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2010/10/27

À porta fechada

Há realmente coisas que só podem ser feitas à porta-fechada. Vergonhas! Aqui ficam dois exemplos.

Dizem as notícias que «O Ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, esteve na residência oficial do Primeiro-Ministro, depois de se ter encontrado a sós com o líder negocial do PSD, Eduardo Catroga (na foto), antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva».

Dizem os comentadores afectos ao “arco da governação” que a escolha de Eduardo Catroga tem méritos incontestáveis. Diz Jerónimo de Sousa, no seu estilo metafórico de grosso recorte, que tal encontro é “conversa de alcova”.

Verdadeiramente pornográfico, porém, é este texto do Diário da República:

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA
Instituto Superior de Economia e Gestão
Despacho (extracto) n.º 9405/2010
Por despacho do Presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, de 1/09/08, proferido por delegação do Reitor da mesma Universidade de 25/05/2007:
Eduardo de Almeida Catroga — contratado, por conveniência urgente de serviço, em regime de contrato administrativo de provimento, para o exercício das funções de Professor Catedrático Convidado, a tempo parcial 0 %, além do quadro deste Instituto, com efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008. (não carece de fiscalização prévia do T. C.).
26 de Maio de 2010. — O Presidente da Escola, Prof. Doutor João Duque.

Diário da República, 2.ª série — N.º 107 — 2 de Junho de 2010


Quem me enviou esta informaqção por e-mail, juntava o seguinte comentário que julgo útil transcrever para quem não entender à primeira:

«Se contratado para o quadro a 0% do tempo, eu diria que talvez fosse para não trabalhar mas para ter o lugar garantido. Agora contratado para além do quadro a tempo parcial 0% e ainda por cima com efeitos retroactivos a 01/09/2008, desculpem mas não entendo. Vá-se lá saber das intenções...

Com certeza que Mário Crespo, quando se voltar a cruzar com João Duque (na foto) no seu programa 'Plano Inclinado', não deixará de lhe pedir que explique como este despacho irá contribuir para o desenvolvimento da ciência económica em Portugal».


Eu pergunto se serão situações destas que preocupam a Direita quando se refere a pessoas que ganham dinheiro sem trabalhar!?

2010/03/30

Militâncias baratas

Já não tarda muito para mais um encontro histórico, digo estóico de militantes do PSD português. Como soi dizer-se entre os artistas que querem vender, “o que interessa é que falem de nós, mesmo que seja para dizer mal”.

E os meios de informação encarregam-se de “cumprir” a sua parte até à exaustão, desde logo na SIC do fundador do PSD, desde logo nas entrevistas e debates de Mário Crespo que andam a criar gordura e fastio depois de tempos em que foram interessantes. Aqui fica este registo, “tão importante que ele é”.

Depois da magna reunião extraordinária do PSD em 13 de Março, e da não menos magna eleição do presidente do partido em 26 de Março, vem aí uma reunião ordinária a 9 de Abil. Se as entradas fossem a pagar, estes espectáculos seriam talvez suficientes para resolver o problema financeiro do partido.

De resto, esta questão das massas talvez seja objecto de discussão no próximo encontro, além da contra-votação da “lei da rolha”. E se digo isto é porque Luís Filipe Menezes tinha um sonho em 2008, que era a abolição do pagamento das quotas.

Aqui estaria, quanto a mim, um elemento distintivo em relação ao PS, tanta falta que tais elementos estão a fazer à credibilidade do “partido da alternância”, visto que até nesta matéria são iguais: quotas mínimas anuais de 12 euros.

Pois é verdade, acabo de saber por aqui que, para ser militante do PS basta pagar 1 (um !) euro por mês. E nem é preciso sair de casa – pode-se enviar a inscrição pela internet.
«É um espectáculo!»


Ai como é fácil lutar pelo "socialismo". De resto, há até quem receba para isso. E muito – como se vai sabendo. Alegadamente!