobreza e de incerteza?
E tanto que haveria para dizer sobre o amor...
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2020/04/13
Entre a fé e a estupidez
«O incitamento ou ajuda ao suicídio é um crime contra a vida, que consiste no provocar, incitar ou estimular alguém a suicidar ou prestar-lhe auxílio para que o faça. Indução ao suicídio é a criação de propósito inexistente, ou seja, a pessoa que se suicida e que não tinha essa intenção ou objectivo inicialmente».
2010/01/17
Mistérios da fé
DAS NOTÍCIAS:
«Na ruas de Porto Principe, ao lado de ruínas e cadáveres, os haitianos rezaram e louvaram a Deus».
E eu pergunto, com o maior respeito pelo desespero dos que rezam mas sem a pressão insuportável do seu sofrimento: louvaram a Deus, porquê?
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