Entre presos e foragidos, condenados e gestores de grandes empresas, Cavaco Silva não terá dificuldade em encontrar amigos seus profundamente europeístas e fiéis à NATO, para formar o seu governo alternativo que há-de suceder ao governo nado-morto que aí vem já.
Desde Ricardo Salgado que lhe financiou a candidatura presidencial, até Dias Loureiro, que além de responsável na sua campanha presidencial, já foi seu ministro e Conselheiro de Estado, José Oliveira e Costa que foi secretário de Estado de Cavaco para os Assuntos Fiscais, detido em 2008 por fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e à nacionalização do BPN…, e por falar em BPN, Dias Loureiro, também seu Conselheiro de Estado. E Duarte Lima que presidiu ao grupo parlamentar do PSD, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva, e que responde pela morte de Rosalina Ribeiro mas ama a NATO de todo o coração.
Tudo gente de que se tem rodeado, europeístas e anti-comunistas de corpo e alma e bons-proveitos.
Entretanto, se faltar alguém desta lista de políticos capazes e experientes, não terá dificuldade em encontrar gente da sua confiança ideológica na Comunicação Social, entre jornalistas enfeudados e comentadores encomendados. Afinal, uma curta licença chega para o serviço que lhes é pedido.
Marques Mendes, do alto inacessível da sua altura intelectual, afirma que Cavaco Silva irá designar António Costa para governar com o apoio do BE e do PCP, porque um governo de iniciativa presidencial seria chumbado no parlamento. E não nomeou Passos Coelho nessas mesmas contingências?
Deixo apenas uma ressalva, eu que sou Marques mas não Mendes: apesar de tudo, da mente de Cavaco Silva tudo pode brutar, digo brotar; nunca se sabe. Assim ele imagine que um governo das esquerdas caia ao fim de pouco tempo para dar origem a eleições antecipadas que reconstruam uma maioria de direita.
2015/10/26
2015/10/24
Porque hoje é domingo (73)
Para espanto de muitos – se fossem muitos os que frequentam este sítio! – digo que os milagres não me causam desconfiança. Pelo menos, alguns.
O que me causa desconfiança ou incredulidade é a autoridade dos sacerdotes para interpretá-los. Afinal os apóstolos nunca explicaram os milagres; limitaram-se a achá-los transcendentes, e isso não repugna à minha inteligência, consciente de que há limites humanos para o conhecimento – o meu, o deles e o dos actuais profissionais da religião.
Portanto admito que Marcos tenha visto um cego a ver – passe o trocadilho – como consta do capítulo 10, versículos 46 a 52 dos Evangelhos, e que hoje será comentado nos púlpitos das igrejas católicas.
Mas o que eu queria assinalar é que Jesus não ficou indiferente aos apelos do cego, em nome dos superiores interesses da alma! «Jesus parou e disse: 'Chamai-o'». E curou-o do problema físico como havia feito e continuaria a fazer com outros doentes.
Mais: o milagre das bodas de Caná, a ter acontecido como consta em João-2, nem sequer foi realizado por razões humanitárias – não se tratava de matar a sede de gente carenciada, mas sim de superar a falta de… vinho, numa grande festa.
Isto é: o exemplo de Jesus mostra que Deus não é indiferente às necessidades e até aos prazeres físicos das pessoas!
Calem-se de vez, portanto, os hipócritas que apelam ao sacrifício e à austeridade como valores em si.
O que me causa desconfiança ou incredulidade é a autoridade dos sacerdotes para interpretá-los. Afinal os apóstolos nunca explicaram os milagres; limitaram-se a achá-los transcendentes, e isso não repugna à minha inteligência, consciente de que há limites humanos para o conhecimento – o meu, o deles e o dos actuais profissionais da religião.
Portanto admito que Marcos tenha visto um cego a ver – passe o trocadilho – como consta do capítulo 10, versículos 46 a 52 dos Evangelhos, e que hoje será comentado nos púlpitos das igrejas católicas.
Mas o que eu queria assinalar é que Jesus não ficou indiferente aos apelos do cego, em nome dos superiores interesses da alma! «Jesus parou e disse: 'Chamai-o'». E curou-o do problema físico como havia feito e continuaria a fazer com outros doentes.
Mais: o milagre das bodas de Caná, a ter acontecido como consta em João-2, nem sequer foi realizado por razões humanitárias – não se tratava de matar a sede de gente carenciada, mas sim de superar a falta de… vinho, numa grande festa.
Isto é: o exemplo de Jesus mostra que Deus não é indiferente às necessidades e até aos prazeres físicos das pessoas!
Calem-se de vez, portanto, os hipócritas que apelam ao sacrifício e à austeridade como valores em si.
2015/10/22
Então governem!
Diz a Direita e alguns militantes do PS, que o PCP e o BE não
devem ser chamados a um acordo de incidência governamental com o PS porque são
partidos em desacordo com a União Europeia e que contestam a NATO.
Mas a gente pergunta: - Isso retira legitimidade para participar num governo, se for o caso? Então os governos europeus não-filiados na U.E., são ilegítimos? Mais: se o Bloco de Esquerda ou a CDU ganhassem as eleições, não deviam formar governo porque não são austeritaristas nem belicistas? Porque interviriam na UE, como já fazem, pela soberania e a viabilidade económica de Portugal?
Diz a Direita e alguns militantes do PS, que “os 32% que votaram no PS não queriam um governo do Partido Socialista com o PCP e o Bloco de Esquerda.
Mas a gente pergunta: - E queriam um governo PSD/CDS?
Diz a Direita que a coligação PSD/CDS deve governar porque foi a candidatura mais votada.
Mas a gente responde: - Então governem!
Mas a gente pergunta: - Isso retira legitimidade para participar num governo, se for o caso? Então os governos europeus não-filiados na U.E., são ilegítimos? Mais: se o Bloco de Esquerda ou a CDU ganhassem as eleições, não deviam formar governo porque não são austeritaristas nem belicistas? Porque interviriam na UE, como já fazem, pela soberania e a viabilidade económica de Portugal?
Diz a Direita e alguns militantes do PS, que “os 32% que votaram no PS não queriam um governo do Partido Socialista com o PCP e o Bloco de Esquerda.
Mas a gente pergunta: - E queriam um governo PSD/CDS?
Diz a Direita que a coligação PSD/CDS deve governar porque foi a candidatura mais votada.
Mas a gente responde: - Então governem!
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coligação de esquerda,
Novo Governo
2015/10/19
Os dados estão lançados
para a formação do Governo
ANTÓNIO COSTA (PS) DIXIT
“As reuniões com PCP e BE foram construtivas. Com a coligação, uma (reunião) foi vazia e a outra, inconclusiva” Quanto ao entendimento com as esquerdas, “as medidas que encontrar estarão de acordo com as obrigações que Portugal tem e estarão de acordo com o cenário macro-económico do PS”.
Prioridades do Governo de esquerda, segundo A. Costa:
• combate à pobreza infantil
• condições de financiamento para as empresas
• conta corrente das empresas com o Estado
• reposição de vencimentos da função pública
• acelerar a eliminação da sobretaxa de IRS
• alterar escalões de IRS
Declarações mais recentes AQUI, nomeadamente:
"Só serei primeiro-ministro se houver maioria na Assembleia da República que apoie Governo liderado por mim".
CATARINA MARTINS (BE) DIXIT:
“O Bloco de Esquerda não faltará a uma solução de governo que seja capaz de recuperar os rendimentos do trabalho, salários e pensões, dignidade do trabalho, combate à precariedade e defender a dignidade do nosso país no combate à venda ao desbarato que está a ser feita”.
…
O Bloco "não abdica daquilo que afirmou na campanha eleitoral, mas sabe centrar-se no que é essencial num processo de convergência em que a convergência é essencial de todas as partes para que haja mudança real no país" e destacou que a questão da reestruturação da dívida é "uma questão inultrapassável" mas não limita diálogos.
Catarina Martins em 2015-10-16
JERÓNIMO DE SOUSA (PCP) DIXIT:
«Apresentaremos uma moção de rejeição do programa de um [eventual] governo PSD/CDS» e «estamos preparados e prontos para assumir todas as responsabilidades, incluindo governativas, necessárias à concretização de uma política que rompa com o rumo que arrastou o País para a actual situação.»
Jerónimo de Sousa em comício de 2015-10-09
«Mesmo não sendo possível essa convergência para uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que de facto não é fácil, o quadro constitucional e a correlação de forças Assembleia da República em nada impedem o PS de formar Governo, apresentar o seu Programa e entrar em funções.
Nessa circunstância, como sempre, os trabalhadores e o povo poderão contar com o PCP para assegurar todas as medidas que correspondam aos seus direitos e interesses. Tudo o que não corresponda a esses objectivos, contará com a oposição do PCP.»
Jerónimo de Sousa após encontro com o Bloco de Esquerda em 2015-10-16, e no editorial do Avante do dia 15.
“As reuniões com PCP e BE foram construtivas. Com a coligação, uma (reunião) foi vazia e a outra, inconclusiva” Quanto ao entendimento com as esquerdas, “as medidas que encontrar estarão de acordo com as obrigações que Portugal tem e estarão de acordo com o cenário macro-económico do PS”.
Prioridades do Governo de esquerda, segundo A. Costa:
• combate à pobreza infantil
• condições de financiamento para as empresas
• conta corrente das empresas com o Estado
• reposição de vencimentos da função pública
• acelerar a eliminação da sobretaxa de IRS
• alterar escalões de IRS
Declarações mais recentes AQUI, nomeadamente:
"Só serei primeiro-ministro se houver maioria na Assembleia da República que apoie Governo liderado por mim".
CATARINA MARTINS (BE) DIXIT:
“O Bloco de Esquerda não faltará a uma solução de governo que seja capaz de recuperar os rendimentos do trabalho, salários e pensões, dignidade do trabalho, combate à precariedade e defender a dignidade do nosso país no combate à venda ao desbarato que está a ser feita”.
…
O Bloco "não abdica daquilo que afirmou na campanha eleitoral, mas sabe centrar-se no que é essencial num processo de convergência em que a convergência é essencial de todas as partes para que haja mudança real no país" e destacou que a questão da reestruturação da dívida é "uma questão inultrapassável" mas não limita diálogos.
Catarina Martins em 2015-10-16
JERÓNIMO DE SOUSA (PCP) DIXIT:
«Apresentaremos uma moção de rejeição do programa de um [eventual] governo PSD/CDS» e «estamos preparados e prontos para assumir todas as responsabilidades, incluindo governativas, necessárias à concretização de uma política que rompa com o rumo que arrastou o País para a actual situação.»
Jerónimo de Sousa em comício de 2015-10-09
«Mesmo não sendo possível essa convergência para uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que de facto não é fácil, o quadro constitucional e a correlação de forças Assembleia da República em nada impedem o PS de formar Governo, apresentar o seu Programa e entrar em funções.
Nessa circunstância, como sempre, os trabalhadores e o povo poderão contar com o PCP para assegurar todas as medidas que correspondam aos seus direitos e interesses. Tudo o que não corresponda a esses objectivos, contará com a oposição do PCP.»
Jerónimo de Sousa após encontro com o Bloco de Esquerda em 2015-10-16, e no editorial do Avante do dia 15.
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2015/10/18
Porque hoje é domingo 72
Nem tudo corria bem entre os que o seguiam em arruadas,
comícios e reuniões à porta fechada.
Lembro o episódio mais relevante e que se tornaria central em toda a história do grupo: a traição de Judas denunciada na última ceia que ainda hoje é representada nos palcos das igrejas – a missa.
Mas são muitos os relatos que dão conta de desavenças entre os discípulos, e entre Jesus e eles. O caso que os católicos invocam neste domingo, revela não só isso mas também o carácter pouco recomendável de alguns santos, entre eles, Tiago e João.
Estes dois terão chamado Jesus à parte para lhe pedir que lhes desse um lugar privilegiado no Céu: «Quando estiveres na glória, deixa-nos sentar, um à tua direita e outro à tua esquerda». Foi como se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins propusessem a António Costa, assentos no eventual governo de esquerda.
Jesus, porém, respondeu que as coisas não são assim, e deu-lhes um grande raspanete. E esclareceu: «É Deus quem dará esses lugares àqueles para os quais ele preparou». Onde se lê "Deus", leia-se Cavaco Silva, obviamente.
Ressalve-se que no caso da frente de esquerda, digamos assim, a coisa foi mais grave: os coligados pretendiam que o Partido Socialista tirasse finalmente o Socialismo da gaveta de Mário Soares e reconsiderasse os mandamentos.
A narrativa termina por aqui porque S. Marcos não desenvolve muito mais, e nós, por cá, não sabemos ainda das consequências que terá a tentativa de formar um governo de esquerda. O que sabemos é que Jesus recusou aceitar a proposta de Tiago e João, que nem por isso deixaram de segui-lo.
Lembro o episódio mais relevante e que se tornaria central em toda a história do grupo: a traição de Judas denunciada na última ceia que ainda hoje é representada nos palcos das igrejas – a missa.
Mas são muitos os relatos que dão conta de desavenças entre os discípulos, e entre Jesus e eles. O caso que os católicos invocam neste domingo, revela não só isso mas também o carácter pouco recomendável de alguns santos, entre eles, Tiago e João.
Estes dois terão chamado Jesus à parte para lhe pedir que lhes desse um lugar privilegiado no Céu: «Quando estiveres na glória, deixa-nos sentar, um à tua direita e outro à tua esquerda». Foi como se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins propusessem a António Costa, assentos no eventual governo de esquerda.
Jesus, porém, respondeu que as coisas não são assim, e deu-lhes um grande raspanete. E esclareceu: «É Deus quem dará esses lugares àqueles para os quais ele preparou». Onde se lê "Deus", leia-se Cavaco Silva, obviamente.
Ressalve-se que no caso da frente de esquerda, digamos assim, a coisa foi mais grave: os coligados pretendiam que o Partido Socialista tirasse finalmente o Socialismo da gaveta de Mário Soares e reconsiderasse os mandamentos.
A narrativa termina por aqui porque S. Marcos não desenvolve muito mais, e nós, por cá, não sabemos ainda das consequências que terá a tentativa de formar um governo de esquerda. O que sabemos é que Jesus recusou aceitar a proposta de Tiago e João, que nem por isso deixaram de segui-lo.
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Novo Governo
2015/10/17
Arcos há muitos
O "arco da governação" ardeu às mãos do PCP e do Bloco quando estes partidos se mostraram disponíveis para viabilizar um governo do Partido Socialista? Não faz mal, arranja-se outro arco. E nasce assim o "arco do europeísmo".
E assim vai fazendo o seu caminho, o arco da impostura. Até onde nos leva? Até onde quiserem os portugueses. Isto é, até onde o suportarem.
Os arcos nunca acabam, a paciência é que começa a dar sinais de cansaço.
E assim vai fazendo o seu caminho, o arco da impostura. Até onde nos leva? Até onde quiserem os portugueses. Isto é, até onde o suportarem.
Os arcos nunca acabam, a paciência é que começa a dar sinais de cansaço.
A figura seguinte mostra como "os arcos" mudam...
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