Lenine, Vasco Lourenço e nós


2010
Há dois anos, Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de abril, defendeu num jantar comemorativo da Revolução, que Portugal "precisa de um novo 25 de Abril pela justiça social".

2011
Há um ano, Otelo Saraiva de Carvalho afirmava que "não teria feito o 25 de Abril se pensasse que iamos cair na situação em que estamos actualmente". Mais contava: «Todos os dias, quando ando na rua, pedem-me para fazer outro 25 de Abril. São os taxistas, são os populares. O povo está sempre à espera que alguém faça alguma coisa. O povo está sempre nas encolhas, e dizem: É preciso que vocês façam, que nós apoiamos»

2012
Este ano, a Associação 25 de Abril que congrega desde o início, a esmagadora maioria dos militares que se envolveram no golpe militar (cerca de 95%) distancia-se das respectivas comemorações programadas para a Assembleia da República, por considerar que "a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril".

2013
Cá estaremos para ver o que acontece, na certeza de que dependerá menos de Otelo e Vasco Lourenço do que do povo português. Como sempre.

Já dizia Lenine que uma greve ou uma insurreição, podem programar-se; uma revolução, não!

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