Porque hoje é domingo (79)

A Igreja Católica invoca neste domingo uma troca de palavras entre alguns cidadãos presentes na crucificação de Jesus e de outros condenados, bem como os comentários dos próprios crucificados que o rodeavam.

O que mais indignava alguns populares, era que Jesus fosse identificado numa tabuleta como sendo “rei dos judeus” e, mais ainda, que se apresentasse como o enviado de Deus anunciado no Antigo Testamento. Se ele é quem diz que é, que se salve a si mesmo – proclamavam os seus detractores.

As opiniões dividiam-se nesta matéria, e até os dois condenados que ao seu lado sofriam a mesma pena, exprimiam opiniões diferentes em tom coloquial como se estivessem à mesa de um bar.

Dois mil anos passados sobre aquela história mal contada, o que pensamos nós? O que pensamos nós, distraídos e entediados, fazendo zapping nos 300 canais de televisão que nos oferecem crimes variados, chacinas, atentados, crianças a morrer sem saberem porquê…

O que tem a história de Jesus de mais trágico e apelativo do que a via-sacra dos refugiados da guerra ou da miséria, naufragando aos milhares e milhares no abismo infernal dos nossos mares, eles que não ambicionam outro paraíso que não seja… a Alemanha?!

Já é tempo de perguntarmos aos porta-vozes de Deus-todo-misericordioso, porque não salva ele estas criaturas já que não quiz salvar-se ele próprio.



Foto da ONU.br

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