Vêm ao cheiro dos pastéis de nata? Vêm ao cheiro da direita a arder? Vêm guardar o seu quintal recuado da Europa, à beira-mar plantado? Qual é de facto o seu campeo…nato?
Para aprender a progredir nos desertos da Síria, nada melhor do que atolar os seus tanques de guerra nas areias de Portugal. Ó mar salgado etc. e tal.
Além do mais, os banhistas da NATO aproveitam a sua presença em Portugal para combater os terroristas da Assembleia da República, desses que querem assaltar o poder…, enquanto os “jihadistas moderados” adiantam o seu nobre trabalho de “limpeza”... do estado sírio.
Podia não ser assim, mas o seu papel histórico está marcado pela ingerência, agressão, dominação imperial e sangue inocente. Enfim, são as “forças de reacção imediata”, as forças da reacção! Como fantasmas, aparecem sempre que algum país ameaça abrir uma janela.
NOTA:
A fotografia é uma composição editada por este blogue.
Excitado, irritado, histérico, semeia a algazarra e a provocação nos debates televisivos. Mistura, deturpa, atropela, mente. Braceja, grita, espuma de raiva. Sentir que a direita vai deixar de impor-se aos outros e ao Povo, desespera-o.
Incapaz de sustentar a defesa das suas posições sectárias, segregacionistas e impopulares, refugia-se em regras europeias não sufragadas, refugia-se em alusões históricas incomparáveis, refugia-se, não tardará, no incentivo à violência.
Estalou o verniz que exibia com sorrisos e salamaleques enquanto a vidinha lhe corria de feição, os poderosos lhe davam palmadinhas nas costas – pelo menos – e “os outros” aguentavam, aguentavam, aguentavam.
Não é um homem-só numa pulsão descontrolada, ou não é só isso. É um agente estratégico, pelo seu posicionamento nos meios de informação. E tem por missão experimentar e enfraquecer a resistência do(s) adversário(s) e transmitir aos seus seguidores um sentimento de confiança que se está perdendo. É um testa-de-ferro.
Desafiar os meus leitores a descobrir de quem se trata, é tão pueril como perguntar que interesses serve. Mas aceitam-se apostas!
A seita terrorista e sanguinária conhecida por “Estado Islâmico”, que também poderá designar-se Al-Qaida, Al-Nusra e Exército Livre da Síria – tiradas a limpo as consequências da existência deste – deixou de estar impune.
…
A ofensiva russa não acabou apenas com a impunidade do Estado Islâmico e outros bandos de mercenários; põe em causa a hipocrisia da guerra oficial “contra o terrorismo” proclamada pelos Estados Unidos e a NATO – que tem como exemplos mais trágicos as situações no Iraque, na Líbia e na Síria.
José Goulão em Mundo Cão
Entre presos e foragidos, condenados e gestores de grandes empresas, Cavaco Silva não terá dificuldade em encontrar amigos seus profundamente europeístas e fiéis à NATO, para formar o seu governo alternativo que há-de suceder ao governo nado-morto que aí vem já.
Desde Ricardo Salgado que lhe financiou a candidatura presidencial, até Dias Loureiro, que além de responsável na sua campanha presidencial, já foi seu ministro e Conselheiro de Estado, José Oliveira e Costa que foi secretário de Estado de Cavaco para os Assuntos Fiscais, detido em 2008 por fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e à nacionalização do BPN…, e por falar em BPN, Dias Loureiro, também seu Conselheiro de Estado. E Duarte Lima que presidiu ao grupo parlamentar do PSD, durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva, e que responde pela morte de Rosalina Ribeiro mas ama a NATO de todo o coração.
Tudo gente de que se tem rodeado, europeístas e anti-comunistas de corpo e alma e bons-proveitos.
Entretanto, se faltar alguém desta lista de políticos capazes e experientes, não terá dificuldade em encontrar gente da sua confiança ideológica na Comunicação Social, entre jornalistas enfeudados e comentadores encomendados. Afinal, uma curta licença chega para o serviço que lhes é pedido.
Marques Mendes, do alto inacessível da sua altura intelectual, afirma que Cavaco Silva irá designar António Costa para governar com o apoio do BE e do PCP, porque um governo de iniciativa presidencial seria chumbado no parlamento. E não nomeou Passos Coelho nessas mesmas contingências?
Deixo apenas uma ressalva, eu que sou Marques mas não Mendes: apesar de tudo, da mente de Cavaco Silva tudo pode brutar, digo brotar; nunca se sabe. Assim ele imagine que um governo das esquerdas caia ao fim de pouco tempo para dar origem a eleições antecipadas que reconstruam uma maioria de direita.
Para espanto de muitos – se fossem muitos os que frequentam este sítio! – digo que os milagres não me causam desconfiança. Pelo menos, alguns.
O que me causa desconfiança ou incredulidade é a autoridade dos sacerdotes para interpretá-los. Afinal os apóstolos nunca explicaram os milagres; limitaram-se a achá-los transcendentes, e isso não repugna à minha inteligência, consciente de que há limites humanos para o conhecimento – o meu, o deles e o dos actuais profissionais da religião.
Portanto admito que Marcos tenha visto um cego a ver – passe o trocadilho – como consta do capítulo 10, versículos 46 a 52 dos Evangelhos, e que hoje será comentado nos púlpitos das igrejas católicas.
Mas o que eu queria assinalar é que Jesus não ficou indiferente aos apelos do cego, em nome dos superiores interesses da alma! «Jesus parou e disse: 'Chamai-o'». E curou-o do problema físico como havia feito e continuaria a fazer com outros doentes.
Mais: o milagre das bodas de Caná, a ter acontecido como consta em João-2, nem sequer foi realizado por razões humanitárias – não se tratava de matar a sede de gente carenciada, mas sim de superar a falta de… vinho, numa grande festa.
Isto é: o exemplo de Jesus mostra que Deus não é indiferente às necessidades e até aos prazeres físicos das pessoas!
Calem-se de vez, portanto, os hipócritas que apelam ao sacrifício e à austeridade como valores em si.
Diz a Direita e alguns militantes do PS, que o PCP e o BE não
devem ser chamados a um acordo de incidência governamental com o PS porque são
partidos em desacordo com a União Europeia e que contestam a NATO.
Mas a gente pergunta: - Isso retira legitimidade para participar num governo, se for o caso? Então os governos europeus não-filiados na U.E., são ilegítimos? Mais: se
o Bloco de Esquerda ou a CDU ganhassem as eleições, não deviam formar governo porque não são austeritaristas nem belicistas? Porque interviriam na UE, como já fazem, pela soberania e a viabilidade económica de Portugal?
Diz a Direita e alguns militantes do PS, que “os 32% que votaram no PS não queriam um governo do Partido Socialista com o PCP e o Bloco de Esquerda.
Mas a gente
pergunta: - E queriam um governo PSD/CDS?
Diz a Direita que a coligação PSD/CDS deve governar porque foi a candidatura mais votada.
Mas a gente responde: - Então governem!