2015/12/16
2015/12/12
Que morram longe
Para não ter os idosos no hospital, metem-se as famílias na prisão – assim vai o projecto de lei de PSD/CDS, no que se refere a esta questão específica de prender as pessoas que não recolhem os seus familiares idosos nos
hospitais.
Quantos mais idosos terão que ser encontrados abandonados e mortos nas “suas” residências, para se compreender que o Estado, social por definição, deve criar condições para que os nossos pais e avós possam viver e morrer com dignidade?
A prioridade das prioridades é isto e não a liquidez dos bancos e os “compromissos internacionais”. Ou os Direitos Humanos só interessam para o combate político?
Não se trata tanto de um crime privado de famílias negligentes ou egoistas; trata-se sobretudo de um crime público de estados liberais ou ditaduras.
Não, os hospitais não são lares para pessoas acamadas ou idosas. Mas isso deveria orientar-nos para criar condições de acessibilidade e dignidade no âmbito dos lares de idosos, por exmplo, em vez os forçar a viver em ambientes familiares onde são repudiadas.
A mensagem que traz esta proposta PSD/CDS, apesar de embrulhada com pretensões atendíveis, é que os velhos vão morrer longe. Hoje os idosos, amanhã os deficientes, os desempregados…
Quantos mais idosos terão que ser encontrados abandonados e mortos nas “suas” residências, para se compreender que o Estado, social por definição, deve criar condições para que os nossos pais e avós possam viver e morrer com dignidade?
A prioridade das prioridades é isto e não a liquidez dos bancos e os “compromissos internacionais”. Ou os Direitos Humanos só interessam para o combate político?
Não se trata tanto de um crime privado de famílias negligentes ou egoistas; trata-se sobretudo de um crime público de estados liberais ou ditaduras.
Não, os hospitais não são lares para pessoas acamadas ou idosas. Mas isso deveria orientar-nos para criar condições de acessibilidade e dignidade no âmbito dos lares de idosos, por exmplo, em vez os forçar a viver em ambientes familiares onde são repudiadas.
A mensagem que traz esta proposta PSD/CDS, apesar de embrulhada com pretensões atendíveis, é que os velhos vão morrer longe. Hoje os idosos, amanhã os deficientes, os desempregados…
Etiquetas:
pobreza,
Segurança Social,
Velhice
2015/12/11
Não se pode decapitá-los?
Lia-se ontem, em título na revista Visão: «Costa decapita direção do grupo parlamentar».
Alarmado com esta inesperada radicalização de António Costa, corre-me o olhar para o corpo da notícia. Fico a saber que "decapitar" é convidar deputados para integrarem o novo governo!!!
Ficou explicada a razão porque o PCP e o BE não quiseram integrar o novo poder executivo.
Sempre prontas e prontos a manifestar aptidões intelectuais que não têm, é frequente termos de levar "literalmente" com expressões erradas e comentários estúpidos daqueles cuja profissão depende, antes de mais, de saber falar.
"Temos que saber com que linhas nos vamos cozer, literalmente"! - dizia pomposamente uma apresentadora de um programa de televisão, da tarde. Dizem outros, todos os dias. É a palavra da moda, qualquer coisa do tipo, tás a ver?!
Não se pode decapitá-los?
Alarmado com esta inesperada radicalização de António Costa, corre-me o olhar para o corpo da notícia. Fico a saber que "decapitar" é convidar deputados para integrarem o novo governo!!!
Ficou explicada a razão porque o PCP e o BE não quiseram integrar o novo poder executivo.
Sempre prontas e prontos a manifestar aptidões intelectuais que não têm, é frequente termos de levar "literalmente" com expressões erradas e comentários estúpidos daqueles cuja profissão depende, antes de mais, de saber falar.
"Temos que saber com que linhas nos vamos cozer, literalmente"! - dizia pomposamente uma apresentadora de um programa de televisão, da tarde. Dizem outros, todos os dias. É a palavra da moda, qualquer coisa do tipo, tás a ver?!
Não se pode decapitá-los?
2015/12/10
Foi você que pediu aumento do salário mínimo?
Por via de regra, os contribuintes de alto rendimento representam uma parcela muito significativa do IRS cobrado, em países onde a tributação é levada a sério. Chegam a representar 20 a 25% da tributação em IRS.
Em Portugal não chegam a representar… meio por cento!
Assim falava José Azevedo Pereira, ex-Director Geral dos Impostos entre 2007 e 2014. Ouvi eu “com estes dois que a terra há-de comer”, no programa Negócios da Semana de ontem (2015-12-09).
Mais. As famílias ou agregados portugueses com alto rendimento são cerca de mil, mas apenas duzentas destas, aproximadamente, são realmente tributadas!
E agora – digo eu – venham enganar-nos com o argumento de que não vale nada preocuparmo-nos com os ricos que não pagam impostos porque “quase não há ricos” e os que há “não justificam” um agravamento de impostos.
Sob o manto diáfano da demagogia, a nudez crua da ladroagem. De alto rendimento!...
(Caricatura recolhida no Google)
Em Portugal não chegam a representar… meio por cento!
Assim falava José Azevedo Pereira, ex-Director Geral dos Impostos entre 2007 e 2014. Ouvi eu “com estes dois que a terra há-de comer”, no programa Negócios da Semana de ontem (2015-12-09).
Mais. As famílias ou agregados portugueses com alto rendimento são cerca de mil, mas apenas duzentas destas, aproximadamente, são realmente tributadas!
E agora – digo eu – venham enganar-nos com o argumento de que não vale nada preocuparmo-nos com os ricos que não pagam impostos porque “quase não há ricos” e os que há “não justificam” um agravamento de impostos.
Sob o manto diáfano da demagogia, a nudez crua da ladroagem. De alto rendimento!...
(Caricatura recolhida no Google)
Etiquetas:
Impostos,
IRS,
ricos e pobres,
salário mínimo
2015/12/06
2015/12/04
Teatro a sério
Sendo uma produção "Teatro dos Aloés" com encenação de José Peixoto e participação de actores como Elsa Valentim e Jorge Silva, não hesito em recomendar. E "fazer figas" para que venha ao Porto.
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