Apesar de todos os esforços de assunção aos céus, o homem dos 320 bilhões de dólares continua muito atrasado em relação a Nossa Senhora que hoje é invocada por tê-lo feito, como provou o Papa Pio XII, do alto da sua infalibilidade, e como comprovam várias fotografias da época, a cores. Isto para não falar da ascensão de Jesus após uma ceia bem regada.
Deste, porém, ficou-nos a promessa de que voltaria a descer à Terra, conforme declaração de um porta-voz a que as escrituras chamam anjo. Não foi marcada data nem local e, para já, o que se tem por certo é que está sentadinho lá no céu, à direita de Deus Pai – que, nisto, os deuses são muito formais.
Esperemos que a cadeira da esquerda esteja reservada para o nosso homem mais rico, que bem merece pelos sacrifícios que tem feito pela Humanidade.
Apesar de hoje não ser domingo, inserimos na série "Porque hoje é domingo", a minha visão ateia sobre a Assunção de Nossa Senhora. Que Deus me perdoe a falta de rigor. A minha, claro!
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2024/08/15
2023/08/13
Porque hoje é domingo (136)
No lema que definiu para as JMJ em 2023, o Papa escolheu de Lucas 1 o versículo 39: “E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada”.
Que pena não ter escolhido o versículo 52: Deus “depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes”. Se mais não fosse, seria uma ideia mais compreensível. E franciscana.
Quanto ao milagre a que se refere este episódio, é “estranho” que oculte o facto de sua prima Isabel, aquela que Maria foi visitar apressadamente, também fosse objecto de igual milagre do nascimento de um filho “não concebido” por homem.
Diga-se de passagem que o principal suspeito, em ambos os casos!, é um tal Gabriel. Coincidências!
Quanto ao milagre a que se refere este episódio, é “estranho” que oculte o facto de sua prima Isabel, aquela que Maria foi visitar apressadamente, também fosse objecto de igual milagre do nascimento de um filho “não concebido” por homem.
Diga-se de passagem que o principal suspeito, em ambos os casos!, é um tal Gabriel. Coincidências!
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2022/07/31
Porque hoje é domingo (127)
Neste domingo invoca-se a ressurreição de Lázaro, e eu só me lembro do livro de Pedro Barahona de Lemos, TODOS SOMOS LÁZARO, onde os milagres mas também as novidades trazidas por Jesus são desmistificadas com base na História. No caso deste “milagre”, nem sequer o facto de ser relatado por um único evangelista (João) leva os crentes a duvidar – até porque duvidar já é pecar!
Outra invocação que me ocorre é a canção
E O MUNDO NÃO SE ACABOU (Adriana Calcanhoto)
Enquanto os meios de informação se ocupam, justamente, com os casos de pedofilia na Igreja Católica, esta prossegue a sua actividade legal de intimidação e repressão milenar das populações com a ameaça do inferno nas suas várias versões e com acusação de pecados, aos outros.
Gerações e gerações de povos são instruídas pelos Evangelhos que, para tornar as ameaças eficazes, nos vendem os milagres mais inverosímeis reportados no Novo Testamento por gente que não assistiu a eles.
Outra invocação que me ocorre é a canção
E O MUNDO NÃO SE ACABOU (Adriana Calcanhoto)
Enquanto os meios de informação se ocupam, justamente, com os casos de pedofilia na Igreja Católica, esta prossegue a sua actividade legal de intimidação e repressão milenar das populações com a ameaça do inferno nas suas várias versões e com acusação de pecados, aos outros.
Gerações e gerações de povos são instruídas pelos Evangelhos que, para tornar as ameaças eficazes, nos vendem os milagres mais inverosímeis reportados no Novo Testamento por gente que não assistiu a eles.
2017/01/30
Os milagres de Lúcia
Chamo milagres à ocorrência de fenómenos que escapam à explicação humana desde a mais comum até à científica. Não só que escapam como contradizem o que temos por lógico e adquirido. Afinal, onde está a lógica ou a explicação para a existência da vida e do universo?
Mas também não sou indiferente às evidências.
A ressurreição de Lázaro e de outros santos – por assim dizer – com destaque para Jesus,é muito duvidosa à luz da investigação histórica actual. Então a ascensão “aos céus” até “de corpo e alma”, é de uma infantilidade que nem no catecismo infantil devia ser mencionada.
O que se tem visto dos “milagres” certificados pela Igreja Católica, é que a sua divulgação cumpre uma função utilitária: alimentar o mito de Jesus e do politeísmo, disfarçado este do culto a Maria e todos os “santos”.
Aproveitando e fomentando a popularidade de Fátima, a Igreja deu início à beatificação da “irmã” Lúcia, em Fevereiro de 2008. Eram passados apenas três anos da morte dela, pelo que foi preciso Bento XVI abrir uma excepção às próprias normas do "Direito Canônico". Motivos urgentes…
Entretanto, para lhe atribuir aquele título a quatro meses da vinda do papa Francisco, a Igreja não perde tempo, uma vez mais, e trata de anunciar que «a Sessão de Clausura do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Serva de Deus Lúcia de Jesus terá lugar no dia 13 de fevereiro de 2017».
Para nossa frustração, nada de novo será revelado. «Todo o material recolhido será entregue na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, que dará o “adequado seguimento”, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja».
Intrigante esta história, não acham? Afinal é mais fácil admitir um milagre do que admitir o óbvio: que o processo de Fátima é uma grande fraude!
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!” (Mateus 23 13-15).
Mas também não sou indiferente às evidências.
A ressurreição de Lázaro e de outros santos – por assim dizer – com destaque para Jesus,é muito duvidosa à luz da investigação histórica actual. Então a ascensão “aos céus” até “de corpo e alma”, é de uma infantilidade que nem no catecismo infantil devia ser mencionada.
O que se tem visto dos “milagres” certificados pela Igreja Católica, é que a sua divulgação cumpre uma função utilitária: alimentar o mito de Jesus e do politeísmo, disfarçado este do culto a Maria e todos os “santos”.
Aproveitando e fomentando a popularidade de Fátima, a Igreja deu início à beatificação da “irmã” Lúcia, em Fevereiro de 2008. Eram passados apenas três anos da morte dela, pelo que foi preciso Bento XVI abrir uma excepção às próprias normas do "Direito Canônico". Motivos urgentes…
Entretanto, para lhe atribuir aquele título a quatro meses da vinda do papa Francisco, a Igreja não perde tempo, uma vez mais, e trata de anunciar que «a Sessão de Clausura do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Serva de Deus Lúcia de Jesus terá lugar no dia 13 de fevereiro de 2017».
Para nossa frustração, nada de novo será revelado. «Todo o material recolhido será entregue na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, que dará o “adequado seguimento”, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja».
Intrigante esta história, não acham? Afinal é mais fácil admitir um milagre do que admitir o óbvio: que o processo de Fátima é uma grande fraude!
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!” (Mateus 23 13-15).
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2015/10/24
Porque hoje é domingo (73)
Para espanto de muitos – se fossem muitos os que frequentam este sítio! – digo que os milagres não me causam desconfiança. Pelo menos, alguns.
O que me causa desconfiança ou incredulidade é a autoridade dos sacerdotes para interpretá-los. Afinal os apóstolos nunca explicaram os milagres; limitaram-se a achá-los transcendentes, e isso não repugna à minha inteligência, consciente de que há limites humanos para o conhecimento – o meu, o deles e o dos actuais profissionais da religião.
Portanto admito que Marcos tenha visto um cego a ver – passe o trocadilho – como consta do capítulo 10, versículos 46 a 52 dos Evangelhos, e que hoje será comentado nos púlpitos das igrejas católicas.
Mas o que eu queria assinalar é que Jesus não ficou indiferente aos apelos do cego, em nome dos superiores interesses da alma! «Jesus parou e disse: 'Chamai-o'». E curou-o do problema físico como havia feito e continuaria a fazer com outros doentes.
Mais: o milagre das bodas de Caná, a ter acontecido como consta em João-2, nem sequer foi realizado por razões humanitárias – não se tratava de matar a sede de gente carenciada, mas sim de superar a falta de… vinho, numa grande festa.
Isto é: o exemplo de Jesus mostra que Deus não é indiferente às necessidades e até aos prazeres físicos das pessoas!
Calem-se de vez, portanto, os hipócritas que apelam ao sacrifício e à austeridade como valores em si.
O que me causa desconfiança ou incredulidade é a autoridade dos sacerdotes para interpretá-los. Afinal os apóstolos nunca explicaram os milagres; limitaram-se a achá-los transcendentes, e isso não repugna à minha inteligência, consciente de que há limites humanos para o conhecimento – o meu, o deles e o dos actuais profissionais da religião.
Portanto admito que Marcos tenha visto um cego a ver – passe o trocadilho – como consta do capítulo 10, versículos 46 a 52 dos Evangelhos, e que hoje será comentado nos púlpitos das igrejas católicas.
Mas o que eu queria assinalar é que Jesus não ficou indiferente aos apelos do cego, em nome dos superiores interesses da alma! «Jesus parou e disse: 'Chamai-o'». E curou-o do problema físico como havia feito e continuaria a fazer com outros doentes.
Mais: o milagre das bodas de Caná, a ter acontecido como consta em João-2, nem sequer foi realizado por razões humanitárias – não se tratava de matar a sede de gente carenciada, mas sim de superar a falta de… vinho, numa grande festa.
Isto é: o exemplo de Jesus mostra que Deus não é indiferente às necessidades e até aos prazeres físicos das pessoas!
Calem-se de vez, portanto, os hipócritas que apelam ao sacrifício e à austeridade como valores em si.
2014/11/02
Porque hoje é domingo (59)
... dia de finados
Por mais incrível que pareça, a história que hoje se invoca é, para mim, uma das mais credíveis de todas quantas nos falam os Evangelhos – e não digo isto com ironia.
Conta-nos São João (Jo11,17-27) que estando Lázaro morto e sepultado, Marta comenta para Jesus: “Senhor, se estivesses aqui o meu irmão não teria morrido.” E que, depois deste desabafo angustiado, Jesus trouxe Lázaro de novo para a vida.

Em vez da rejeição imediata e fácil desta ideia de que alguém possa ressuscitar, uma ideia que parece absurda e só consentida no domínio religioso, há gente que estuda o assunto de forma desapaixonada e ideologicamente desinteressada, reunindo testemunhos credíveis, comparando-os, analisando-os.
Também José Rodrigues dos Santos, escritor e jornalista, aborda o assunto na sua obra mais recente, “A Chave de Salomão” onde a ficção deve muito à realidade, segundo afirmou o próprio autor que terá recolhido vários testemunhos..
A meu ver, a questão que se coloca no plano intelectual, é a seguinte: será que a morte é reversível?; será que a morte não é o fim? Isto é, em última análise: será que o conceito de morte tem que ser revisto?
Se assim for, talvez ganhe um sentido novo e inesperado a corrida aos cemitérios neste dia "de finados". E até os mais casmurros dos descrentes, como eu, vão algum dia engrossar a peregrinação aos cemitérios.
Por mais incrível que pareça, a história que hoje se invoca é, para mim, uma das mais credíveis de todas quantas nos falam os Evangelhos – e não digo isto com ironia.
Conta-nos São João (Jo11,17-27) que estando Lázaro morto e sepultado, Marta comenta para Jesus: “Senhor, se estivesses aqui o meu irmão não teria morrido.” E que, depois deste desabafo angustiado, Jesus trouxe Lázaro de novo para a vida.
“La Résurrection de Lazare” de Mattia Preti (séc. XVII)
Em vez da rejeição imediata e fácil desta ideia de que alguém possa ressuscitar, uma ideia que parece absurda e só consentida no domínio religioso, há gente que estuda o assunto de forma desapaixonada e ideologicamente desinteressada, reunindo testemunhos credíveis, comparando-os, analisando-os.
Também José Rodrigues dos Santos, escritor e jornalista, aborda o assunto na sua obra mais recente, “A Chave de Salomão” onde a ficção deve muito à realidade, segundo afirmou o próprio autor que terá recolhido vários testemunhos..
A meu ver, a questão que se coloca no plano intelectual, é a seguinte: será que a morte é reversível?; será que a morte não é o fim? Isto é, em última análise: será que o conceito de morte tem que ser revisto?
Se assim for, talvez ganhe um sentido novo e inesperado a corrida aos cemitérios neste dia "de finados". E até os mais casmurros dos descrentes, como eu, vão algum dia engrossar a peregrinação aos cemitérios.
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2014/10/12
Porque hoje é domingo (57)
Jesus transformou a água em vinho – conta João, o evangelista, e só ele (2, 1-11).
Até aqui não é nada que o taberneiro da Travessa dos Congregados não fizesse diariamente sem que ninguém lho pedisse. E a gente que se sentava como eu na sala de segunda classe, do restaurante, logo à entrada, onde as mesas não tinham toalha, bebia aquela zurrapa escura e espumosa com o mesmo divino prazer com que chafurdava num prato de tripas quando não umas papas de sarrabulho… Um veneno matava o outro.
Naquele tempo em que Jesus se estreou a fazer milagres, não havia ASAI nem super-mercados nem grandes cuidados preventivos nem fitness nem ciclovias, mas também não havia cancros nem sida nem hospitais privados, se a memória não me atraiçoa.
Mas a questão que se coloca é outra: que importância especial teve esse casamento para que Jesus e a sua mãe mas também os discípulos nela participassem, e para que Jesus desperdiçasse a sua transcendência na coisa fútil de suprir a falta de álcool às mesas – ele que não era o noivo nem o dono da casa, salvo melhor opinião.
Até aqui não é nada que o taberneiro da Travessa dos Congregados não fizesse diariamente sem que ninguém lho pedisse. E a gente que se sentava como eu na sala de segunda classe, do restaurante, logo à entrada, onde as mesas não tinham toalha, bebia aquela zurrapa escura e espumosa com o mesmo divino prazer com que chafurdava num prato de tripas quando não umas papas de sarrabulho… Um veneno matava o outro.
Naquele tempo em que Jesus se estreou a fazer milagres, não havia ASAI nem super-mercados nem grandes cuidados preventivos nem fitness nem ciclovias, mas também não havia cancros nem sida nem hospitais privados, se a memória não me atraiçoa.
Mas a questão que se coloca é outra: que importância especial teve esse casamento para que Jesus e a sua mãe mas também os discípulos nela participassem, e para que Jesus desperdiçasse a sua transcendência na coisa fútil de suprir a falta de álcool às mesas – ele que não era o noivo nem o dono da casa, salvo melhor opinião.
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2012/08/05
Porque hoje é domingo (20)
Se eu fosse um deus, desses que transformam cinco pães em cinco mil, desses que caminham sobre as águas dos rios, desses que curam os enfermos e ressuscitam mortos, não me indignava como ele, só porque os famintos me seguiam à míngua de pão.
“Estais me procurando não porque vistes sinais (milagres), mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”. Com todo o respeito, isto não são coisas que se digam a uma multidão ingénua de famintos, sabendo eles e tendo comprovado que esse milagre o faz Jesus com uma perna às costas, por assim dizer.
Tu disseste: “Eu sou o pão da vida; eu sou uma água viva, e quem bebe desta água nunca mais terá sede”. Vai daí, a pobre samaritana que não estava acostumada a metáforas, hipérboles e outras figuras de estilo literário, na sua inocência te pediu humildemente: “Senhor, dá-me dessa, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água” (Jo 4,15).
Mas tu que respondeste? Deste-lhe uma descasca... do diabo, dizendo que eles te seguiam por interesse e não por amor.
Francamente! Que falta de sensibilidade social! Não devias ser tu a quem não falta pão e peixe e carne de ovelha; quem devia exprimir solidariedade,que já nem falo de amor ou compaixão, dando-lhes do que precisavam em vez de santidade? Que pecados cometeram esses filhos de Deus, que mereçam ser sacrificados mais do que já são?
Tem razão numa coisa um certo padre na sua homilia: as pessoas não querem ser cristãs, querem ter Cristo como um mago para suprir as suas necessidades. Mas alguma vez a Igreja onde o padre exerce a sua profissão, se importou com isso? Pelo contrário: vai resolvendo as suas próprias necessidades materiais a troco de... paraísos futuros. Nada que os governos mais perversos não façam também, profetizando milagres económicos.
Senhor: morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo. De fome! E tu que concebeste o Homem e a sua natureza - boca, esófago, estomago, sangue e coração - deixas que isto aconteça porque o que te interessa é a salvação das almas. Pois não teria sido muito mais razoável, nesse caso, ter criado os homens sem corpo?
Nota: A foto do meio (original) é de uma pista criada no santuário de Fátima, para cumprimento de promessas, de joelhos!
“Estais me procurando não porque vistes sinais (milagres), mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”. Com todo o respeito, isto não são coisas que se digam a uma multidão ingénua de famintos, sabendo eles e tendo comprovado que esse milagre o faz Jesus com uma perna às costas, por assim dizer.
Tu disseste: “Eu sou o pão da vida; eu sou uma água viva, e quem bebe desta água nunca mais terá sede”. Vai daí, a pobre samaritana que não estava acostumada a metáforas, hipérboles e outras figuras de estilo literário, na sua inocência te pediu humildemente: “Senhor, dá-me dessa, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água” (Jo 4,15).
Mas tu que respondeste? Deste-lhe uma descasca... do diabo, dizendo que eles te seguiam por interesse e não por amor.
Francamente! Que falta de sensibilidade social! Não devias ser tu a quem não falta pão e peixe e carne de ovelha; quem devia exprimir solidariedade,que já nem falo de amor ou compaixão, dando-lhes do que precisavam em vez de santidade? Que pecados cometeram esses filhos de Deus, que mereçam ser sacrificados mais do que já são?
Tem razão numa coisa um certo padre na sua homilia: as pessoas não querem ser cristãs, querem ter Cristo como um mago para suprir as suas necessidades. Mas alguma vez a Igreja onde o padre exerce a sua profissão, se importou com isso? Pelo contrário: vai resolvendo as suas próprias necessidades materiais a troco de... paraísos futuros. Nada que os governos mais perversos não façam também, profetizando milagres económicos.
Senhor: morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo. De fome! E tu que concebeste o Homem e a sua natureza - boca, esófago, estomago, sangue e coração - deixas que isto aconteça porque o que te interessa é a salvação das almas. Pois não teria sido muito mais razoável, nesse caso, ter criado os homens sem corpo?
Nota: A foto do meio (original) é de uma pista criada no santuário de Fátima, para cumprimento de promessas, de joelhos!
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