Aviso prévio

NOTÍCIA
A proposta de Orçamento de Estado para 2011, vai ser definitivamente aprovada na Assembleia da República na próxima sexta-feira, 26 de Novembro, com os votos a favor do PS e com a abstenção do PSD destinada a viabilizá-lo.

DENÚNCIA
Este O.E. incorpora a vontade política dos países mais ricos da União Europeia e os respectivos interesses, bem como a opção liberal dos partidos portugueses que se reclamam “do arco da governação".

ACUSAÇÃO
As políticas contempladas no documento em apreço têm efeitos claros:

1) destinam-se a fazer pagar aos trabalhadores e às camadas sociais menos protegidas, o preço exclusivo de uma crise que não provocaram, através da redução directa de salários e do congelamento de pensões; do aumento de impostos sobre o trabalho e o consumo (IRS e IVA) que corresponde a uma desvalorização indirecta das remunerações;
2) degradação do tecido económico, recessão, falências e desemprego:
3) empobrecimento crescente da população e agravamento das condições de funcionamento da Segurança Social;
4) aumento das desigualdades e desmotivação da população para as soluções políticas da crise, com reacções sociais imprevisíveis.

AVISO
A contestação «vem para ficar e para ser o impulso forte e combativo para todas as pequenas e grandes lutas que os próximos tempos continuarão a reclamar imperativamente, sector a sector, empresa a empresa, medida a medida, luta a luta, batalha a batalha, e nacionalmente» (Victor Dias)

Assim conserve o Movimento Sindical - digo eu - a confiança que já foi perdida, por razões diversas, nos partidos políticos fundadores desta democracia empobrecida .

Quanto aos efeitos da «terapia de» choque receitada por Merkel e Sarcozy, mais depressa os “curarão” a eles e à União Europeia, do que às economias nacionais que lhes são dependentes.

E não é porque não tenham sido eleitos. É por não terem sido eleitos... para isto!

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