Porque hoje é domingo (21)

Há dias, houve notícia da "assunção" de uma nave espacial que colocaria um "robot" a trabalhar em Marte, o que se consumou conforme foi previsto e foi motivo para uma grande festa.
Mas há que reconhecer que em matéria de viagens espaciais, Maria, mãe de Jesus, foi mais longe e mais cedo. É isso que a Igreja Católica celebra neste Domingo, a “Festa da Assunção” de Nossa Senhora aos céus, narrada por S. Lucas (1, 39-5) embora com escassos detalhes.

Conta o evengelista que Maria, na sua inocência, foi ter com a prima Isabel, dar notícia da sua gravidez. A prima também estava grávida mas da forma como Deus imaginou as coisas quando quando criou os homens e as mulheres com tudo quanto se destina a que “crescessem e se multiplicassem”. Em todo o caso, confiando na versão da prima e dos anjos que informaram, Isabel aceitou a ideia de que Maria não tivera outros convívios com o próprio marido que não fosse, sei lá, as lides da casa.

Manifestamente Deus estava cansado ao 7º dia, quando criou o Homem. Logo nessa altura achou um erro ter inventado a apetência sexual e respectivos instrumentos, e proibiu o coito entre Adão e Eva - ao que consta. E depois, quando se trata de gerar o seu filho na barriga de Maria, Deus recusa uma vez mais a ideia dele nascer duma relação amorosa entre a senhora e o homem com quem habitava, como se isso fossem métodos criados pelo Mafarrico.

A apologia da virgem imaculada , tão apregoada pelos castos sacerdotes, revela uma contradição entre o Criador e aquele a quem Jesus chamaria de Pai. E isto é tanto mais grave quanto deixa Isabel em maus lençois - e com ela toda a Humanidade.


É caso para dizer, como tanto repete Jerónimo de Sousa: «Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal».

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