Quando duas pessoas discordam acerca de um assunto, pode ser que estejam de acordo no assunto mas sejam levadas para o conflito por causa do significado diferente que cada uma atribua às palavras, à designação.
Este fenómeno é explorado pela direita política quando defende a "baixa de impostos" como a esquerda. É que, para a classe privilegiada da sociedade, trata-se de descer os impostos... sobre os lucros!
É neste contexto que aparece esta notícia, por exemplo:
Os seis maiores bancos dos EUA embolsaram US $ 32 bilhões com os cortes de impostos de Trump em 2017. Por sua vez, eles restringiram empréstimos, cortaram empregos e distribuíram dinheiro para seus accionistas. (@Yalman_Onaran)
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2020/01/17
2019/09/16
Venezuela na mira
A vaga de informação lançada há um ano sobre o êxodo em massa de venezuelanos, que estariam a fugir “da fome e da ditadura de Nicolás Maduro”, foi uma campanha de desestabilização organizada e inserida no processo de guerra híbrida comandada pelos Estados Unidos, confirmam agora dados divulgados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.
(Estes dados) vêm comprovar a falsidade da campanha. As estatísticas oficiais, relativas a 31 de Dezembro de 2018, revelam a existência de 341 800 refugiados venezuelanos, muitos dos quais já regressaram ao país ao constatarem o logro em que caíram depois de terem sido aliciados por promessas que não se cumpriram.
Excerto de um artigo publicado em O Lado Oculto
(Estes dados) vêm comprovar a falsidade da campanha. As estatísticas oficiais, relativas a 31 de Dezembro de 2018, revelam a existência de 341 800 refugiados venezuelanos, muitos dos quais já regressaram ao país ao constatarem o logro em que caíram depois de terem sido aliciados por promessas que não se cumpriram.
Excerto de um artigo publicado em O Lado Oculto
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2017/08/06
O lado esquerdo da Venezuela (3)
Enquanto Álvaro Uribe governou a Colômbia à imagem de Hitler, o jornalismo europeu andava tão distraído... Mas agora que está de pé uma campanha despudorada contra o regime venezuelano, campanha com que o próprio Uribe está activamente solidário, claro, aqui del rei capitalista liberal que há um tirano potencial a governar a Venezuela.
Que se cuidem os agressores contra o governo da Venezuela: se a situação se extrema pode acontecer uma nova Cuba na região. Ofertas de apoio de países desalinhados, não faltarão.
Sei que é um processo polémico, mas não como a campanha desinformativa o pinta. Tem faltado o famigerado "contraditório" cuja lacuna modestamente venho contribuindo para superar. O que segue é um exemplo.
Que se cuidem os agressores contra o governo da Venezuela: se a situação se extrema pode acontecer uma nova Cuba na região. Ofertas de apoio de países desalinhados, não faltarão.
Sei que é um processo polémico, mas não como a campanha desinformativa o pinta. Tem faltado o famigerado "contraditório" cuja lacuna modestamente venho contribuindo para superar. O que segue é um exemplo.
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2016/05/05
Grande Desinformação
Merece o prémio Grande Desinformação, o esforço de Victor Gonçalves para pescar numa frase, numa palavra, num sinal, qualquer coisa que pudesse ser visto como fragilidade no entendimento das esquerdas que suportam o Governo de António Costa.
Durante todo o tempo da Grande Entrevista desta Quarta-feira – grande pela extenção e não pela qualidade -, o inquiridor, disparou todo o arsenal de suspeitas que a imaginação pode juntar, para ferir a confiança na durabilidade do Governo, sempre centrado num único ponto que não é o conteúdo político do entendimento, mas sim os jogos de poder.
Que importa a validade ou não, a necessidade ou não, a justiça ou não das políticas que unem os partidos de esquerda?! O que importa é arranjar uma cunha que os divida.
Continua, Victor. Sabes que não estás só. O que estás é muito mal acompanhado!
Durante todo o tempo da Grande Entrevista desta Quarta-feira – grande pela extenção e não pela qualidade -, o inquiridor, disparou todo o arsenal de suspeitas que a imaginação pode juntar, para ferir a confiança na durabilidade do Governo, sempre centrado num único ponto que não é o conteúdo político do entendimento, mas sim os jogos de poder.
Que importa a validade ou não, a necessidade ou não, a justiça ou não das políticas que unem os partidos de esquerda?! O que importa é arranjar uma cunha que os divida.
Continua, Victor. Sabes que não estás só. O que estás é muito mal acompanhado!
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2015/08/31
Síria aproxima o Ocidente
ao Estado Islâmico
A Síria confronta o terrorismo, ao contrário do resto do mundo – afirmava Zou’bi na 8ª sessão da Assembleia geral das Rádios-Televisões islâmicas.
Por outras palavras: se os estados da NATO estão apostados em destruir a Síria, para quê combater de facto o “Estado Islâmico”?!
Quando os meios de informação “ocidentais” falam da Síria, a deontologia profissional esconde-se, envergonhada, e o jornalista debita ao chefe, ao patrão, ao ideólogo, uns pontos de serviço sujo. O mesmo se falássemos da Ucrânia ou da Venezuela, por exemplo, como já tratei em artigo anterior.
Confiança na fonte? Se o texto agrada ideologicamente, é de confiança! Por exemplo: «82 mortos nos ataques do regime, a oposição denuncia “um massacre”».
Alguém perguntava: «Qual oposição? A OSDH? E quando há raides das forças da coligação contra Daesh, estes meios falam de vítimas colaterais».
Que importa se os bombardeamentos permitem às forças armadas sírias avançar numa zona que tinha sido capturada pelos grupos armados que nós sabemos? Que importa se essa acção abre caminho para o regresso das populações daquelas zonas?
Os meios de informação dominantes da Europa estarão contra o governo sírio mesmo que este possa, com apoio euro-americano, acabar com o flagelo da região, que agora se estende para a própria Europa, seja através da pressão migratória ou seja até pelo terrorismo. Um discurso de condolências e um funeral majestoso tranquilizam os mentores políticos da nossa santa-aliança.
E é aqui que se coloca a questão fundamental que os aliados da NATO tardam em reconhecer e proceder: confrontar a origem desta gravíssima situação.
Até lá, vamos assistindo ao desespero e à chacina diária das populações em fuga, e à disseminação da "ideologia" e do terrorismo entre nós. Para já, vamo-nos habituando a ver morrer. Será que algum dia nos teremos que habituar a morrer, como na Síria?
Por outras palavras: se os estados da NATO estão apostados em destruir a Síria, para quê combater de facto o “Estado Islâmico”?!
Quando os meios de informação “ocidentais” falam da Síria, a deontologia profissional esconde-se, envergonhada, e o jornalista debita ao chefe, ao patrão, ao ideólogo, uns pontos de serviço sujo. O mesmo se falássemos da Ucrânia ou da Venezuela, por exemplo, como já tratei em artigo anterior.
Confiança na fonte? Se o texto agrada ideologicamente, é de confiança! Por exemplo: «82 mortos nos ataques do regime, a oposição denuncia “um massacre”».
Alguém perguntava: «Qual oposição? A OSDH? E quando há raides das forças da coligação contra Daesh, estes meios falam de vítimas colaterais».
Que importa se os bombardeamentos permitem às forças armadas sírias avançar numa zona que tinha sido capturada pelos grupos armados que nós sabemos? Que importa se essa acção abre caminho para o regresso das populações daquelas zonas?
Os meios de informação dominantes da Europa estarão contra o governo sírio mesmo que este possa, com apoio euro-americano, acabar com o flagelo da região, que agora se estende para a própria Europa, seja através da pressão migratória ou seja até pelo terrorismo. Um discurso de condolências e um funeral majestoso tranquilizam os mentores políticos da nossa santa-aliança.
E é aqui que se coloca a questão fundamental que os aliados da NATO tardam em reconhecer e proceder: confrontar a origem desta gravíssima situação.
Até lá, vamos assistindo ao desespero e à chacina diária das populações em fuga, e à disseminação da "ideologia" e do terrorismo entre nós. Para já, vamo-nos habituando a ver morrer. Será que algum dia nos teremos que habituar a morrer, como na Síria?
RECORTES
O grupo 'jihadista' Estado Islâmico executou no período de um mês perto de 100 pessoas, um terço dos quais civis, nas zonas que estão sob o seu controlo na Síria, indicou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). (2015/Ago)
O auto-proclamado estado islâmico divulgou um novo vídeo de uma execução em massa na cidade história de Palmira. As imagens mostram dezenas de soldados sírios a serem executados no principal anfiteatro da cidade, com muita gente a assistir. O vídeo mostra também a destruição de dezenas de monumentos que são Património da Humanidade.
(RTP 4 de Julho de 2015)
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2015/08/30
Crise de informação
Já não é só esconder as figuras progressistas e os seus discursos, é subverter os seus argumentos e promover as figuras e os discursos dos ditadores e genocidas. É assim com as notícias sobre a Ucrânia ou sobre a Venezuela, para falar de dois regimes opostos.
«Ao longo das últimas horas, pelo menos sete soldados ucranianos foram mortos e 13 ficaram feridos em confrontos com os separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia». É assim que a Euronews lançava ontem a notícia.
Sobre um confronto entre forças armadas ucranianas e activistas pró-russos, fala-se do número de vítimas das primeiras mas omite-se facciosamente o número de vítimas dos segundos! De resto, valoriza-se sempre a pessoa e as palavras de Poroshenko, como se este não tivesse chegado ao poder na sequência de um golpe de estado que depôs o anterior presidente eleito.
A Euronews é um paradigma. De algum modo se poderia dizer que é a Telesur ao contrário. Mas não se equiparam duas “centrais de informação” facciosas, quando a primeira obedece a padrões neo-liberais e a segunda protege valores socialistas, quando a primeira promove os lucros dos privilegiados, e a segunda promove a justiça social e os interesses populares.
A Euronews e as suas discípulas nacionais substituem descaradamente a legitimidade eleitoral de um país, pela "legitimidade" editorial das suas direcções ideológicas.
A Venezuela é outro caso paradigmático. Pouco importa se Hugo Chavez, antes, e Nicolás Maduro, actualmente, foram eleitos por maiorias expressivas em eleições incontestavelmente democráticas.
Para combater os dirigentes progressistas, a contra-informação ao serviço da Direita, dá notícia da falta de produtos à venda nas lojas venezuelanas, omitindo que isso se deve ao boicote económico promovido pela ultra-direita do país e concretizada por traficantes desses produtos com destino à Colômbia.
Com efeito, os contrabandistas desviam esses produtos para o país vizinho onde os vendem muito mais caro, beneficiando dos baixos preços que o governo da Venezuela pratica a favor da população. Beneficiam os contrabandistas, a Oposição venezuelana… e a má-língua euro-liberal.
De tudo isto, o que vemos na informação europeia é que «falta quase tudo na Venezuela»! Uma espécie de slogan que já se lê há vários anos, nomeadamente na nossa imprensa.
O que não vemos é a notícia de que «Los comerciantes de Cúcuta, al noreste de Colombia, afirmaron este martes que el 80 por ciento de los alimentos y productos que venden llegan desde Venezuela a través del contrabando»
O que não vemos, também, é a notícia de que «Los presidentes de Venezuela y Colombia, Nicolás Maduro y Juan Manuel Santos, respectivamente, llamaron a consultas a los embajadores de sus países en el marco del cierre de la frontera y el estado de excepción para acabar con el paramilitarismo y el contrabando de extracción».
Em vez disto, a Informação dominante na Europa apregoa: "Agrava-se a crise entre a Colômbia e a Venezuela".
Em contrapartida, Álvaro Uribe, promotor de raptos e massacres enquanto presidente anterior da Colômbia, é agora mostrado e feito ouvir nas televisões de Portugal, no prosseguimento da sua veia conspirativa contra a Venezuela.
E se falássemos da Síria? Teríamos de perguntar quem e quando se ouviu o presidente Assad expor os seus argumentos, lá onde crescem contra si os mesmos movimentos terroristas que atacam na Europa e na América. Disto falaremos num próximo artigo.
«Ao longo das últimas horas, pelo menos sete soldados ucranianos foram mortos e 13 ficaram feridos em confrontos com os separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia». É assim que a Euronews lançava ontem a notícia.
Sobre um confronto entre forças armadas ucranianas e activistas pró-russos, fala-se do número de vítimas das primeiras mas omite-se facciosamente o número de vítimas dos segundos! De resto, valoriza-se sempre a pessoa e as palavras de Poroshenko, como se este não tivesse chegado ao poder na sequência de um golpe de estado que depôs o anterior presidente eleito.
A Euronews é um paradigma. De algum modo se poderia dizer que é a Telesur ao contrário. Mas não se equiparam duas “centrais de informação” facciosas, quando a primeira obedece a padrões neo-liberais e a segunda protege valores socialistas, quando a primeira promove os lucros dos privilegiados, e a segunda promove a justiça social e os interesses populares.
A Euronews e as suas discípulas nacionais substituem descaradamente a legitimidade eleitoral de um país, pela "legitimidade" editorial das suas direcções ideológicas.
A Venezuela é outro caso paradigmático. Pouco importa se Hugo Chavez, antes, e Nicolás Maduro, actualmente, foram eleitos por maiorias expressivas em eleições incontestavelmente democráticas.
Para combater os dirigentes progressistas, a contra-informação ao serviço da Direita, dá notícia da falta de produtos à venda nas lojas venezuelanas, omitindo que isso se deve ao boicote económico promovido pela ultra-direita do país e concretizada por traficantes desses produtos com destino à Colômbia.
Com efeito, os contrabandistas desviam esses produtos para o país vizinho onde os vendem muito mais caro, beneficiando dos baixos preços que o governo da Venezuela pratica a favor da população. Beneficiam os contrabandistas, a Oposição venezuelana… e a má-língua euro-liberal.
De tudo isto, o que vemos na informação europeia é que «falta quase tudo na Venezuela»! Uma espécie de slogan que já se lê há vários anos, nomeadamente na nossa imprensa.
O que não vemos é a notícia de que «Los comerciantes de Cúcuta, al noreste de Colombia, afirmaron este martes que el 80 por ciento de los alimentos y productos que venden llegan desde Venezuela a través del contrabando»
O que não vemos, também, é a notícia de que «Los presidentes de Venezuela y Colombia, Nicolás Maduro y Juan Manuel Santos, respectivamente, llamaron a consultas a los embajadores de sus países en el marco del cierre de la frontera y el estado de excepción para acabar con el paramilitarismo y el contrabando de extracción».
Em vez disto, a Informação dominante na Europa apregoa: "Agrava-se a crise entre a Colômbia e a Venezuela".
Em contrapartida, Álvaro Uribe, promotor de raptos e massacres enquanto presidente anterior da Colômbia, é agora mostrado e feito ouvir nas televisões de Portugal, no prosseguimento da sua veia conspirativa contra a Venezuela.
E se falássemos da Síria? Teríamos de perguntar quem e quando se ouviu o presidente Assad expor os seus argumentos, lá onde crescem contra si os mesmos movimentos terroristas que atacam na Europa e na América. Disto falaremos num próximo artigo.
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2014/03/25
A arte de derrubar governos
UCRÂNIA
A maior parte dos manifestantes que participaram nos distúrbios ocorridos na Ucrânia, anteriormente à anexação da Crimeia, recebem um pagamento médio de 200-300 grivna (15-25 euros). Recebem ou deviam receber, porque agora surgem notícias de que alguns destes estão a reclamar por não receber o dinheiro prometido!...
E eu que não tinha dado a devida atenção a isto:
«The protests in the western Ukraine are organized by the CIA, the US State Department, and by Washington- and EU-financed Non-Governmental Organizations (NGOs) that work in conjunction with the CIA and State Department. The purpose of the protests is to overturn the decision by the independent government of Ukraine not to join the EU». (VER ORIGINAL AQUI)
VENEZUELA
«El ministro venezolano de Relaciones Interiores, Justicia y Paz, Miguel Rodríguez Torres, aseguró que Estados Unidos (EE.UU.) trabaja en el modelo de guerra de cuarta generación, en el golpe suave y en el adiestramiento para derrocar el Gobierno de Nicolás Maduro.
...
«Esto que hoy estamos viviendo se empezó a planificar por allá en el 2010. Se llevaron un grupo de estudiantes a México, trajeron unos europeos de Otpor y los estuvieron entrenando, adiestrando en México. Ahí estuvo Gaby Arellano, ustedes la han visto, es una de las que lideriza las guarimbas (...)» teleSUR 2014Mar24
E nós aqui neste quintal da Europa, a precisar tanto duma ajudinha...
A maior parte dos manifestantes que participaram nos distúrbios ocorridos na Ucrânia, anteriormente à anexação da Crimeia, recebem um pagamento médio de 200-300 grivna (15-25 euros). Recebem ou deviam receber, porque agora surgem notícias de que alguns destes estão a reclamar por não receber o dinheiro prometido!...
E eu que não tinha dado a devida atenção a isto:
«The protests in the western Ukraine are organized by the CIA, the US State Department, and by Washington- and EU-financed Non-Governmental Organizations (NGOs) that work in conjunction with the CIA and State Department. The purpose of the protests is to overturn the decision by the independent government of Ukraine not to join the EU». (VER ORIGINAL AQUI)
VENEZUELA
«El ministro venezolano de Relaciones Interiores, Justicia y Paz, Miguel Rodríguez Torres, aseguró que Estados Unidos (EE.UU.) trabaja en el modelo de guerra de cuarta generación, en el golpe suave y en el adiestramiento para derrocar el Gobierno de Nicolás Maduro.
...
«Esto que hoy estamos viviendo se empezó a planificar por allá en el 2010. Se llevaron un grupo de estudiantes a México, trajeron unos europeos de Otpor y los estuvieron entrenando, adiestrando en México. Ahí estuvo Gaby Arellano, ustedes la han visto, es una de las que lideriza las guarimbas (...)» teleSUR 2014Mar24
E nós aqui neste quintal da Europa, a precisar tanto duma ajudinha...
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2008/11/22
Liberdade de desinformação
Título da notícia:
Três pessoas detidas por fazerem graffitis racistas contra Obama
Lide da notícia:
A polícia de Nova Iorque prendeu três pessoas acusadas de pintar 40 carros com graffitis racistas, incluindo mensagens contra o recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama»
Corpo da notícia:
O ‘ataque’ aos carros aconteceu no passado dia 13 em Mastic, Long Island, poucos dias depois de um imigrante equatoriano ter sido morto à facada em confrontos que envolveram sete adolescentes em Patchougue, cerca de 16 quilómetros de onde foram feitos os graffitis.
Numa das mensagens podia ler-se «Matem Obama».
Os suspeitos, todos residentes em Shirley, foram acusados nesta sexta-feira por vandalizarem bens alheios e promoverem mensagens racistas. Foram libertados enquanto esperam por ser ouvidos em tribunal.
(SOL com agências)
Digo eu:
Se isto é informar, o que é desinformar? Este Sol não se aguenta - queima! O incitamento à violência e, por força de razão, ao assassínio e, por reforço da razão, ao assassínio do presidente da república, é crime em qualquer país civilizado. Tão grave, pelo menos, como incitar à morte do autor deste artigo.
Título sério:
Pessoas detidas por incitarem à morte de Obama.
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