Naquele tempo, uma espécie de abelha mágica andava pela região. Depositava um pólen que fecundava virgens e mulheres estéreis.
Foi assim que Maria engravidou apesar do seu corpo nunca ter sido tomado pelo companheiro ou por outro qualquer até então! (Mateus 1,25) Foi assim que o sacerdote Zacarias foi contemplado com a gravidez da sua Isabel quando a idade já não fazia crer que isso acontecesse.
De tal abelha não falam as escrituras mas sim de um tal Gabriel que terá andado de um lado para o outro a levar a notícia, primeiro a Zacarais e depois a Maria - desse Gabriel dizem as escrituras que era um anjo… O próprio S. José foi avisado por um anjo do Senhor. Isto é: sonhou que foi! (Mt 1, 20).
Não admira que as duas primas se encontrassem um dia para falar sobre o assunto. Conta S. Lucas (1,39-45) baseado em pesquisas a que procedeu mais tarde, que Nossa Senhora foi visitar a prima Isabel e, para além daquelas coisas que se dizem nestas circunstâncias, “ Ó prima, por aqui? Mas que surpresa!”, a mulher de Zacarias terá acrescentado: «Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?». Modéstia de Isabel se pensarmos que aquele que se agitava na sua barriga não era uma criatura insignificante, era João Batista, o que viria a ser profeta e a batizar o próprio Cristo.
Hoje sabemos como foi inútil a vida atribulada de Jesus que Deus mandou à Terra pela forma como vimos, para trazer a paz e o amor entre os homens, a caridade e a equidade, por assim dizer, que ao fim de dois mil anos o que temos é porrada e injustiça, egoismo e corrupção.
Não é ainda Natal, este domingo; é apenas o dia em que as duas primas se encontraram a falar daquilo que lhes aconteceu e cuja conversa deve estar tão bem retratada por S. Lucas como as datas (erradas!) que ele atribui aos acontecimentos. Nem será por mal; são as contingências de todo o historiador.
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2012/12/23
Porque hoje é domingo (29)
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2012/08/19
Porque hoje é domingo (21)
Há dias, houve notícia da "assunção" de uma nave espacial que colocaria um "robot" a trabalhar em Marte, o que se consumou conforme foi previsto e foi motivo para uma grande festa.
Mas há que reconhecer que em matéria de viagens espaciais, Maria, mãe de Jesus, foi mais longe e mais cedo. É isso que a Igreja Católica celebra neste Domingo, a “Festa da Assunção” de Nossa Senhora aos céus, narrada por S. Lucas (1, 39-5) embora com escassos detalhes.
Conta o evengelista que Maria, na sua inocência, foi ter com a prima Isabel, dar notícia da sua gravidez. A prima também estava grávida mas da forma como Deus imaginou as coisas quando quando criou os homens e as mulheres com tudo quanto se destina a que “crescessem e se multiplicassem”. Em todo o caso, confiando na versão da prima e dos anjos que informaram, Isabel aceitou a ideia de que Maria não tivera outros convívios com o próprio marido que não fosse, sei lá, as lides da casa.
Manifestamente Deus estava cansado ao 7º dia, quando criou o Homem. Logo nessa altura achou um erro ter inventado a apetência sexual e respectivos instrumentos, e proibiu o coito entre Adão e Eva - ao que consta. E depois, quando se trata de gerar o seu filho na barriga de Maria, Deus recusa uma vez mais a ideia dele nascer duma relação amorosa entre a senhora e o homem com quem habitava, como se isso fossem métodos criados pelo Mafarrico.
A apologia da virgem imaculada , tão apregoada pelos castos sacerdotes, revela uma contradição entre o Criador e aquele a quem Jesus chamaria de Pai. E isto é tanto mais grave quanto deixa Isabel em maus lençois - e com ela toda a Humanidade.
É caso para dizer, como tanto repete Jerónimo de Sousa: «Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal».
Conta o evengelista que Maria, na sua inocência, foi ter com a prima Isabel, dar notícia da sua gravidez. A prima também estava grávida mas da forma como Deus imaginou as coisas quando quando criou os homens e as mulheres com tudo quanto se destina a que “crescessem e se multiplicassem”. Em todo o caso, confiando na versão da prima e dos anjos que informaram, Isabel aceitou a ideia de que Maria não tivera outros convívios com o próprio marido que não fosse, sei lá, as lides da casa.
Manifestamente Deus estava cansado ao 7º dia, quando criou o Homem. Logo nessa altura achou um erro ter inventado a apetência sexual e respectivos instrumentos, e proibiu o coito entre Adão e Eva - ao que consta. E depois, quando se trata de gerar o seu filho na barriga de Maria, Deus recusa uma vez mais a ideia dele nascer duma relação amorosa entre a senhora e o homem com quem habitava, como se isso fossem métodos criados pelo Mafarrico.
A apologia da virgem imaculada , tão apregoada pelos castos sacerdotes, revela uma contradição entre o Criador e aquele a quem Jesus chamaria de Pai. E isto é tanto mais grave quanto deixa Isabel em maus lençois - e com ela toda a Humanidade.
É caso para dizer, como tanto repete Jerónimo de Sousa: «Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal».
2011/12/19
Paradoxos cristãos
Somos muito pequenos diante da Alemanha? E daí? Em tempo de celebrar o nascimento de Jesus Cristo, vale a pena aprender, com a sua história, como isso do tamanho é uma desculpa para quem não tem coragem ou vontade. Está tudo na Bíblia.
Jesus é apresentado como descendente do rei David. Ora este é o tal que derrotou Golias apesar da grande desvantagem física do primeiro. Esclarecida esta relação entre a coragem e a resignação, vamos aos pormenores.
Um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo. Os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo, munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha, David acertou na testa de Golias, com uma pedrada. Golias caiu e David arrancou-lhe a cabeça com sua própria espada.
Após esta vitória, David foi bem sucedido em todas as suas missões e ganhou fama entre o povo. Saul, o primeiro rei daquele povo unificado, passou a invejá-lo e temeu que o poder lhe escapasse a favor de David. Mas quando Samuel foi secretamente ungir o novo rei para Israel, foi David que ele escolheu apesar deste ser o mais novo de sete irmãos. Assim, e sempre “por vontade de Deus”, David sucede a Saul. (De tudo isto falam os livros de Samuel).
David conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. No judaísmo, David, é o Rei de Israel e do povo judaico.
Depois de muitas gerações de homens com nome, e mulheres desconhecidas, anuncia-se o nascimento de Jesus. O anúncio é feito por um anjo. Mais tarde, com a criação dos Correios, Telégrafos e Telefones, mas sobretudo com a internet, os anjos deixaram de ser necessários, razão pela qual nunca mais houve notícia de aparições semelhantes.
Acho que a Virgem "ficou para a vida", espantada mesmo, respondendo ao S. Gabriel que ela nunca tivera relações com homem, que S. José era apenas namorado. Que isso não tinha importância, foi o que o anjo lhe respondeu, e que acreditasse no milagre de Deus. De tanto insistir o anjo, resignou-se a Senhora com estas palavras textuais: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Naquele tempo... uma mulher que engravidasse de homem com quem não fosse casada, seria condenada à morte. Seria esse o destino de Maria, noiva mas não casada com José, se as autoridades duvidassem da versão da rapariga ou se isso não estorvasse a narrativa cristã. Esteve bem, portanto, a Virgem - por assim dizer.
Diga-se de passagem que também José, o noivo de Maria, foi visitado em sonho, por um anjo, para o acalmar com estas palavras: “José, filho de David, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo". Qualquer de nós, se sonhasse com um anjo a dizer que não nos importassemos com a gravidez suspeita da nossa namorada, virava-se para o outro lado e continuava a dormir descansado. Assim terá feito José.
O que interessa é que a descendência do rei David, onde se insere de forma pouco clara o nascimento de Jesus, era a dinastia mais famosa de Israel, e o povo sonhava com aqueles tempos em que o rei David impunha respeito, tempos em que o seu país era uma nação temida e respeitada pelas demais, e não insultada e humilhada como seria a Grécia e Portugal dois mil e onze anos se passassem - isto não diz a Bíblia, digo eu.
Assim se compreende a necessidade de um descendente que tivesse a missão de libertar o povo massacrado e infeliz de Israel. E assim surgiu o Salvador, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" como seria designado por estes. Assim se explica a visita dos reis vizinhos, os "reis magos".
Incenso, mirra e ouro não é prenda que se dê a um menino pobre, não é o mesmo que dar uns carapins, umas fraldas, uma camisolinha. Logo por aqui se via, também, que se tratava de um grande líder para a região e só instrumentalmente para a religião.
Incoerência
O Novo Testamento qualifica Jesus como descendente de David e é nisto que acredita o Judaísmo Ortodoxo. Mas alguns detectam nesta história uma incoerência: se Jesus era filho de Maria e do Espírito Santo e nenhum dos dois era descendente de David, como podia sê-lo Jesus? ”. No meio de tantas outras incoerências, contradições e paradoxos a que os "escritos sagrados" nos habituaram, a coisa até passa despercebida. Mas é notório que o Salvador desiludiu os desígnios dos reis magos.
“Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacob, e o seu reino não terá fim”- diz o livro dos cristãos. Outra coisa seria dizer "o seu rei não terá fim". É a diferença entre um discurso político que se refere ao futuro de Israel, e um discurso religioso em sentido restrito. Falar de jacob remete novamente para o mito da vitória do mais fraco sobre o mais forte, mas o que nos interessa é chegar a Passos Coelho!
A questão política do reinado, portanto, é obsessiva na missão de Jesus. O que parece é que Ele não aceitou essa missão e se confinou às questões religiosas, deixando “a César o que é de César”, o que não lhe valeu de muito.
De resto, a sua Igreja fez e faz questão de se entender com César ao longo da História. Pena é que a Senhora de Fátima não gere um Salvador para Portugal, um David que se bata contra os vendilhões da Pátria.
Jesus é apresentado como descendente do rei David. Ora este é o tal que derrotou Golias apesar da grande desvantagem física do primeiro. Esclarecida esta relação entre a coragem e a resignação, vamos aos pormenores.
Um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo. Os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo, munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha, David acertou na testa de Golias, com uma pedrada. Golias caiu e David arrancou-lhe a cabeça com sua própria espada.
Após esta vitória, David foi bem sucedido em todas as suas missões e ganhou fama entre o povo. Saul, o primeiro rei daquele povo unificado, passou a invejá-lo e temeu que o poder lhe escapasse a favor de David. Mas quando Samuel foi secretamente ungir o novo rei para Israel, foi David que ele escolheu apesar deste ser o mais novo de sete irmãos. Assim, e sempre “por vontade de Deus”, David sucede a Saul. (De tudo isto falam os livros de Samuel).
David conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. No judaísmo, David, é o Rei de Israel e do povo judaico.
Depois de muitas gerações de homens com nome, e mulheres desconhecidas, anuncia-se o nascimento de Jesus. O anúncio é feito por um anjo. Mais tarde, com a criação dos Correios, Telégrafos e Telefones, mas sobretudo com a internet, os anjos deixaram de ser necessários, razão pela qual nunca mais houve notícia de aparições semelhantes.
Acho que a Virgem "ficou para a vida", espantada mesmo, respondendo ao S. Gabriel que ela nunca tivera relações com homem, que S. José era apenas namorado. Que isso não tinha importância, foi o que o anjo lhe respondeu, e que acreditasse no milagre de Deus. De tanto insistir o anjo, resignou-se a Senhora com estas palavras textuais: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Naquele tempo... uma mulher que engravidasse de homem com quem não fosse casada, seria condenada à morte. Seria esse o destino de Maria, noiva mas não casada com José, se as autoridades duvidassem da versão da rapariga ou se isso não estorvasse a narrativa cristã. Esteve bem, portanto, a Virgem - por assim dizer.
Diga-se de passagem que também José, o noivo de Maria, foi visitado em sonho, por um anjo, para o acalmar com estas palavras: “José, filho de David, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo". Qualquer de nós, se sonhasse com um anjo a dizer que não nos importassemos com a gravidez suspeita da nossa namorada, virava-se para o outro lado e continuava a dormir descansado. Assim terá feito José.
O que interessa é que a descendência do rei David, onde se insere de forma pouco clara o nascimento de Jesus, era a dinastia mais famosa de Israel, e o povo sonhava com aqueles tempos em que o rei David impunha respeito, tempos em que o seu país era uma nação temida e respeitada pelas demais, e não insultada e humilhada como seria a Grécia e Portugal dois mil e onze anos se passassem - isto não diz a Bíblia, digo eu.
Assim se compreende a necessidade de um descendente que tivesse a missão de libertar o povo massacrado e infeliz de Israel. E assim surgiu o Salvador, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" como seria designado por estes. Assim se explica a visita dos reis vizinhos, os "reis magos".
Incenso, mirra e ouro não é prenda que se dê a um menino pobre, não é o mesmo que dar uns carapins, umas fraldas, uma camisolinha. Logo por aqui se via, também, que se tratava de um grande líder para a região e só instrumentalmente para a religião.
Incoerência
O Novo Testamento qualifica Jesus como descendente de David e é nisto que acredita o Judaísmo Ortodoxo. Mas alguns detectam nesta história uma incoerência: se Jesus era filho de Maria e do Espírito Santo e nenhum dos dois era descendente de David, como podia sê-lo Jesus? ”. No meio de tantas outras incoerências, contradições e paradoxos a que os "escritos sagrados" nos habituaram, a coisa até passa despercebida. Mas é notório que o Salvador desiludiu os desígnios dos reis magos.
“Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacob, e o seu reino não terá fim”- diz o livro dos cristãos. Outra coisa seria dizer "o seu rei não terá fim". É a diferença entre um discurso político que se refere ao futuro de Israel, e um discurso religioso em sentido restrito. Falar de jacob remete novamente para o mito da vitória do mais fraco sobre o mais forte, mas o que nos interessa é chegar a Passos Coelho!
A questão política do reinado, portanto, é obsessiva na missão de Jesus. O que parece é que Ele não aceitou essa missão e se confinou às questões religiosas, deixando “a César o que é de César”, o que não lhe valeu de muito.
De resto, a sua Igreja fez e faz questão de se entender com César ao longo da História. Pena é que a Senhora de Fátima não gere um Salvador para Portugal, um David que se bata contra os vendilhões da Pátria.
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2010/12/24
Adivinha!
«Estando noiva de José, e antes ainda de com ele ter coabitado, Maria apareceu grávida por acção do Espírito Santo.
Quando José se preparava para a repudiar, apareceu-lhe em sonhos um “anjo do Senhor” que lhe ordenou que recebesse Maria em sua casa e que aceitasse o filho que ela carregava como obra do Espírito Santo».
A pergunta é: Quem foi o "anjo" ???
Ofereço uma prendinha a quem adivinhar!
Texto recortado AQUI
A pergunta é: Quem foi o "anjo" ???
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