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2022/04/24

Porque hoje é domingo 118

A Igreja celebra hoje aquela noite em que Jesus, que era suposto estar morto, apareceu aos discípulos dizendo: ‘A paz esteja convosco’. (João 20, 19-20; 24-25).

Nenhuma mensagem é mais desejada, nos dias que correm, do que esta. Discípulo assumido de Jesus Cristo, António Guterres vai visitar Putin e Zelensky na esperança de repetir a frase de Jesus. Mas desta vez não será só Tomé a duvidar. Creio que o próprio Secretário Geral da ONU não leva tão longe a sua fé nos homens, depois de a ter perdido em Deus a quem acorre todos os dias, certamente, nas suas orações.

O Futuro, esse único alguém que sabe tudo sobre o que vai acontecer, é quem nos há-de revelar a verdade. Enquanto não falar, desculpem a desilusão, resta aos sobreviventes esperar pelo entendimento entre Deus e o Diabo.

2019/02/27

A ONU de Guterres



Um homem vai, na sua inocência, à página da ONU em busca de informação sobre a reunião da véspera no Concelho de Segurança, por exemplo, e  fica na dúvida se é o sítio das Nações Unidas ou o sítio de António Guterres...  EXPERIMENTE!

2017/02/08

Rajoy em bicos de pés

O Chefe do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, acaba de se oferecer ao presidente dos EUA, Donald Trump, para servir – palavra adequada! – de interlocutor entre os Estados Unidos da América e... a Europa, a América Latina, o Norte de África e o Médio-Oriente. Nada menos!

Com esta iniciativa, Rajoy certamente tirou um grande peso dos ombros de Merkel, de Tajani, Task e Junker (presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho Europeu e da Comissão Europeia) e de António Guterres (Secretário Geral da ONU), para já não falar de Luis Almagro da Organização dos Estado Africanos (OEA).

Como Trump não levou a sério a proposta, nem sequer se deu ao trabalho de perguntar de que lado do muro com o México é que Rajoy se situava – mas isto já sou eu que digo...

2016/10/23

Porque hoje é domingo (78)

O cristianismo atribui um nome àqueles que fingem prosseguir o bem quando na realidade só fazem bem a si próprios (e aos seus), e tentam denegrir os outros para se valorizarem: é “fariseísmo”. O tema faz as homilias deste domingo, invocando o evangelho de Lucas (18,9-14).

A expressão “fariseísmo” resulta de uma parábola alegadamente contada por Jesus aos seus camaradas, para ilustrar a diferença entre os arrogantes e os humildes. Podia o Mestre ter usado como exemplos a doutora Lagarde e o engenheiro Guterres, mas não era seu costume meter-se com os césares – “a César o que é de César”. De resto, quando Guterres proclama a sua própria humildade, há que saber se está no papel do publicano ou do próprio fariseu…

E se este argumento hermeneutico se coloca em relação a Guterres, não menos se coloca em relação à Igreja de que ele é um distinto militante. Mas talvez seja mais prudente ficar-me por aqui, à imagem de Jesus, além de que é arrogância minha duvidar dos méritos morais dos dois papas a que o mundo está entregue – o religioso e o civil.

2016/10/06

Guterres ainda não ganhou



Alguém diz a Guterres: 
- Então já ganhaste?!
Guterres responde:
- Não, só ganho a partir de Janeiro...


Dos cinco "Grupos Regionais da ONU", o Grupo da Europa de Leste é o único que nunca teve um secretário-geral na ONU. Isto não será indiferente ao aparecimento de duas candidatas da Bulgária.

Afinal e em última análise, quem escolheu Guterres não fui eu nem foi Marcelo, foi um tal Conselho de Segurança da ONU, do qual têm direito a veto os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China, isto é, 2 pró-Leste e 3 pró-Ocidente, o que confere a estes um poder decisivo.

2016/10/01

De Ban Ki-moon a Jerónimo de Sousa

Ban Ki-moon tem tanta importância para a ONU como Jerónimo de Sousa para o PCP, isto é, quase nenhuma. Afinal eles são formal e realmente secretários e não líderes; líderes são aqueles que os “elegeram” para desempenharem as tarefas de quem os dirige na sombra. Se está bem assim ou não, é outra questão.

Numa altura em que António Guterres é sacralizado pela cúria nacional, qual Madre Teresa de Calcutá, ou não viesse da mesma Igreja esta suspeita exaltação geral, é tempo de pensar que influência tem de facto o secretário para o rumo da instituição.

“À deriva na irrelevância”, é como alguns (ESSI) classificam o secretário-geral da ONU que outros comparam a uma enguia na forma “diplomática” como se esquiva às questões polémicas – e já não estou a fazer comparações com Jerónimo de Sousa, embora pareça!

Irrelevante não será que tenha vindo da Coreia do Sul ou mesmo que se tenha formado na da Universidade de Harvard. Mas menos ainda que tenha apoiado Bush e incitado o envio de tropas sul-coreanas para o Iraque…

Guterres vem de um país sem relevância geo-estratégica, licenciou-se no Instituto Superior Técnico de Lisboa e foi Alto Comissário para os Refugiados a seguir a um senhor de má reputação política e moral.

“O nosso candidato” é um velho amigo do padre Milícias que o casou, do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, que o casou com o PS, e de Marcelo Rebelo de Sousa que recentemente o designou Conselheiro de Estado.

Guterres não é génio nem santo como muitos querem fazer crer por razões estratégicas de diferentes matizes, nem é pessoa a quem eu apertasse mão, sei eu porquê, mas por mim pode ser secretário do que ele quiser. Já me preocupa mais o Jerónimo de Sousa… Mas quem sou eu, “folha seca” para este, desprezível trabalhador para aquele?!