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2019/12/23

Balanço de 2019

No domínio da Informação não só deturpar ou mentir é desinformação ou a contra-informação, também "esquecer", ignorar, censurar.

É sabido que a Humanidade sofre geralmente de amnésia histórica. Mas é muito estranho que jornalistas, analistas e comentadores, convidados nesta altura a nomear figuras e acontecimentos relevantes do ano, não se recordem de nada que tenha ocorrido há mais de dois ou três meses...

A greve dos motoristas de matérias perigosas, em Portugal, o recrudescimento dos distúrbios em França com os Coletes Amarelos e em Espanha com os movimentos independentistas, o Brexit no Reino Unido, os incêndios na Amazónia, o golpe de estado na Bolívia e a tentativa fracassada de invasão da Venezuela, foram acontecimentos históricos importantes no ano de 2019.

A tomada de posse de Jair Bolsonaro, no Brasil, e de Boris Johnson no Reino Unido, a proposta de destituição de Donald Trump, a eleição de Zelensky na Ucrânia e o regresso ao poder de Cristina Kirchner, na Argentina, devido à eleição de Alberto Fernández para a presidência, apresentam nomes com uma importância muito significativa que se destacaram em 2019 pela importância para o futuro dos seus países e da ordem mundial. E como ignorar, abandonar, Assange e Rui Pinto?

2017/09/15

Más figuras autárquicas


Sabemos que as candidaturas às eleições autárquicas se prestam à exibição de más figuras políticas e físicas, devido ao amadorismo dos candidatos. Mas que duas profissionais façam tão má figura é desolador. Falo de Judite de Sousa como moderadora no debate sobre Loures e de Joana Amaral Dias como candidata no debate sobre Lisboa.

(Imagem reeditada)

2016/07/13

O homem dos lixos

De passagem, entrei num café onde nunca tinha estado. Um espaço pequeno com um pequeno balcão quase escondido a um canto. Em torno do balcão, os poucos clientes com ar de enfado. Aproximo-me. Peço um café. Sinto o cuidado com que dois deles me facilitam a aproximação. Reparo que ninguém fala e que a minha presença lhes causa estranheza.

O café é-me servido com manifesta deferência. Agradeço, pago, agradece, retiro-me para uma mesa. Na parede, um televisor passa as notícias já muito repetidas em diferentes horários e diferentes canais: fulano disse, cicrano comentou o que fulano disse, beltrano comentou o que cicrano acabava de comentar sobre o que fulano terá dito ou alguém disse que disse.

Um dos presentes, envergando uma farda de trabalhador municipal da recolha de lixos, afasta-se para a porta a fumar um cigarro enquanto quebra o silêncio geral com esta lamúria sem destinatário: “Acabou o futebol, agora temos isto!...”.

E eu percebi que o homem não sabia apenas do lixo que fazem os cidadãos comuns mas também daquele outro com que os chamados orgãos de comunicação social entopem o espaço informativo. Mais: ele resumia em meia dúzia de palavras uma tese de Umberto Eco sobre a ilusão de diversidade que adviria com a multiplicação de canais.

2016/05/26

Bastidores da Tv: "Nós os jornalistas"

Há os vaidosos que são jornalistas, como Daniel Oliveira (o do Eixo do Mal e não o outro), e há os jornalistas que são vaidosos, como um tal José Gomes Ferreira (o do Negócios da Semana, não o poeta). Até parece que o demo se vinga da bondade de uns, atribuindo o seu nome a outros.

"Nós jornalistas" é a expressão mais "recorrente" de J. Gomes Ferreira, cujas "perguntas" deixam pouco espaço aos entrevistados para as respostas que era suposto justificarem a sua presença. E isso faz-me lembrar um episódio passado numa reunião de produção a que assisti há uns anos na RTP.

A certa altura, a apresentadora "puxou dos galões" para argumentar contra o realizador, nestes termos: "É que sou eu que dou a cara no programa!". Resposta oportuna da directora: "Hoje és tu; amanhã, não se sabe...".

Fica aqui o conselho ao J. G. Ferreira: tente saber o que é feito de muitos jornalistas, vedetas e estrelas do passado da Televisão que foram devolvidos à sua condição de pessoas comuns, de um momento para o outro e sem saber porquê.

A propósito, segue uma "peça jornalística" recolhida no Youtube

2016/05/16

Zangam-se as comadres...

Octávio Ribeiro, director do Correio da Manhã desde 2007, não é um jornalista recomendável, mas o excerto de uma entrevista que ele deu ao “Sol” em 2013, conta alguns episódios interessantes das pessoas com quem se relacionou, de que cito apenas esta pequena passagem:

OR - quem convida o josé eduardo moniz para a tvi é o belmiro (de azevedo), apesar de já estar

SOL - como é a sua relação com (josé eduardo) moniz?
OR - da minha parte é de respeito.

SOL - mas não é por causa dele que sai a segunda vez da tvi?
OR - não é por causa dele, é porque não me revia na forma como se geriam as pessoas. acho que os trabalhadores não precisam de ser servis para serem competentes e eficazes.

SOL - essa é a fase em que era frequente a tvi ter profissionais emprateleirados?
OR - sim. havia decisões de uma violência inaudita e injusta. a mim nunca me atingiram, bem pelo contrário, mas não consigo estar alheado do que se passa à volta.

2015/12/11

Não se pode decapitá-los?

Lia-se ontem, em título na revista Visão: «Costa decapita direção do grupo parlamentar». 

Alarmado com esta inesperada radicalização de António Costa, corre-me o olhar para o corpo da notícia. Fico a saber que "decapitar" é convidar deputados para integrarem o novo governo!!! 

Ficou explicada a razão porque o PCP e o BE não quiseram integrar o novo poder executivo.

Sempre prontas e prontos a manifestar aptidões intelectuais que não têm, é frequente termos de levar "literalmente" com expressões erradas e comentários estúpidos daqueles cuja profissão depende, antes de mais, de saber falar. 

"Temos que saber com que linhas nos vamos cozer, literalmente"! - dizia pomposamente uma apresentadora de um programa de televisão, da tarde. Dizem outros, todos os dias. É a palavra da moda, qualquer coisa do tipo, tás a ver?! 

Não se pode decapitá-los

2014/10/26

Porque hoje é domingo (58)

Imaginem que Jesus Cristo, qual primeiro-ministro do seu reino espiritual, dá uma conferência de imprensa, e que os jornalistas tentam comprometê-lo. Foi isso que se passou naquele dia em que os fariseus, os saduceus e outros jornalistas, digo outros doutores, tentaram fazê-lo cair numa armadilha, fosse por razões políticas ou editoriais.


Talvez Jesus tenha começado por dizer “ainda bem que me faz essa pergunta…”. Não sei, o que consta nas “sagradas escrituras” é que o Senhor foi respondendo com inteligência e sabedoria e acabou por encostá-los à parede, por assim dizer, com uma pergunta a que eles não souberam responder.

O episódio original de que não há imagens…, é narrado no Evangelho (Mateus 22:17-46) para exaltar a superioridade de Jesus sobre os seus adversários intelectuais, no que pode ter sido bem sucedido. Mas levanta a questão da parcialidade do narrador, sendo ele um dos doze apóstolos de Cristo. Tanto mais que o Levi, como o apóstolo era conhecido enquanto foi cobrador de impostos, lhe teria ficado eternamente grato por Jesus o ter reabilitado aos olhos da população.

Afinal, aqui como em todo o jornalismo, sobreleva a credibilidade do repórter, o que remete sempre para as suas cumplicidades ou a sua independência.

2014/10/10

Brasil já escolheu

No “campeonato nacional” das presidenciais, do passado domingo, o Brasil escolheu: Dilma Rousseff ganhou as eleições com 41,59% enquanto Aécio Neves teve 33,55% e Marina Silva teve 21,32%. Dilma recebeu mais oito milhões de votos do que o segundo classificado.
Mas…


Mas Dilma não é da família política do PS nem do PSD, como são Marina e Aécio, respectivamente. 
Logo…

Logo, as notícias em Portugal não são a vitória de Dilma Rousseff mas sim…

QUE Dilma Rousseff, do PT, conseguiu a vitória, mas não os votos suficientes para evitar uma 2ª volta.
QUE Aécio Neves vence primeira volta… em Portugal.
QUE Aécio e Dilma decidem presidência do Brasil na segunda volta

Agora, a notícia é que o Partido Socialista brasileiro vai apoiar o social-democrata Aécio Neves na segunda volta das eleições presidenciais, a 26 de Outubro, para impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

E a (minha) previsão é que os órgãos de Informação em Portugal já afiaram as unhas para arranhar o  Partido dos Trabalhadores. Mais certa do que a previsão da Datafolha!

O Instituto Datafolha, um dos principais centros de sondagens e estudos do país, divulgava em 10 de Setembro a sua sondagem, em que Dilma Rousseff surgia com 36% dos votos, seguida de Marina Silva com 33% e do social-democrata Aecio Neves com 15%.

Quanto à segunda volta, Datafolha já está a fazer o seu trabalho...


Nota: A primeira volta das eleições gerais brasileiras de 2014, realizadas no dia 5 de outubro destinaram-se a escolher não só o presidente da República, mas também os vinte e sete governadores das unidades federativas, um terço dos membros do Senado Federal, a totalidade dos membros da Câmara dos Deputados e os representantes dos poderes legislativos estaduais.

2014/08/10

Sebastião Salgado além do fotógrafo

«Alguns dizem que sou fotojornalista. Não é verdade. Outros, que sou militante. Também não é verdade. A única verdade é que a fotografia é a minha vida. Todas as minhas fotos correspondem a momentos que vivi intensamente. Todas essas imagens existem porque a vida, a minha vida, me levou até elas. Porque havia uma raiva dentro de mim que me levou àqueles locais.


Por vezes fui levado por uma ideologia, outras, simplesmente pela curiosidade ou pelo desejo de estar em determinado local. A minha fotografia não é nada objectiva. Como todos os fotógrafos, fotografo em função de mim mesmo, daquilo que me passa pela cabeça. Daquilo que estou a viver e a pensar no momento. E assumo-o.»

Excerto do livro “Da Minha Terra à Terra”, de Sebastião Salgado.

Talvez este post devesse ficar por aqui, pelas palavras do autor citado. Mas não resisto a observar a seriedade corajosa com que Sebastião Salgado assume que a fotografia, toda a fotografia, é subjectiva. Afinal não é subjectiva toda a informação? Não escolhe o jornalista o assunto, o enquadramento, as testemunhas, os comentários ou os comentadores…? Sobretudo: não escolhe o jornal, os jornalistas? Ó se escolhe! Ora o problema é fingirem que não, fingirem que são objectivos, os que fingem.


A foto a preto e branco, de S. Salgado, foi recolhida em http://obviousmag.org/

2014/02/15

Olhares míopes sobre a Venezuela

Sabe-se lá porquê…, uma estação de televisão tem feito nos últimos dias referências muito duvidosas à situação política que se vive na Venezuela. Talvez seja a dificuldade de ver o que lhe está (ideologicamente) longe.

O facto é que uma manifestação “de estudantes”, em protesto contra o Governo, desencadeou acções violentas que fizeram três mortos e dezenas de feridos. Mas a notícia é que existem milhares de opositores ao "chavismo".

O que a estação apresenta como notícia, não são os métodos violentos e criminosos de algumas organizações anti-chavistas, na sequência de acções do mesmo tipo desencadeadas noutras alturas; o que o jornalista releva é a existência de oposição como se não houvesse também manifestações a favor e com grande expressão. E faz supor que a violência é desencadeada pelo Governo.

Nem mesmo a EFE que testemunhou os acontecimentos no local, lhe modera o ímpeto, quando esta agência de notícias diz:

Várias cidades venezuelanas foram hoje palco de manifestações a favor e contra o Governo, com a oposição a pedir mudanças e o 'Chavismo' a denunciar um plano para desestabilizar o país. Um grupo que participava numa marcha da oposição separou-se do protesto, junto à Procuradoria-Geral da República, tendo ocorrido depois confrontos com a polícia.

A fotografia seguinte, da Reuters, mostra bem o caracter “pacífico” dos manifestantes que foram confrontados com a polícia!... Para quem protesta contra a falta de segurança, os métodos não poderiam ser mais "adequados"!

2013/05/15

Bom proveito (1)



A maior qualidade que pode ter um jornalista não é a simpatia nem a arrogância, é a independência do poder e a credibilidade. O mesmo se dirá de um programa de informação.

«O que fica do que passa» é um destes casos raros e passa no «Canal Q», ás 14h30 de segunda-feira, com repetição na terça-feira à noite, pelo menos, na posição 15 da Zon e do Meo.

Sem os formalismos circenses nem o ruído pseudo-democrático de alguns debates, convida quem sabe ou tem ideias bem fundamentadas, e deixa os convidados falarem. É desaconselhável para quem prefere propaganda.

Bom proveito!

2012/12/06

«RTP: o fim anunciado»

O título que dou a este artigo é o nome de um livro que José Barata-Feyo publicou em 2002. E dele recolho algumas passagens oportunas dez anos depois.

«O Governo nomeia o conselho de gerência ou de administração que, por seu turno, nomeia os directores bem como as macro e micro-estruturas da empresa. Todos se tornam assim, de alto a baixo, criaturas e potenciais instrumentos do governo».

Logo a seguir, cita Victor Cunha Rego, fundador do PS e que foi presidente da televisão portuguesa em 1982 e para quem «A RTP é um prolongamento do aparelho ideológico do Estado».

Até aqui, nada que nos surpreenda. Precisaria apenas, pela minha parte mas também em coerência com o seu pensamento, que a dependência dos jornalistas e dos quadros da empresa de comunicação não é menor nas estações privadas, antes pelo contrário. E que a dependência do governo a que "todos" os trabalhadores estão sujeitos não deve entender-se como adesão ideológica mas sim como desempenho profissional, tal como os operários em relação aos patrões. Outra coisa são os gestores de conteúdos.

«Quanto ao processo da morte da RTP – escrevia Barata Feyo há dez anos! – ele foi anunciado pelo primeiro-ministro Cavaco Silva, em vésperas de eleições presidenciais. Na corrida de 1991 para Belém, Pinto Balsemão, fundador do PSD, fez saber que poderia candidatar-se pelo seu partido contra Mário Soares, apoiado por Cavaco Silva e pelo aparelho do PSD. Balsemão renunciou à sua candidatura. Porquê? – pergunta Barata Feyo. E acrescenta: - Eles lá saberão».

«Cavaco Silva e o PSD acabaram com a taxa de televisão (…), obrigaram a RTP a vender ao desbarato os seus emissores e, a seguir, a alugá-los por um preço que, ao fim de três anos, já implicava prejuízo para a empresa». O jornalista desenvolve a seguir aquilo a que chama «manobra da asfixia da RTP», nomeadamente as limitações drásticas das receitas de publicidade. E denuncia a estratégia de sacrifício da RTP para criar condições vantajosas para os investidores privados que aguardavam o seu dia.

«Serviço público de televisão com um ou dois canais? – pergunta-se Barata Feyo, fazendo eco da questão que corre nessa altura. E responde que «a questão é capciosa» porque «o fecho de um canal implica, a prazo, o fim do outro, condenado a fazer uma programação desléxica que o vai empurrar para audiência residuais».

À parte a suspeição em torno das razões da renúncia de Balsemão, estas e outras análises afins foram primeiramente expostas pela Comissão de Trabalhadores da RTP em sucessivos comunicados e entrevistas com entidades influentes no processo. Isso não tira minimamente o mérito de Barata Feyo, pelo contrário. Serve apenas para evidenciar que ninguém pode fingir que não tinha consciência do que se passava.

Invocar estas estratégias do PSD e o papel central do astucioso Cavaco Silva ao longo dos tempos, onde pontificam figuras tão persistentes na vida pública como Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Proença de Carvalho* e outros, serve para lembrar que nem a estratégia nem os estrategas trazem novidades ao conflito entre a defesa e a destruição da televisão pública. Nalguns casos o despudor dos governos chega ao ponto de nomeá-los para a administração da própria empresa que combatem. Entre os inimigos externos, os internos e os infiltrados, a RTP tem sido vandalizada pelos partidos, com sacrifício dos profissionais independentes do Poder, e do serviço que é suposto prerstar à população.

Entretanto, o mais repugnate - mas não importante - é o oportunismo individual de algumas personagens deste drama que se exibem nos palcos a chorar e a sangrar porque foram vítimas dos jogos a que se prestaram.

*A minha referência a Proença de Carvalho que foi presidente da RTP em 1979, não é extraída do livro mas do meu conhecimento directo. Nota curiosa é que ele seja da mesma terra que Barata Feyo, a Soalheira, na Beira Baixa. A coincidência fica por aqui!

2012/09/03

Julian Assange falou...

... mas "o Ocidente" não quiz ouvir.

Foi no dia 31 de Agosto que Julian Assange, exilado na embaixada do Equador em Londres, concedeu uma entrevista a Jorge Gestoso, da Telesur, para falar daquilo que não interessa aos orgãos de Informação alinhados com os Estados Unidos da América.

2012/04/26

Brincando às casinhas

Hugo Chavez, que será recandidato à presidência da Venezuela em Outubro próximo, distribui gratuitamente duzentas e vinte mil casas, este ano, a cidadãos carenciados. Isso, segundo Telesur sediada na Venezuela, é política social revolucionária. E pode ser.
Juan Manuel Santos, que será recandidato à presidência da Colômbia… em 2014, distribui gratuitamente cem mil casas a cidadãos carenciados. Neste caso… é “demagogia para ganhar votos”, segundo a mesma Telesur, isto é, dando voz à Oposição interna da Colômbia.

A Telesur que se cuide se não quer ser igual ou pior do que a informação manipulada da burguesia que tanto ataca.

2010/03/30

Militâncias baratas

Já não tarda muito para mais um encontro histórico, digo estóico de militantes do PSD português. Como soi dizer-se entre os artistas que querem vender, “o que interessa é que falem de nós, mesmo que seja para dizer mal”.

E os meios de informação encarregam-se de “cumprir” a sua parte até à exaustão, desde logo na SIC do fundador do PSD, desde logo nas entrevistas e debates de Mário Crespo que andam a criar gordura e fastio depois de tempos em que foram interessantes. Aqui fica este registo, “tão importante que ele é”.

Depois da magna reunião extraordinária do PSD em 13 de Março, e da não menos magna eleição do presidente do partido em 26 de Março, vem aí uma reunião ordinária a 9 de Abil. Se as entradas fossem a pagar, estes espectáculos seriam talvez suficientes para resolver o problema financeiro do partido.

De resto, esta questão das massas talvez seja objecto de discussão no próximo encontro, além da contra-votação da “lei da rolha”. E se digo isto é porque Luís Filipe Menezes tinha um sonho em 2008, que era a abolição do pagamento das quotas.

Aqui estaria, quanto a mim, um elemento distintivo em relação ao PS, tanta falta que tais elementos estão a fazer à credibilidade do “partido da alternância”, visto que até nesta matéria são iguais: quotas mínimas anuais de 12 euros.

Pois é verdade, acabo de saber por aqui que, para ser militante do PS basta pagar 1 (um !) euro por mês. E nem é preciso sair de casa – pode-se enviar a inscrição pela internet.
«É um espectáculo!»


Ai como é fácil lutar pelo "socialismo". De resto, há até quem receba para isso. E muito – como se vai sabendo. Alegadamente!

2008/11/22

Liberdade de desinformação


Título da notícia:
Três pessoas detidas por fazerem graffitis racistas contra Obama

Lide da notícia:
A polícia de Nova Iorque prendeu três pessoas acusadas de pintar 40 carros com graffitis racistas, incluindo mensagens contra o recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama»

Corpo da notícia:
O ‘ataque’ aos carros aconteceu no passado dia 13 em Mastic, Long Island, poucos dias depois de um imigrante equatoriano ter sido morto à facada em confrontos que envolveram sete adolescentes em Patchougue, cerca de 16 quilómetros de onde foram feitos os graffitis.

Numa das mensagens podia ler-se «Matem Obama».

Os suspeitos, todos residentes em Shirley, foram acusados nesta sexta-feira por vandalizarem bens alheios e promoverem mensagens racistas. Foram libertados enquanto esperam por ser ouvidos em tribunal.
(SOL com agências)


Digo eu:
Se isto é informar, o que é desinformar? Este Sol não se aguenta - queima! O incitamento à violência e, por força de razão, ao assassínio e, por reforço da razão, ao assassínio do presidente da república, é crime em qualquer país civilizado. Tão grave, pelo menos, como incitar à morte do autor deste artigo.


Título sério:
Pessoas detidas por incitarem à morte de Obama.

2008/07/20

A sagrada família

Assisto na televisão actual às conversas de Marcelo Rebelo de Sousa, de António Vitorino, de Pacheco Pereira... Enfim, a sagrada família social-democrata. E vem-me à memória...

Marcelo Caetano, último ditador português, sucessor de Salazar, defensor da polícia política e da censura, tinha um programa na RTP que se chamava "Conversas em Família". Dizia ele com a pose familiar, simpática, quiçá sedutora dos bons comunicadores:

«Há por aí frequentes queixumes de que não temos por cá informação completa. Nada, porém, do que de verdadeiro se passa e que ao público interesse deixa de ser trazido ao conhecimento dele».

Isto é: o ditador coloca a premissa de que ao regime compete determinar "o que ao público interessa” e, a partir daí, não há falta de informação...

Hoje temos outro regime, este saído do 25... de Novembro de 75. E com ele o poder dominante deixou de escolher os assuntos; escolhe as pessoas que escolhem os assuntos.

2007/04/16

história do futuro



Porém, decerto, a realidade será ainda mais criativa do que a imaginação. Pelo menos tem sido assim com a História.

Aproveito para mandar beijos à Microsoft, abraços ao Google e cumprimentos a todos.