Mostrar mensagens com a etiqueta governantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governantes. Mostrar todas as mensagens

2019/10/26

Transportes colectivos pois pois

No dia em que os membros do novo Governo viajaram de autocarro – objecto estranho para muitos deles – do Palácio da Ajuda para o Conselho de Ministros, eu desloquei-me de autocarro desde Coimbrões, em Gaia, para o “Palácio de Cristal”, no Porto. O meu percurso de cerca de três quilómetros demorou  hora e meia, com uma escala obrigatória de mais de uma hora numa paragem do Campo Alegre. Isto numa altura em que não havia trânsito.

O autocarro que fez a segunda parte do meu percurso vinha atulhado a ponto de já não poder receber mais passageiros na paragem seguinte. O transporte dos governantes, esse, prescindiu de um dos autocarros previstos, por desnecessário, e não foi porque alguém ficasse em terra.

É a diferença entre escrever programas de governo ou ter que gramar as suas consequências.


(Foto do JN adaptada)

2019/08/02

Não são familiares...

Donde se prova que não são as relações familiares que...

2014/05/29

Campeonato político no Brasil

Muito se tem dito sobre o risco de o Brasil não estar preparado a tempo para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol que está previsto decorrer em doze cidades, no próximo Verão. A confirmar-se este vaticínio, seria um desastre para o prestígio do país e uma tragédia para o seu governo.

Face às manifestações contra o evento, em nome de investir na eliminação da pobreza os custos associados à realização do campeonato, há que distinguir as reacções violentas com objectivos políticos, de outras, pacíficas e genuinamente sociais.


Por outro lado, há duas questões que não podem deixar de colocar-se:
1ª) Esses custos são ou não compensados em promoção de emprego e retorno económico?
2ª) Como reagiriam os cidadãos brasileiros se o Governo tivesse recusado a realização do evento no Brasil, fosse em nome do que fosse?

Relevam destes acontecimentos dois fenómenos: o grau de consciência cívica e de capacidade criativa dos cidadãos envolvidos na contestação pacífica, por um lado, e o carácter democrático exemplar da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

“Sou a presidenta de todos os brasileiros, dos que se manifestam e dos que não se manifestam” – disse Dilma, há um ano, no contexto daquelas manifestações.

Há quanto tempo não temos nós um chefe de governo a dizer “É a cidadania, e não o poder económico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar”? Há quanto tempo não temos nós um presidente assim – dos portugueses que consentem e dos portugueses que protestam?

ADENDA

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e os governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação.
Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com Saúde e Educação, e vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties (proveitos para o Estado) do petróleo, sejam gastos exclusivamente com a Educação.
(Dilma Rousseff, 2013-Jun-21)

2013/06/16

"Dificuldade de governar"

Todos os dias os ministros dizem ao povo como é difícil governar
…
Se governar fosse fácil, não haveria necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer
…
Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira são coisas que custam a aprender?


Bertold Brecht

2013/05/17

O rei do pedaço

Os sujeitos, quando no poder, protegem-se da crítica reforçando pactos de auto-engano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar o outro que lhe faz crítica e que poderia norteá-lo para corrigir seus erros e ajudar a superar suas contradições.

Se entrincheirarem no grupo narcísico, o discurso político tornar-se-á dogmático, duro, tapado, e podemos até prever qual será o seu futuro se tomar o caminho de também eliminar os divergentes internos e fizer mais ações de governo contra o povo, "em nome do povo".


Isto escreveu Raimundo de Lima , professor da UEM (Brasil) em 2002. Psicanalista, citava ainda, de Lacan, que «estar no poder, dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo».

«Pelo simples fato de agora ser "rei" - acrescentava Raimundo de Lima - tudo deverá girar em função do que representa a realeza». E mais: «Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei do pedaço"».


O que acontece quando fraqueja esta cumplicidade, esta "relação de confiança" entre o que se senta na liteira e o que a carrega aos ombros? Os súbditos libertam-se de um fardo e o rei... acorda no chão.

2012/07/12

Que IVA Espanha

Da esquerda (???) para a direita:
Victor Gaspar, Ministro das Finanças, e Passos Coelho, Primeiro-Ministro de Portugal.

2010/10/10

Deputados suecos, precisa-se!

Não sei em que medida o modelo sueco de desenvolvimento se aplicaria a Portugal, mas não tenho dúvida que há no Reino da Suécia uma cultura política que, por maioria de razão, devia ser exigida pelo povo português aos nossos políticos do arco da desgovernação.



Entretanto cheguei através de João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã, a ESTA INFORMAÇÃO que me escapou no espaço noticioso certamente porque a irracionalidade se tornou vulgar.

Nota:
A Suécia é país-membro da União Europeia mas 55,9% da população votou pela rejeição do Euro num referendo em Setembro de 2003. Assim, a moeda do país continua a ser a coroa sueca.