2024/08/15

Porque hoje é domingo, em certo sentido

Apesar de todos os esforços de assunção aos céus, o homem dos 320 bilhões de dólares continua muito atrasado em relação a Nossa Senhora que hoje é invocada por tê-lo feito, como provou o Papa Pio XII, do alto da sua infalibilidade, e como comprovam várias fotografias da época, a cores. Isto para não falar da ascensão de Jesus após uma ceia bem regada.

Deste, porém, ficou-nos a promessa de que voltaria a descer à Terra, conforme declaração de um porta-voz a que as escrituras chamam anjo. Não foi marcada data nem local e, para já, o que se tem por certo é que está sentadinho lá no céu, à direita de Deus Pai – que, nisto, os deuses são muito formais.

Esperemos que a cadeira da esquerda esteja reservada para o nosso homem mais rico, que bem merece pelos sacrifícios que tem feito pela Humanidade.

Apesar de hoje não ser domingo, inserimos na série "Porque hoje é domingo", a minha visão ateia sobre a Assunção de Nossa Senhora. Que Deus me perdoe a falta de rigor. A minha, claro!

2024/08/09

Venezuela incomoda os donos do mundo (DDT)

Delcy Rodriguez, vice de P. Maduro, denuncia criminosos de extrema-direita em eleições de Venezuela 2024

2024/07/09

"Aprender, aprender, aprender sempre" em política

João Oliveira, do PCP, responde ás grandes questões
da actualidade política internacional


Copiar: a href="https://sicnoticias.pt/podcasts/perguntar-nao-ofende/2024-05-14-ate-onde-vai-o-euroceticismo-do-pcp--joao-oliveira-cabeca-de-lista-da-cdu-responde-a-daniel-oliveira-no-perguntar-nao-ofende-a3a8420c"

IA - O futuro já chegou

Estamos destinados a falar com “pessoas” que não existem, a fazer negócios com pessoas que não existem, a consultar médicos que não existem, a discutir política com interlocutores inumanos.
O fenómeno da inteligência artificial (IA) não é uma ideia do futuro, é já uma realidade no presente. O que se discute não é a sua existência, é saber quem e como domina a sua actividade e desenvolvimento, sendo que isto é uma parte importante das tensões entre as grandes economias mundiais.
Nada para que não estejamos já treinados, nomeadamente quando viajamos em automóveis sem condutor ou em aviões sem pilotos, mas também quando perguntamos, na internet, como tratar uma doença, ou quando movimentamos dinheiro no “balcão” multibanco.
Das notícias (The Guardian):
A decisão das empresas americanas, face às tensões entre Pequim e Washington, provoca corrida para atrair consumidores para modelos domésticos de inteligência artificial (IA).

2024/06/26

Israel não é um país democrático

Uma das grandes mentiras do sionismo é que Israel é um Estado “democrático e progressista”. Nada mais falso. Desde a sua fundação, se constituiu como um Estado racista, por sua ideologia e suas leis destinadas à expropriação das casas e terras dos palestinianos.
Israel é oficialmente um “Estado judeu”. Quer dizer, não é um Estado de todos os que residem no país ou nasceram nele, mas somente podem ser cidadãos aqueles que se consideram de fé ou de descendência judaica.
Noventa por cento das terras se reservam exclusivamente para os judeus, através do Fundo Nacional Judeu, cujo estatuto define que essas “terras de Israel” pertencem a essa instituição e não podem ser vendidas, arrendadas ou nem sequer trabalhadas por um “não judeu”. Os palestinianos estão proibidos de comprar ou, inclusive, arrendar as terras anexadas pelo Estado desde 1948.
Desde a fundação do país, existe um sistema de discriminação racial que domina absolutamente todos os destinos das vidas dos palestinianos. O que se poderia dizer hoje de um país cuja política oficial foi a expropriação de terras dos judeus ou que simplesmente proibisse que alguém judeu pudesse se assentar nele se se casasse com uma não judia? Obviamente, dir-se-ia que se trata de um flagrante caso de discriminação anti-semita e poderia ser comparado com o nazismo ou com o apartheid sul-africano. No entanto, esse critério é legal em Israel, através de uma série de instituições e leis que afectam apenas os habitantes não judeus.
A “lei de nacionalidade” estabelece claras diferenças na obtenção da cidadania para judeus e não judeus. Pela “lei de cidadania”, nenhum cidadão israelita pode se casar com uma residente dos territórios ocupados. Caso isso aconteça, perde os direitos de cidadão israelita, e a família, se não é separada, deve emigrar.
Pela “lei de retorno”, qualquer judeu do mundo, se vai para Israel, pode ser cidadão israelita e obter um sem-número de privilégios que os nativos não judeus não possuem. Mas os familiares dos palestinianos do Estado de Israel que vivem no estrangeiro (muitos deles expulsos de suas terras na Palestina ou seus descendentes) não podem obter o mesmo benefício somente pelo fato de não serem judeus.
A “lei do ausente” permite a expropriação das terras que não tenham sido trabalhadas durante um tempo. Mas nunca foi expropriada a terra de um judeu. A maioria das expropriações realizou-se contra refugiados palestinianos no exílio, palestinianos habitantes de Israel e todo palestiniano que reside na margem ocidental do rio Jordão e tenha terras na área ampliada de Jerusalém.

Texto recortado de Secretariado Internacional da LIT-QI (Brasil 12Maio2008)>José Goulão em:

Entre a fé e o medo

Entre o medo do inferno e tantos outros medos se constroi a fé religiosa.