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2023/05/25

Uma sessão do parlamento

Depois de organizados na mesa da presidência os dossiers e os copos de água a contento do senhor presidente e dos secretários, foi declarada aberta a sessão. Passavam já largos minutos da hora marcada, mas ninguém estranhou - eram todos portugueses, estavam habituados.
O presidente teve ainda a prerrogativa de anunciar a ordem dos trabalhos, mas logo um deputado da oposição pediu a palavra. "Para que efeito?" - perguntou o presidente. "É para apresentar um ponto de ordem à mesa, sr. presidente". Surpreendido, o presidente ripostou: "Mas os trabalhos ainda não começaram sequer...". "Por isso mesmo, senhor presidente. A minha intervenção é exactamente para que se verifique se existe quorum. Eu sei que é uma mera formalidade, mas as formalidades são essenciais para o bom decurso dos trabalhos".
O olhar do presidente percorreu com grande cuidado a sala, fila por fila, cadeira por cadeira, cara por cara, e, tendo verificado que a sala estava completamente preenchida, ainda assim teve o cuidado de perguntar: "falta alguém?". Se faltava alguém, não respondeu, pelo que se daria início aos trabalhos, sem mais delongas. Mas a bancada da maioria não pôde conter a sua indignação com o insólito episódio e, para além do burburinho a que se dedicou durante o mesmo, fez questão de requerer também ela um ponto de ordem à mesa: que a intenção com que o deputado anterior requereu o seu protesto não foi mais do que um pretexto para atrazar os trabalhos, devido ao incómodo que a discussão agendada trazia à bancada da oposição. Nisto, entre uma intervenção e outra que colocaram pontos de ordem à mesa, não só a ordem foi quebrada como os trabalhos demoraram mais do que aconteceria se não fossem as reclamações... contra a demora no início dos trabalhos.

2010/10/10

Deputados suecos, precisa-se!

Não sei em que medida o modelo sueco de desenvolvimento se aplicaria a Portugal, mas não tenho dúvida que há no Reino da Suécia uma cultura política que, por maioria de razão, devia ser exigida pelo povo português aos nossos políticos do arco da desgovernação.



Entretanto cheguei através de João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã, a ESTA INFORMAÇÃO que me escapou no espaço noticioso certamente porque a irracionalidade se tornou vulgar.

Nota:
A Suécia é país-membro da União Europeia mas 55,9% da população votou pela rejeição do Euro num referendo em Setembro de 2003. Assim, a moeda do país continua a ser a coroa sueca.