A celebração do 1º de Maio, que a CGTP levou a cabo neste contexto de pandemia, mereceu críticas mais ou menos vigorosas de muita gente que nunca apoiou ou tolerou o movimento sindical verdadeiramente representativo.
O que lhes pesa é a capacidade organizativa e militante da organização sindical responder, na lógica dos explorados e não na lógica dos instalados, à ditadura dos poderes económicos-financeiros e ao silenciamento dos seus porta-vozes.
É significativa a tolerância e até o apoio destes críticos em relação às pressões das organizações patronais para precipitar a abertura dos negócios e das empresas em geral com os inevitáveis riscos para a saúde pública, riscos que não estiveram presentes com a iniciativa sindical.
É significativo como Pedro Adão e Silva, por exemplo, diz em “O Outro Lado” (2020Maio5) que “não há nada que prejudique tanto a saúde de uma população como o empobrecimento” para daí concluir os efeitos nefastos sobre a saúde pública que decorrem... do “fechamento da economia” (isto é, das empresas).
Ficamos a aguardar a sua solidariedade com aqueles que reivindicam, pelas formas que podem, trabalho estável e decentemente remunerado. Os trabalhadores representados na CGTP, e não só, certamente aproveitariam mais do que aproveitam com o seu alinhamento no coro anti-sindical.
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2020/05/06
2013/10/22
Manifestação.... artística
Não tendo a manifestação da CGTP do dia 19 p. p. correspondido à criatividade que se esperava, fica ao menos este registo criativo do Porto (Praça da Batalha).
Foto de Leonor Lapa
Foto de Leonor Lapa
2013/10/18
2012/05/02
E a caravana passa
Alguns empresários pseudo-doces, políticos pseudo-democratas, profissionais pseudo-jornalistas e comentadores pseudo-independentes, fazem lembrar aqueles cães que ladram enquanto a caravana passa.
(Foto recortada em pcp.pt)
(Foto recortada em pcp.pt)
2010/05/30
Isto é fascismo (2)
O Fascismo não é um conceito abstracto. Ele caracteriza-se por uma forma de autoridade, organização e prática política a que a ideologia acrescenta apenas uma pretensa justificação teórica.
Mas não é por se chamar cão ao gato que este começa a ladrar nem é por se chamar liberdade-de-expressão à desinformação, que esta é livre, independente, rigorosa ou séria.
Toda a censura é fascista, quer seja praticada por uma comissão política ou por um director de jornal, quer se pratique na Coreia do Norte ou em Portugal, quer mate jornalistas na Rússia quer mate o jornalismo em Lisboa, quer omita os grandes acontecimentos, quer subverta os seus conteúdos em obediência a preconceitos ideológicos.
Não são apenas as opiniões que têm direito à vida, são também as notícias! A liberdade de informação e de expressão não tem o seu fundamento na liberdade do jornal dizer o que quizer mas sim na liberdade do cidadão ser informado.
Dizer que um acontecimento teve a participação de centenas de pessoas quando teve centenas de milhares, é usar os mesmos nétodos que Salazar usava para a contagem dos resultados eleitorais; silenciar a oposição ao regime, ou subverter as suas actividades e propósitos, são exercícios tão reprováveis num jornal cubano como num jornal português – com a agravante de que o Granma não se esconde sob o manto diáfano da independência.

A notícia da enorme manifestação de descontentamento contra as políticas do Governo e da Direita – esta seria a notícia rigorosa, independente – não é "a preparação de uma greve geral" que não foi referida no discurso da organização, por mais pertinente e previsível que ela se torne. A notícia é a denúncia dos responsáveis e beneficiários da crise económica, a “indignação e protesto” contra as políticas “de austeridade” que se abatem sobre os trabalhadores como se a crise tivesse sido provocada – e não foi – por se terem pago subsídios de desemprego a mais, prestações sociais, pensões de reforma e salários excessivos aos trabalhadores comuns.
Isto e muito mais do que se viu e ouviu no terreno, é notícia. O resto é difamação à maneira fascista.
Mas não é por se chamar cão ao gato que este começa a ladrar nem é por se chamar liberdade-de-expressão à desinformação, que esta é livre, independente, rigorosa ou séria.
Não são apenas as opiniões que têm direito à vida, são também as notícias! A liberdade de informação e de expressão não tem o seu fundamento na liberdade do jornal dizer o que quizer mas sim na liberdade do cidadão ser informado.
Dizer que um acontecimento teve a participação de centenas de pessoas quando teve centenas de milhares, é usar os mesmos nétodos que Salazar usava para a contagem dos resultados eleitorais; silenciar a oposição ao regime, ou subverter as suas actividades e propósitos, são exercícios tão reprováveis num jornal cubano como num jornal português – com a agravante de que o Granma não se esconde sob o manto diáfano da independência.
A notícia da enorme manifestação de descontentamento contra as políticas do Governo e da Direita – esta seria a notícia rigorosa, independente – não é "a preparação de uma greve geral" que não foi referida no discurso da organização, por mais pertinente e previsível que ela se torne. A notícia é a denúncia dos responsáveis e beneficiários da crise económica, a “indignação e protesto” contra as políticas “de austeridade” que se abatem sobre os trabalhadores como se a crise tivesse sido provocada – e não foi – por se terem pago subsídios de desemprego a mais, prestações sociais, pensões de reforma e salários excessivos aos trabalhadores comuns.
Isto e muito mais do que se viu e ouviu no terreno, é notícia. O resto é difamação à maneira fascista.
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Isto é fascismo
O Sapo diz que estiveram “centenas de portugueses” na manifestação, o Clix diz que “ a CGTP contou com trezentos participantes” ! O Correio da Manhã é um pouco mais generoso ao conceder que terão protestado “milhares” de pessoas. O Público, “jornal de referência” na propaganda anti-sindical e anti-progressista em geral, não assume uma contagem; diz que os organizadores disseram que... Mas acrescenta num português de referência: “A possibilidade do valor estar inflacionado é uma possibilidade”.

A revista “Visão”, essa ainda está a fazer contas. O JN não tem espaço para estas futilidades, ocupado como está em informar o país de que uma bébé nasceu numa padaria... A TSF destaca as declarações... da Ministra do desemprego, remetendo a notícia da manifestação para um “link” que volta a destacar a ministra e a UGT e só lá para o fim refere que estiveram na manifestação... “centenas de pessoas” !
Fotos, nem vê-las! – não se dê o caso de alguém contar as cabeças...
Para os jovens a quem é sempre difícil explicar o que era o fascismo, aqui está um exemplo!
2010 Maio 30 - Recortes de "notícias" de jornais on-line, sobre a manif. de 29.

A revista “Visão”, essa ainda está a fazer contas. O JN não tem espaço para estas futilidades, ocupado como está em informar o país de que uma bébé nasceu numa padaria... A TSF destaca as declarações... da Ministra do desemprego, remetendo a notícia da manifestação para um “link” que volta a destacar a ministra e a UGT e só lá para o fim refere que estiveram na manifestação... “centenas de pessoas” !
Fotos, nem vê-las! – não se dê o caso de alguém contar as cabeças...
Para os jovens a quem é sempre difícil explicar o que era o fascismo, aqui está um exemplo!
2010 Maio 30 - Recortes de "notícias" de jornais on-line, sobre a manif. de 29.
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