España y sus borrascas


Entre o rescaldo do terrorismo e a erupção do separatismo, entre umas eleições europeias em que os dois partidos "do arco do poder", o PSOE e o PP juntos, não atingem 50% dos votos expressos e em que a renúncia do rei Juan Carlos parece levantar mais clamores contra a monarquia do que amores pelo sucessor Filipe VI, a Espanha vive um período tempestuoso.

Do ponto de vista optimista, para o regime instalado, o terrorismo agoniza, o separatismo cristaliza, as eleições não são legislativas e o príncipe Felipe tem boas condições para ser eleito chefe de estado de uma eventual república.

Neste contexto, está aberto um espaço de debate e de conflitualidade cuja evolução parece depender mais de algum erro do que da assertividade das forças em confronto, mais da precipitação do que da serenidade. Flutuar e dar pequenas braçadas parece ser mais prudente do que expor-se em terreno aberto - este estará mais reservado às forças sociais. 

Pelo menos até que estas ganhem confiança num quadro político novo que se vá desenhando. Ou aparentemente novo.

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1 Comments:

Blogger antónio m p said...

De notar que PSOE + Isquierdia Unida reunem juntos 33% enquanto o PP tem apenas 26%.

Se estes resultados e porventura também o resultado do "Podemos" configuram uma oposição de esquerda ao Partido Popular que se mantém no Governo, este pode ir fazendo as malas (sendo que malas, em castelhano, quer dizer más).

03 junho, 2014  

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